B82_fDZIEAEvEZC_convertedA paixão pelo Flamengo vem de família. Cresci indo ao Maracanã e ouvindo histórias sobre os tempos gloriosos do clube, onde os jogadores vestiam o manto por amor e, principalmente, ouvi histórias sobre um camisa 10…

 

Luiza Sá (@luizasaribeiro)

 

Na verdade, O camisa 10. Zico marcou gerações e, mesmo que eu não tenha tido o privilégio de vê-lo jogar, ele é e sempre será um dos maiores ídolos que tenho.



Em 1979, quando tinha apenas 8 anos, minha mãe foi perguntada sobre o que queria de presente de aniversário. Ela poderia ter pedido uma boneca ou qualquer outra coisa que a maioria das crianças escolheria, mas não, pediu para conhecer Zico. Até hoje é possível sentir uma emoção diferente em sua voz quando conta isso.

O Flamengo começava a ter um timaço, mas ainda não tinha conquistado nem metade do que viria a conquistar, mas o Galinho já era o grande nome do clube. Naquela época os jogadores frequentavam o clube com suas famílias, mas naquele dia ele estava sozinho na piscina, parou o que estava fazendo e a recebeu com um sorriso que até hoje não sai de sua memória.

“Já existia o fanatismo pelo time na família e, fora isso, vivi o auge, onde muita gente se tornou Flamengo por causa dos jogadores daquela geração, mas principalmente por Zico. Hoje em dia não existe um jogador idolatrado como ele, pra mim aquilo era muito mais importante do que qualquer presente material, tanto é que hoje tenho 44 anos e ainda lembro nitidamente, é a imagem mais forte daquela época,” ela diz.

O tempo não mudou em nada a forma como minha mãe vê o Galinho. “Quando o vejo me emociono, porque me lembro de todas as emoções que vivi por causa dele. Dentro do Maracanã, meus aniversários, você querer sempre ter a camisa 10 do Flamengo. Fala em Flamengo e a primeira figura que vem na minha cabeça é o Zico, mesmo eu tendo outros ídolos, mas não tem ninguém como ele.”

Quando anunciou que sairia do Flamengo, Zico deixou um buraco que nunca mais voltaria a ser preenchido, não só por ter mudado tudo, mas por ele ter sido da última geração de jogadores em que sua história se confunde com a do clube. Hoje em dia é quase impossível, não adianta achar que teremos um novo Zico, o mundo é outro. Nunca existirá alguém como ele.

“Sensação de vazio, você vai pro Maracanã um dia e não tem o Zico… Você acordava domingo, ou nem dormia de ansiedade, sabendo que haveria um espetáculo, que ele mudaria o jogo, que Deus existe. E quando ele foi embora ficou o vazio.”

Como na música Saudades do Galinho, famosa na voz de Moraes Moreira: “E agora como é que eu fico nas tardes de domingo sem Zico no Maracanã.”.

Não tive o prazer de conhecer o Rei pessoalmente, mas já estive perto dele e senti minhas pernas tremerem, os olhos encherem de lágrimas. É como se eu tivesse o visto em campo. Ele não é só um jogador, é um símbolo e sei que esse sentimento ainda vai durar por muitos e muitos anos no coração de todos os torcedores. Zico marcou por sua ética, sua liderança, sua simplicidade e, principalmente, por seu amor pelo Flamengo. E nós só podemos agradecer por ter alguém como ele.


Feliz Natal, rubro-negros, aproveitem esse dia, porque com certeza é especial para todos nós. Feliz aniversário, Zico, obrigada por ser esse ser humano incrível, que influencia não só quem te viu jogar, mas todas as gerações que ainda virão. Vamos pintar as ruas de vermelho e preto e celebrar!

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