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944 dias depois: o tempo passa tão depressa

944 dias depois: o tempo passa tão depressa

Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!

Em 23 de julho de 2012, publiquei a crônica “Terapia Rubro-Negra #3”. Segue o texto, com breves atualizações estilísticas, para reflexão, neste domingo de calmaria:

“Neste exato momento, há cerca de quase uma hora, jornalistas da ESPN Brasil analisam o Flamengo e a sua desastrosa fase. Aquele papo: a instituição está falida, divisão de poderes, o Flamengo agoniza, o desgraçado dos clubes… Embora eu não discorde tanto, é curioso como são capazes de praticar o jornalismo esportivo em seu mais complexo aspecto: a capacidade de se repetir – de maneira que se pareça diferente.

Sei bem, trabalho ao lado de jornalistas, estudei retórica. Sei como é o jogo, suas regras, todo o não dito. E nem estou a dizer que sejam ruins no que fazem – o que me seria um contrassenso. Vejo o programa com irritante frequência. Mas como é que pode haver tanto lero-lero para verbalizar uma punheta sado-masoquista? Como é que a gente não pensa mesmo?! Pensasse, se irritaria, desligaria, mudava pro History Channel.

Poucas vezes eu vi o Flamengo ser tão achincalhado – com recursos tão pobres. Mesmo aquele “Agora tá morto!”, seguido de silêncio compadecido. O Flamengo é a “Geni, ela é feita pra apanhar” da vez. É o bode da tragédia, é a cabeça de Lampião.

Para os flamenguistas, todo um bloco que foi um desagrado, um despejo de vozes para ecoar em suas neuroses, para atrapalhar o sono. E para um torcedor atleticano, mesmo o goianiense, o que foi aquilo. Para botafoguenses, cruzeirenses, gremistas, todos os demais, olhando na fechadura, que fetiche doentio!


O programa esportivo é desesperançado, noveleiro. Que custava alguém sorrir, dizer “está tudo bem, logo tem eleição, “a coisa pode mudar, sim”? O time sofreu diabólica macumba. Logo passa, ebó nenhum resiste, o Joel passou, Patrícia há de passar. Calma lá. Todos os flamenguistas estão cansados de amadorismo.

Cansados do flap-flap e desta gestão azarada e/ou sabotada e/ou incompetente”.

Orra, é Mengo!

About The Author

Paulista de Osasco, nascido em 1974, casado. Formado em Letras na USP, dramaturgo, profissional da área multimídia e servidor público federal. Rubro-negro desde 1980.

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