Chego terça-feira em Curitiba a trabalho. No quarto do hotel, rodo os canais na esperança de que algum deles venha a transmitir o jogo do Flamengo. Descubro que não. Penso comigo mesmo: vou ter que assistir a Flamengo e Bangu pelo celular mesmo, não vai ter jeito.

De maneira despretensiosa, na manhã da quarta-feira, lanço a pergunta no Twitter, mais para interagir do que esperando qualquer resposta: “Alguém conhece um bar que passe o jogo do Mengão em Curitiba?” Lancei e fui tomar banho. Ao voltar do banho, muitas respostas à minha pergunta, mas todas com o mesmo endereço: FlaChurrasco.

A FlaChurrasco é um grupo de amigos que decidiu viver nossa paixão, o Flamengo, da maneira que as paixões devem ser vividas: intensa e incondicionalmente. Se tem jogo do Flamengo, eles se encontram. Não importa se o jogo é amistoso ou Libertadores. Eles estarão lá. Obviamente, o bar fica mais cheio quando trata-se de jogos importantes ou de clássicos. Mas para o integrante-raiz, o que não perde um jogo, a pergunta a ser feita é: que jogo não é importante se o Flamengo está em campo?

O local é um bar perto do Jardim Botânico em Curitiba, completamente decorado com faixas, camisas e as cores do mais querido. Mas o mais legal é o propósito: Os integrantes fazem questão de estar perto do Flamengo, mesmo que os quilômetros separem essa turma de estar presente nos estádios.

A FlaChurrasco não é só churrasco, cerveja e Flamengo. Inúmeras são as ações sociais que o grupo realiza, unindo a paixão e a caridade. Pra quem chega ao bar da FlaChurrasco, fica fácil enxergar o lado humano do negócio. Afinal, qual bar coloca, logo na entrada, um espaço para que os rubro-negros depositem alimentos, casacos e outros itens a serem doados? É o algo a mais que faz diferença.


O jogo era contra o Bangu, pelo falido estadual, mas eu juro: parecia final de campeonato. O gol demorou a sair e os integrantes da FlaChurrasco se preocupavam, apelavam para superstições, xingavam jogadas erradas. Sai o gol. Abraços, gritos, comemorações. Músicas do clube são cantadas a plenos pulmões, com todos em pé. Sai o segundo gol, lá vem nosso hino. Sai o terceiro gol e a festa é completa. Acaba o jogo, como em oração, mais uma vez o nosso hino é entoado. Como uma missão cumprida.

Hoje acordei um pouco mais rubro-negro, se isso é possível. Sempre ouvimos que somos uma Nação, que estamos em toda parte. Viver isso é diferente. Faz pensar. Esses caras da FlaChurrasco dariam o mundo para ter o Flamengo jogando ao lado de casa. Como não podem, eles trazem o Flamengo para perto de seus corações. Terão meu eterno respeito e admiração. Que possamos, todos, nos mirar nesse exemplo de entrega incondicional e carregar o nosso time para as glórias que desejamos. Afinal, se o nosso time é a gente em campo, eu garanto: a FlaChurrasco pode vestir a 10 do nosso Manto Sagrado.

Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla

 


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