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RICARDO MARTINS | Twitter @Rick_Martins_BH

Quando eu era criança, a opção de ir ao Maracanã ver o Flamengo simplesmente não existia. O radinho de pilha era o grande companheiro para ouvir o nascedouro da era Zico. Jogo na TV? Nem pensar. O futebol vivia uma época aonde as bilheterias eram a principal fonte de renda dos clubes.

A partir da década de 80 eu praticamente virei “piolho de Maracanã”. E isso não era nada comparado a outros torcedores que acompanhavam o Flamengo pelos estádios em Madureira, Campo Grande, Bonsucesso, São Cristóvão, Olaria e pelo interior do Rio. Sair em viagens pelo Brasil era uma aventura compartilhada por poucos.

Sorte que a Magnética sempre foi muito grande e, até recentemente era apontada como a maior em Minas Grais. Sua grandeza pode ser comprovada facilmente na Zona da Mata, Sul de Minas, Triângulo, Vale do Aço e Sul de Minas. Mas Belo Horizonte não fica para trás.

Quando passei a morar nessa cidade a partir de 1993, os jogos do Flamengo passavam com certa freqüência na TV aberta. Mas quando trabalhei na TV a cabo, o acesso as transmissões ficaram mais frequentes. Após a minha saída da empresa, eu ainda assisti aos jogos durante um bom período.

Todavia, a partir de 2005 era comum a um grande grupo de flamenguistas residentes em Belo Horizonte a busca incessante de um lugar para assistirem os jogos juntos. Nesse calor surge a Fla-BH, uma torcida composta por pessoas comuns, cuja maior convergência é a paixão pelo Flamengo.


Um grupo cada vez maior de pessoas saía pela cidade na busca de um local que os comportasse. Foi quando descobriram o Quiosque na Avenida Prudente de Morais, na Região Sul. O Quiosque chegou a receber mais de 500 pessoas em um lugar que lembrava uma espécie de geral. As pessoas passavam pela rua e ficavam impressionadas com tantos rubro-negros reunidos.

O ápice das aglomerações aconteceu em um período  pós-Quiosque, mas ainda na Avenida Prudente de Morais. Isso ocorreu em 2009, no dia da conquista do Campeonato Brasileiro. Naquela data eu fiz uma cobertura ao longo de todo o dia, com publicações no extinto ORKUT. Lembro que fui me encontrar com vários torcedores em uma bar na cidade de Contagem, na Região Metropolitana, e fui em carreta para a festa na Avenida Prudente de Morais, totalmente fechada por mais de 3.000 rubro-negros. Um verdadeiro show!

De lá para cá muita água já rolou. Muita gente vê os jogos em casa. Mas existem os que simplesmente adoram ver os jogos com outros flamenguistas. Esse é o caso de Roberto Palermo, da Fla Gerais, que se reúne sempre no Bar Bacana na Rua Grão Mogol, bairro Carmo Sion.

Rafael e Roberto Palermo com o Ricardo, proprietário do Bar Barcana

Rafael e Roberto Palermo com o Ricardo, proprietário do Bar Barcana

Roberto costuma compartilhar a emoção de ver o Mengão com um público que pode variar em função do apelo de cada jogo, sempre regado a uma boa cerveja. Para esta partida, que foi transmitida para todo o Brasil e o mundo, o público estava seleto, mas nem por isso menos apaixonado.

Roberto é mineiro de BH, e tem muito atleticano em casa, fato que o incentiva a buscar outros rubro-negros para criar um pequeno Maraca no Barcana. Para Roberto o momento atual do Flamengo é o de que o “time A” chegou. E esse time jogou o primeiro tempo contra o Santos (comentário meu)…

Para comprovar que esse grupo da Fla Gerais é forte, no próximo dia 19 de setembro, véspera do jogo contra o Atlético Mineiro em Belo Horizonte eles realizarão um tradicional feijão tropeiro a um custo inacreditável. SE você estiver na cidade não perca!

Eu fui ao Barcana acompanhado dos grandes rubro-negros Rondineli e Fabrício. Rondineli nasceu no Rio de Janeiro e Fabrício em Belo Horizonte, mas registrado em Contagem. Tenho orgulho em compartilhar da vida Flamenga e de assuntos bem interessantes, como por exemplo, política. São dois caras fora de série.

Rondineli e Fabrício – amigos rubro-negros para todas as horas

Rondineli e Fabrício – amigos rubro-negros para todas as horas

No intervalo da partida, nós nos deslocamos para o Red Sport Bar, reduto da Fla-BH. O local não estava tão cheio como em outras ocasiões. Mas não custa lembrar que a TV aberta passou o jogo para Belo Horizonte. Em minha opinião, o forte do Red, além dos jogos do Mengão, se encontra nos temperos da comida. Os pratos valem a pena.

A lamentar apenas o empate sofrido por uma sucessão de apagões. Do nosso treinador, do nosso goleiro, e da falta de pontaria e sorte do Guerrero, Everton e Emerson Sheik. Mas tudo ficou fácil de entender durante a resenha comandada pelo grande rubro-negro Henrique Cadete, um dos diretores da Fla-BH.

Henrique Cadete é mineiro de Belo Horizonte e se tornou flamenguista por causa do primo de seu pai. Curiosamente, o pai do Henrique era vascaíno, mas isso não foi o suficiente para impedir que ele fechasse com o certo.

Roger e Henrique – nos receberam no Red Sport Bar

Roger e Henrique – nos receberam no Red Sport Bar

Ao lado de Henrique estava outro grande flamenguista, o Roger, nascido em Diamantina, município tradicional de rubro-negros. Bacana fopi saber que o principal motivo que levou Roger a ser flamenguista foi a ida de Romário para o Flamengo. Mais um gol do baixinho!

O dia foi realmente especial para mim. Nossa torcida é incomparável. Ela se destaca em uma cidade que possui dois grandes clubes do futebol brasileiro. Ser Flamengo aqui parece fácil, mas só parece. Torço para que a Magnética Mineira se prolifere. Em cada bar, pelo menos um torcedor. Em cada jogo,uma única Nação!

 

Cordiais saudações Rubro-Negras!


 

 

 

Barcana – R. Grão Mogol, 896 – Sion, Belo Horizonte – MG Telefone (31) 3227-1204
Barcana Red Sports Bar – http://www.redsportsbar.com/

 

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