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Enfim, é Angelim


resenha rubro negra

Por Igor Pedrazzi - Para o Resenha Rubro Negra

Ronaldo Simões Angelim, criado na região do Cariri, interior sul do Ceará. Durante a sua juventude não teve os recursos desejados para se dedicar exclusivamente ao futebol. Junto com os treinamentos no Icasa, nos quais já era possível observar um jogador de potencial, o jovem rapaz era obrigado a ajudar sua humilde família, e por isso ora treinava, ora cavava poços artesianos.

O tempo foi passando e em 1996 Angelim aparecia no clube de Juazeiro do Norte, em 99 no Ceará e após rápida passagem pelo Ituano no ano 2000, desembarcou de volta à sua terra pra jogar no Fortaleza, onde criou raízes e se tornou um dos maiores ídolos do clube da capital Cearense. Mas a data que sobre a qual quero escrever é o dia 2 de fevereiro de 2006.

Angelim comemorando o seu gol no dia mais feliz da minha vida.

Angelim comemorando o seu gol no dia mais feliz da minha vida.

Nesse dia, Angelim já era zagueiro do Flamengo e logo na sua estreia marcou um de seus 17 gols pelo Flamengo, vitória por 4 x 2 no Maracanã. Angelim finalmente chegava no seu habitat natural. O rapaz de infância pobre, de muita batalha na adolescência e de extrema simplicidade finalmente vestia o nosso manto sagrado.

Angelim é o reflexo do povo Rubro Negro, ele é a personificação da Nação. Guerreiro, humilde e apaixonado pelo Flamengo, assim como todos os membros dessa imensa torcida.

Sua disciplina e respeito ao Manto Sagrado sempre chamaram atenção. Angelim sempre quis os holofotes longe, já que a sua maior vaidade “era ver o Flamengo vencer”, como o próprio diz.


No Flamengo, 10 taças entre 2006 e 2011. E a maior delas, e a mais importante dos últimos 23 anos do clube, o hexa de 2009. E como tudo na vida do Magro de Aço não foi fácil, no começo de 2009 Angelim foi submetido a uma urgente cirurgia no dia 13 de fevereiro para tratar de uma síndrome compartimental aguda, que caso não fosse tratada no tempo certo, poderia causar a amputação da perna do nosso zagueiro. Ficou afastado por quase um mês dos treinos, mas os Deuses Rubro Negros existem e são justos, e já haviam escolhido ele pra ser o responsável por escrever mais um belo capítulo na história do Mengo.

Chega o dia 6 de dezembro de 2009, e num jogo apertado e cercado de tensão, após um escanteio cobrado pelo Pet, Angelim marca o gol da vitória. Não só a vitória do Flamengo, mas a vitória dele, de sua esposa, de sua família. Era a vitória da superação de todos os obstáculos que uma vida dura lhe impuseram. Mengão Hexa, depois de 17 anos campeão brasileiro. E Angelim, finalmente eternizado na memória e no coração de cada um de nós.

Por tudo o que representou, por tudo o que demonstrou, por tudo o que fez, Angelim é colocado ao lado dos maiores ídolos da história do Clube de Regatas do Flamengo. E pra este que vos escreve e que acabou de chegar aos 24 anos, Angelim é o seu maior ídolo.

Me sinto extremamente orgulhoso por poder escrever sobre ele. Pra mim ele é exemplo de liderança, humildade, raça e superação. Angelim venceu na vida, e o Flamengo foi feito pra vencer. O Magro de Aço é eterno, senhores. E qualquer tipo de homenagem que venha a receber, será pouco pelo tamanho do amor que o nosso querido camisa 4 mostrou, mostra e continuará mostrando ao nosso Flamengo.

Enfim, é Angelim!

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