A estrada dá um tempo, pois o Flamengo decide hoje o primeiro jogo da final da Sulamericana. Todas as tomadas de decisões do ano se colidem nesta e na próxima quarta-feira, quando saberemos quem será o campeão exausto do exaustivo 2017 futebolístico, entre Flamengo x Independiente.

Se pudéssemos dividir o ano em duas retas paralelas, uma seria o Flamengo e a outra seria o sucesso, assim:

f = flamengo
g = sucesso

O ano do Flamengo foi de decepções. Caímos da Libertadores de forma vexaminosa, caímos da Primeira Liga para o Paraná com o “caralho ele não pega uma” não pegando nenhuma, tivemos nossa maior referência do time passando o ano inteiro afirmando que “o saldo é extremamente positivo” porque vencemos o Campeonato Carioca graças a um regulamento que premiou um time que não chegou na final de nenhum turno, perdemos a Copa do Brasil para um time medíocre comandado por um técnico que, queiramos ou não, nos humilhou no passado, e abrimos mão do campeonato brasileiro mais fácil da história dos pontos corridos conquistado por um elenco cujo maestro tem mais gordura localizada do que eu.

Durante todo o 2017 o Flamengo andou em linha reta enquanto o sucesso daqueles que se dedicam a um bom planejamento andou em uma segunda linha reta, abaixo, paralela. E a noção popular é de que duas retas paralelas jamais se encontram. A famigerada Sulamericana, outrora rejeitada por nós, se tornou o escape para batermos no peito e afirmarmos que somos campeões de alguma coisa que importa neste 2017. E mesmo com Muralha, Vaz, Pará, Renê, Marcio Araújo, Rômulo, Gabriel e companhia, mesmo com Rodrigo Caetano em um mês falando que não precisamos de goleiro, e no outro mês contratando Diego Alves, mesmo com um preparador de goleiros duvidoso, um coach em crise existencial, um técnico recém chegado, um presidente que briga toda semana com torcedores, eu sou um otimista.

f (x) = y1 (1- x/x1)
g (x) = – y1 (1-x/x1)
x1 = ∞

Nós seremos campeões. Contra tudo e contra todos. Se Flamengo e o sucesso são duas retas paralelas, que então sejam. Pela foto acima, você pode ver que sou um romântico. Acredito que duas retas paralelas se encontram no infinito, pois o tempo dobra e elas se cruzam. Demora, mas elas se encontram. Antes duas retas paralelas do que duas que se cruzam. Duas retas que se cruzam, caso assim fossem Flamengo e o sucesso, se cruzam uma vez para nunca mais se encontrarem.

PRA CIMA DELES, FLAMENGO!

SRN!
Sou fotógrafo carioca morando em um motorhome com minha mulher e nossos cachorros, criando conteúdo pra We Are Alive e nossos clientes. Acima de tudo, rubro-negro! Inscreva-se no meu canal http://youtube.com/WeAreAlivenaestrada


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