Mermão, que jogão nós acompanhamos nessa quarta-feira. O Flamengo colocou a faca nos dentes e foi pra cima da porcada, lá dentro do chiqueiro e sem a Magnética gritando seus pulmões pra fora. O resultado não foi o melhor possível, mas a postura em campo valeu por tudo.

Já começo dizendo uma coisa: chupa Cuca! Tu achou mesmo que ia enganar alguém com esse mistério sobre a escalação do menino Jesus? Já te conhecemos de outros carnavais, Zé Ricardo deve estar rindo até agora. O nó tático que o nosso comandante aplicou foi sensacional e inesperado, a saída do Diego pegou a todos de surpresa.

Mas se tem algo que eu aprendi nesse pouco tempo foi confiar no conhecimento do Zé.

Eu não entendi nada quando eu vi aquela substituição, imaginei que sofreríamos para conseguir algo sem o nosso camisa 10. Mas foi aí que eu vi mais uma aula do professor. Ele mostrou que estuda os adversários, conhece seus estilos de jogo e se prepara da melhor maneira possível. Isso sem falar na coragem de tirar o craque do time em um momento crítico, sem medo de errar.

E não errou!

Zé enxergou que o Palmeiras iria jogar entre as linhas da defesa e meio campo do Flamengo e então ele tirou o Diego para reforçar a marcação na frente da área. Imagino a cara de “tela azul da morte” que o Cuca ficou nesse momento. A mudança surtiu efeito e tirando o gol de empate, o Palmeiras pouco criou e pouco assustou. Cansaram de levantar a bola na área só pra ver a bateria antiaérea do rubro-negro funcionar.

E mesmo jogando com um a menos, ainda saímos na frente no placar. Zé Ricardo lançou Alan Patrick que, com apenas 10 segundos em campo, correu sozinho e bateu firme para marcar. E poderíamos ter feito o segundo gol se o mesmo Alan Patrick não fosse egoísta dentro da área. Brilhou mais uma vez a estrela do Zé, praticamente um guru das substituições. Vou perguntar a ele se devo substituir a Vivo pela Claro, tô em dúvida aqui.

Meus amigos, eu já escrevi isso aqui milhares de vezes mas eu não me canso: a postura que esse time têm é de time campeão. Fomos na casa do líder, com torcida única deles, árbitro inexperiente, com um jogador a menos e em nenhum momento o time se desesperou. E quase conseguimos a vitória que nos colocaria na liderança. Que noite maravilhosa para ser Flamengo!

Pra quem viveu aquela calamitosa temporada de 2015 e o primeiro semestre de 2016, ver esse time em campo é um afago na alma. Eu sei que não tem nada ganho e ainda temos 13 rodadas pela frente, mas é impossível dizer que não confiamos nesse time. Aquele aeroporto lotado em plena tarde de terça-feira não me deixa mentir.

Hoje eu fico por aqui, nos vemos no domingo em mais uma final no Pacaembu. Vamos Flamengo!