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Faltando 12 rodadas para o término do Campeonato Brasileiro 2016, ensaia-se no horizonte a disputa entre o atual líder, Palmeiras, e o Mais Querido do Brasil pelo título de campeão.

 
Muito embora o Atlético/MG ainda tenha pontuação e elenco para tentar uma reação que, particularmente, acho que não ocorrerá. E quem imaginaria, no início do campeonato, que na 26ª Rodada o Mais Querido já estaria matematicamente livre do rebaixamento e disputando o título?


O certo é que temos uma dura tabela pela frente, que, não sei se por desconfiança de torcedor, estou achando mais fácil para o Palmeiras do que para o Flamengo, a começar pela próxima, quando os paulistas recebem o Coritiba enquanto o Flamengo o Cruzeiro no sempre duríssimo clássico interestadual. Na sequência, teremos São Paulo (f), Santa Cruz (c), Fluminense (f), Internacional (f), Corinthians (c), Atlético/MG (f), Botafogo (c), América/MG (f), Coritiba (c), Santos (c) e Atlético/PR (f). A maioria dos confrontos, portanto, será de clássicos tradicionais, regionais e interestaduais.

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O futebol que a equipe vem apresentando dentro de campo anima para a difícil tabela que encararemos. Posso citar os esmagadores 75% (setenta e cinco por cento de posse de bola) no final do primeiro tempo, ontem, no Pacaembu, contra o Figueirense, ou o simples fato de que jogadores como Everton e Gabriel, há anos no clube e na lista de “preferidos” da torcida para negociações, são hoje titulares de uma equipe que se estabilizou em torno de variações no 4-2-3-1 e 4-1-4-1. O time apresenta volume de jogo pela grande maioria dos 90 (noventa) minutos, os jogadores estão entrosados entre si e “se acham” dentro de campo; a evolução da defesa para o ataque é harmônica, sempre vertical e em velocidade, com muitas jogadas pelas pontas, e os “meias-pontas” ajudam muito na recomposição defensiva.

Uma interessante variação tática que já havia notado na partida contra o Atlético/MG, que pude assistir ao vivo no Mané Garrincha, constatei no confronto contra o Palmeiras no Allianz Parque. Neste post sobre o jogo do Mané Garrincha eu a descrevi da seguinte forma: “mais ou menos a partir da segunda metade do primeiro tempo, Márcio Araújo muitas vezes formou a primeira linha ora entre Réver e Rafael Vaz, ora se posicionando defensivamente na lateral esquerda, com Jorge mais livre pelo lado esquerdo e algumas vezes até pelo meio, ao lado de Willian Arão. Essa formação, coincidência ou não, foi adotada nos momentos em que o Flamengo sofreu maior pressão. Por ora, não sei dizer se foi causa ou remédio para a situação.” Quarta-feira vi o cenário se repetir em momento de grande pressão do Palmeiras sobre o Flamengo no segundo tempo, quando Gustavo Cuéllar se posicionou na lateral esquerda e Jorge muitas vezes como volante pela esquerda, no meio. O motivo tanto pode ser o aproveitamento do potencial ofensivo de Jorge (para armar contra-ataques, por exemplo), como também administração do desgaste no desempenho da função defensiva pela lateral.

Cuéllar, a propósito, teve grande dificuldade em marcar Dudu no Allianz Parque, sendo várias vezes superado. Já ontem, contra o Figueirense, gostei muito mais de sua atuação, que combinou muitos desarmes e excelente saída de bola. Prefiro não tirar conclusões precipitadas. Considero que só será realmente justo avaliá-lo, até mesmo com Márcio Araújo, com uma sequência de jogos, pois, ao contrário de outros jogadores do elenco, que têm muito mais chances de jogar, o colombiano não recebe tantas oportunidades.

Com o time tão bem, é difícil destacar individualidades, mas eu gostaria de ressaltar as boas fases de Muralha (merecidamente convocado), Rafael Vaz (grande surpresa e excelente reforço), Willian Arão (voltou a jogar bem), Jorge (melhorando a cada partida) e Diego (“chegou chegando”). E com jogadores do nível de Alan Patrick e Mancuello no banco, o Flamengo tem hoje um dos elencos mais qualificados do Brasil. Não é à toa que disputa o título, embora o treinador mostre a cada jogo que tem um enorme mérito no desempenho do time, cada vez mais consistente.

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Ainda assim, correndo o risco de ser considerado “azedo”, farei uma pontual crítica ao Zé Ricardo em relação ao jogo contra o Palmeiras, quanto a não substituição do Márcio Araújo. As disputas dos principais títulos não permitem a inocência e qualquer vacilo; ao contrário, exigem atenção máxima e sobretudo atitude do treinador. Estava “na cara” que Márcio Araújo seria expulso. Percebam que isso em absolutamente nada interfere na legítima (embora bastante contestada) opção de Zé Ricardo em escalar “Marujo” como titular. A questão é a previsibilidade e até a “certeza” do que estava por ocorrer.

Em um campeonato de pontos corridos, o dano pode ser revertido; em um campeonato eliminatório, como uma Libertadores, um vacilo como esse pode ser fatal, e é bom que se diga que, em se tratando de Flamengo, Campeonato Brasileiro e Libertadores, arbitragens desfavoráveis e até tendenciosas não podem ser recebidas com surpresa.

A outra crítica vai para o Alan Patrick, bom meia (que eu sempre defendi no elenco) que teve a oportunidade de passar a bola para Leandro Damião finalizar quando o placar estava 1×0. Não se deixa para amanhã o que se pode fazer hoje. Era a chance de “quebrar” psicologicamente o Palmeiras, mas é claro que tem muito campeonato pela frente. Contudo, no final das contas, o adversário sobrevive por duas rodadas na liderança e em tese tem uma tabela mais favorável pela frente.

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A escalação da equipe está praticamente definida, mas gostaria de saber de vocês quem escalariam para as seguintes posições: primeiro volante e centroavante.

@Gustavo1966Fla

 

Essa coluna também é publicada no Buteco do Flamengo
Bom dia e SRN a [email protected]

 

Crédito imagem destacada: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
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