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Mais cedo escrevi um texto, fora do MRN, criticando o lançamento da camisa do Atlético Mineiro. O assunto foi crescendo e encontrou com o Flamengo. Aí veio pra cá.

Pra quem não sabe, o Atlético Mineiro lançou ontem à noite os novos uniformes, com a DryWorld. Uma das coisas que mais incomodou a internet (que é mais ativa que o mundo real) foi o fato de terem contratado mulheres semi nuas. Usando camisas masculinas com a parte de baixo do biquíni.

 

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Se fossem biquínis do Atlético, faria sentido. Ou poderiam ter dado um foco na linha feminina. Mas, ao que parece, as modelos só estavam lá para enfeitar. A mensagem o desfile me passa é que mulher serve para vender a camisa, não pra comprar.

Não que isso seja novidade. O próprio Flamengo já fez isso, como me lembrou o Peralta.

 

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Um dos maiores ~problemas~ é que o mundo mudou. Muitos vão dizer que o politicamente correto tá deixando chato, outros vão falar que tava tudo errado. Mas não estou aqui nem pra discutir isso.


Dinheiro vindo de homens ou mulheres tem o mesmo valor, certo? Então porque ignorar um público tão grande?

Segundo o Rodrigo Capelo, 9% dos sócios atleticanos, em 2015 eram mulheres. Isso não é um número irrelevante. E mostra que tem um grande potencial para ser ainda mais explorado.

 

 

Discutindo isso no Twitter, a @barbaraclau citou uma matéria que falava que 44% dos rubro negros cariocas, que “consomem” o Flamengo, são mulheres. Sim, QUARENTA E QUATRO POR CENTO.

Não importa se é machista, feminista, marciano, quase metade dos consumidores são mulheres. É uma fatia enorme do faturamento. Mesmo se só levarmos em conta o mercado, o público feminino merece a mesma atenção que o masculino. Você nem precisa pensar em ideologia ou protagonismo. É fato que as mulheres são um público alvo de grande importância. Ninguém que queira ganhar dinheiro despreza 44% de clientes.

Há pouco tempo tempo, Flamengo, Adidas e Farm se juntaram para fazer uma linha casual só para o público feminino.

 

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Não tenho números, mas pelo que ouvi, vendeu muito bem.

Mulheres trabalham, são independentes, ganham dinheiro e gastam como quiserem. Inclusive com futebol. Estamos em 2016! Se você ainda acha que dá pra ignorar o público feminino no futebol, esquece. Elas já chegaram e só você que ainda não notou.

Quando fizemos um levantamento aqui no MRN, descobrimos que 33% dos colaboradores, e 10% de nossos visitantes, eram mulheres.

Como eu disse no texto original:

Quem enxergou mulher como argumento de venda, ganhou um problema de imagem. Quem enxergou mulher como torcedora, ganhou dinheiro e reconhecimento.

 

 


 

@Luizfilipecm