Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!

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Quem é Flamengo, já sabe, está no pioneirismo de um revolução moral e educacional que servirá de base para um novo país. Cabe a cada rubro-negro saber que o país somente se tornará aquilo que esperamos quando honrarmos todos a camisa que vestimos:

O maior do mundo. O marco de honestidade. O exemplo de superação.  De tal modo que somente os honestos, os íntegros, deveriam sair pelas ruas com o manto rubro-negro.

Cada torcedor deve investir na sua melhor educação, agir com responsabilidade e colaborar com uma sociedade pacífica. Um primeiro passo para modernizar o Brasil é erradicar o bullying no esporte. Muitos se utilizam do futebol para propagar preconceitos. Seguem tópicos para conscientização e prática.

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  • Pode detonar molecada que torce pro Barcelona, Real Madrid ou outros times de fora?

Muitos flamenguistas sofrem preconceito em São Paulo, em Porto Alegre  e em outras cidades por ser Flamengo e não apoiar times locais. Ninguém é obrigado a torcer por um time do mesmo bairro, cidade, estado ou país. 

Um menino chileno pode ser flamenguista e isso enche a todos de orgulho. E não nos agrada saber que ele sofra ofensas de outros garotos por ser Flamengo.

Logo, se algum brasileiro escolher torcer para o Barcelona, respeitemos. Se o torcedor não é Flamengo, melhor até que não seja de nenhum outro time brasileiro.

Por ter a torcida toda espalhada, flamenguista deve ser o primeiro entender isso.

No Bullying!

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  • Pode zoar flamenguista que tem segundo time? Não é um infiel quem divide o coração rubro-negro com outras cores?

100% Flamengo é o ideal para um humano, mas há quem viva com outras doses e estas pessoas devem ser respeitadas, com toda a simpatia.

Que a pessoa alegue ter 100 times, contanto que num hipotético campeonato entre esses times, o Flamengo seja o seu campeão. Que mantenha sobre os demais uma supremacia percentual.

E aqueles que têm o Flamengo como segundo time, que sejam aceitos como parte da família. Melhor ter 50% ou 35% do apreço que ter apreço nenhum. E o percentual sempre tende a aumentar – se o Flamengo estimular.

No Bullying!

  • 5098878893_6120d144e3Pode chamar jogador e torcedor tricolor de bichona?

A Nação acolhe a todos, sem distinção de raça, cor, gênero, cpf, vontades sexuais, idade, nacionalidade, etc. Respeitar as diversidades é fundamental para a maturidade coletiva. Ser gay, afeminado ou simpatizante não configura qualquer ofensa. Cada um que descasque a sua mexerica.

O Gay Bullying é uma ofensa à democracia e configura homofobia, o que não cabe nos interesses ideológicos flamenguistas. Há muitas formas de praticar o “bullying do bem” contra quem merece.   Chamar de desonesto, embusteiro, trapaceiro, são ofensas que levam em consideração o que é de fato condenável moralmente.

No Bullying! 

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  • Pode zoar botafoguense?

Tribos, idiomas, espécies de flores, animais desaparecem a cada dia. Muitas vezes o processo é irreversível. Cabe aos estudiosos a importante missão de tratar os últimos espécimes, com intuito de prolongar um pouco mais sua existência.

Talvez não tenhamos consciência, mas nossos bisnetos poderão nem conhecer botafoguenses, já extintos.

Minorias merecem respeito e cuidado.

No Bullying!

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  • Pode zoar com vascaíno, chamando de vice?

Pense na dificuldade que muitos encontram para viver, considere a miséria humana. Dificuldades financeiras, falta de credibilidade, ilusões. O sofrimento é para muitos pesado além do suportável. 

O bullying pode levar ao suicídio. É preciso muito cuidado com os jovens vascaínos, que podem perder para a depressão.

No Bullying!!!

Mudar o país é responsabilidade de cada rubro-negro. O futuro depende de nós. Que cada flamenguista compreenda: segregar prejudica o Fla e o Brasil – afastar torcedores por conta de diferenças prejudica o Fla e o Brasil.

Grandes poderes trazem grandes responsabilidades – sejamos todos merecedores de vestir a mais importante camisa do futebol brasileiro. Mostremos a todos a força da nossa união, da nossa dignidade e do nosso respeito pela liberdade.

Orra, é Mengo!