Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!

“Você defendeu o Luiz Antônio?!”

Um conhecido meu odeia futebol. Em seu ideal de sociedade perfeita, não há campeonatos. Diz que futebol é 95% de tédio, repetição de temas, desperdício de tempo e espaço. Que é 95% cascata, arrumação, combinação no estilo Gigantes do Ringue.

Diz que o futebol cria uma legião de desocupados. Que tira a atenção do trabalhador, do estudante, que há quem falte no trabalho ou na aula para ver futebol. Que cria animosidade desnecessária, rivalidades, preconceitos.

E diz que é ruim, sobretudo, por fazer do homem um fantoche do apego, ocupando-se mais dos problemas do clube, esquecendo-se de arranjar a própria vida.

Exemplifica citando o sujeito que dorme mal após uma derrota de seu time, o outro que bebe depois da vitória, fica encachaçado. Ou aqueles que apostam, tiram dinheiro do leite do filho. “O futebol é um parasita para a sociedade”, diz com solenidade. “E o pior dos subprodutos do futebol: os programas esportivos”. “São horas e horas de conversa-fiada”. “Um atraso de vida”.

Eu nem cheguei a contar pra ele que torcedor é capaz de se enfezar com torcedor do próprio time. Qualquer motivo tá valendo. Se há discórdia na escalação, o povo já cai na porrada. Se você defende o técnico, galera vem na facada. E se espalhar que gosta de algum ex-presidente – é headshot!.

Tem torcedor agredindo outros até na hora da comemoração. Se não cantar a mesma música, o pau come. Eu nem cheguei a falar disso ao tal sujeito, que já odiava o futebol suficientemente.

Orra, é Mengo!