Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!
O Titã Atlas

Atlas segura a bronca, enquanto frágeis humanos fazem seu tolo mi-mi-mi.

Hoje eu tive um sonho de sonhador, maluco que sou, eu sonhei com o dia em que Flamengo parou. Foi assim, naquele dia não tinha mais o Mengo pro flamenguista amar, nem o Mengo pro anti jogar pedra. A Globo não faturou sua grana, pois o patrocínio também não tava lá. A Adidas não abriu a loja, pois sabia que não tinha mais camisa pra vender. Na rádio, o narrador não apareceu para narrar, pois sabia que ninguém tava interessado em escutar.

O vascaíno nem foi para o Twitter, pois não tinha quem xingar. O corintiano ficou na depressão, pois não tinha mais sua obsessão para invejar. O Maracanã foi demolido e virou estacionamento, shopping e condomínio, pois lá não tinha mais time grande pra jogar. A CBF, com tanto prejuízo, desfez o campeonato nacional, sem o Flamengo não havia o que lucrar.

Os times da primeira divisão nem saíram pra treinar, pois sem a cota da TV que só existe pela audiência que o Flamengo dá, o salário não puderam pagar. O fulano da ESPN não apareceu para o trabalho, pois não tinha mais mentira pra contar. O estagiário da internet nem atualizou o html, pois sabia que a página de esportes só uma meia-dúzia inventaria de acessar.

E 40 milhões de brasileiros viviam num desânimo triste, sem ter o que pensar. Alguns foram ver NBA, outros foram ver concurso de miss, pra ver mulher de desejar. E o futebol brasileiro ficou pequeno, mais sem graça que novela das seis. 90 por cento do país esqueceu que havia festa, emoção, e começaram a torcer por beisebol venezuelano e patinação.

O Brasil, que já era uma bagunça, entrou em desordem de guerra. Sem a esperança e alegria dos flamenguistas, ficou uma bosta. Mas foi aí que a cidade em romaria, o prefeito de joelhos, o bispo de olhos vermelhos, o banqueiro com um milhão, todos tão sinceros, concordaram num grande ajuntamento de vozes:

— Volta Flamengo, sem a sua grandeza nós não somos nada!

Orra, é Mengo!