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E a polêmica “Primeira Liga” finalmente estreou. Uma tentativa de clubes PROFISSIONAIS romperem a barreira do atraso, da mediocridade e do coronelismo arcaico que impera na CBF e nas decrépitas Federações Estaduais, que atrasam o futebol brasileiro e a evolução dos clubes que necessitam, neste novo milênio, de jogar este sistema pútrido no lixo para poderem aumentar sua competitividade com o resto do mundo. Federações com dirigentes sem qualquer dimensão de sua responsabilidade social, governam para si mesmo, para seus parentes, aliados e amigos, sustentando lacaios que lhes lambem as bolas atrás de migalhas para própria sobrevivência, enquanto esperam a chance de derrubar da cadeira o dono das mãos que lhes apertam as coleiras, e serem os próximos a terem o poder de mando, com as riquezas e o “puxassaquismo” em volta, que para estas pessoas funciona como oxigênio.

E a FERJ, representante símbolo do pior que pode ser ou funcionar uma Federação, com apoio, ou melhor, comando do dirigente que voltou ao Vasco depois de ter saído de lá sob severas acusações, se revoltou e luta com todas as forças para derrubar a INICIATIVA de clubes profissionais que têm um altíssimo custo para se manterem VIVOS e competitivos. Uma Federação dirigida de forma amadora, centralizadora, por um dirigente que promove campeonatos regionais grotescos em que impera chamar mais clubes para Série A, B,etc para atrair mais votos para sua permanência perene, inviabilizando de saída qualquer torneio.

E esta luta da FERJ contra a Primeira Liga, paradoxalmente, fez crescer o apoio de torcedores e o interesse da imprensa a uma Liga que nasceu meio bamba. Sem patrocinadores, tabela não tão divulgadas, dirigentes se acusando, saída de CEO, contratação de outro. Nota-se que foi algo surgido mais do ÍMPETO DE REVOLTA, de se buscar algo a respirar inspirada até no sucesso da Liga do Nordeste.

Flamengo e FLuminense partiram para o embate. Não se sabe os próximos movimentos. Rubens Lopes, que surgiu no futebol pelas mãos do bicheiro Castor de Andrade, que o colocou no Bangu e depois alicerçou seu caminho à FERJ como um dos aliados do Caixa D’Água. Castor de Andrade, amigo pessoal do Havelange, que por sua vez, em nepotismo explícito e característico deste tipo de dirigente, colocou seu genro, operador do mercado financeiro, para ser…presidente da CBF. Hoje, mesmo afastado da FIFA e da CBF por sórdidas acusações, Ricardo Teixeira, dizem, articula que Rubens Lopes, este mesmo, seja presidente da CBF. E devido a possibilidade disto se concretizar, os demais presidentes de Federações e a própria CBF, na base deste castelo de cartas #7a1, podem vir a apoiar qualquer iniciativa tresloucada de acabar com a Primeira Liga, mesmo que constitucionalmente legal, pela Lei Pelé.

Enfim, Brasil. Sabemos todos da falta de perfil ético e moral da maioria de nossos dirigentes e governantes em qualquer escalão. É a lei do oportunismo e da velhacaria. Do “esperto”. Em que o “Lambe-a-mão” se ajoelha para os favores que espera conseguir.


Mas vamos falar do jogo. Digamos que o primeiro tempo foi digno do Flamengo de 2015. Parecia um revival. Mesmos problemas defensivos, mesma falta de comunicação entre as linhas e isolamento do centroavante que sequer consegue chutar a gol. O goleiro, fraco como sempre, não conseguiu cortar um cruzamento fácil que passou a 1m de sua frente, o que deu a oportunidade do Gabriel realizar seu único lance digno em toda a partida, salvando um gol certo ao recuar para ajudar a marcação.

Rodinei, fraquíssimo. Parecia não saber o motivo de estar ali. Não atacava nem defendia. A ponto do atacante do Atlético-MG der entrevista no intervalo dizendo que estava muito fácil jogar em seu setor. Não sei o software ou olheiro que o indicou. Mas a julgar pela partida de hoje ou o software está com vírus ou o olheiro tem sérios problemas na vista. Jorge continua com seu problema crônico de se recusar a ir à linha de fundo. Márcio Araújo, coitado, sem ganhar uma dividida. Na única vez que tentou, caiu feito papel amassado em campo na jogada mais perigosa do Atlético-MG. Everton cumpriu o que se espera dele. Errar todas as jogadas em que participa. Juan, o ponto fora da curva, salvou a pátria na defesa.

Primeiro tempo terminou empatado. O que foi um resultado bem injusto. Não pelas oportunidades criadas pelo Atlético-MG, foram até poucas. Mas tinham um volume de jogo bem superior. E o Flamengo, bem, o Flamengo era aquele de 2015 reencarnado em campo. Ou seja, hopeless, famoso “vai-perder-só-não-sei-de-quanto”.

Mas veio o intervalo. Redes Sociais em fúria (sempre estão). Flamengo entra em campo. Mas ao contrário da letargia que apresentava em 2015 nestas ocasiões, entrou ligado! Sim, o Flamengo parecia aqueles times que enfrentávamos. Eles ligados e nós no maracujá. Acho que Muricy pode ter mostrado seu valor, dando aquela animada no intervalo, fazendo, enfim, os jogadores lutarem por seu ganha-pão. Fiquei até emocionado pela quebra do paradigma. Chances foram criadas, Flamengo com volume de jogo, ímpeto. Disputando bolas no meio de campo. E entrou Cirino, que deu outra movimentação no jogo. Sendo um dos titulares do (extinto?) Bonde da Stella jogou muito bem. Jogadas rápidas e em velocidade. Sheik se locomovendo bem, e acabou que Guerrero fez gol, rompendo um jejum desgastante para ele, aposto, e depois fez outro. Alegria completa da torcida. Mesmo o time desfigurado de contratações realizadas recentemente mostrou, no segundo tempo, a VONTADE DE GANHAR. Algo que tínhamos perdido em 2015 e que, justamente, revoltou e traumatizou os torcedores. Na minha opinião foi um belo sinal para 2016. A Primeira Liga deu liga.

E não se esqueça, quem puder, estar hoje, quinta-feira dia 29 de janeiro às 11:00, em frente a FERJ, localizada na Rua Manuel de Abreu 76, em frente ao Maracanã, para PROTESTAR contra esta Federação que atrapalha o futebol e investe de forma covarde contra o Flamengo. Uma luta não se ganha sozinho.

 

 


Twitter: @PedradaRN