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A essa altura, todo mundo já deve ter visto o vídeo do Desimpedidos apresentando a nova terceira camisa. Se não viu, veja agora.

 


Assim que fizeram a parceria com o Desimpedidos, me incomodou. Existem sites de humor no futebol que visam a graça. Parece óbvio, mas não é. O Desimpedidos costuma ter uma postura mais agressiva que engraçada. Eles fazem o que os adversários falam do time exposto. Não aquele tipo de zoação que a gente mesmo faz. Uma vez ou outra, não teria problema. Mas o foco deles é a “agressão” ao time zoado.

 

 

 


Há quem diga “Ah, se você chama o Desimpedidos não pode reclamar que eles chamem de Framengo”.  Claro, concordo 100%. O problema foi a escolha do parceiro. Depois disso, não tem muito o que fazer. Eles não vão fugir do estilo deles pra agradar o Flamengo. Era só não chamar pra parceria.
Além disso completaram com o Nego do Borel, famoso pela amizade que leva os jogadores mais pro Barra Music que pro Ninho.

Ainda disseram que teve um funcionário do marketing do Flamengo gritando “Framengo” no vídeo. Confesso que nem sei quem é, mas mostra que o clube realmente não se importou com isso.

Quem disser que a polêmica ajudou na divulgação, realmente acredita no “Falem mal mas falem de mim”. E certamente não achou ofensiva aquela campanha da Lacta com o Vasco, que tanto zoamos.


Acho legal arranjar um parceiro de humor, que tenha um grande canal no YouTube. E usar linguagem informal. Mas tem que ser muito bem escolhido é ter cuidado com a ação. Já pensaram se o Flu faz isso e o parceiro chama de Florminense?

Já vi gente falando que Mulambo e Urubu eram pejorativos e hoje nos adotamos. Se em 20 anos, ao invés dos rivais usarem o “Framengo” pra ironizar o clube e a torcida abraçar não tem problema nenhum. Só que hoje isso é usado pejorativamente. Não dá.

Acho feio a Adidas errar o tom assim. Mas é ainda pior o clube endossar a ação.

Mesmo deixando isso de lado, o vídeo nem é grande coisa. Frases ruins dos entrevistados, os garotos que ganharam o uniforme pareciam ter ganhado R$ 2 numa raspadinha, at e o dia tava feio. A única coisa que achei legal foi a ideia do drone de urubu.

Ou seja, se escolheram se arriscar com um parceiro com alto índice de rejeição sem que o resultado fosse expressivo.

Espero que não desistam desse tipo de ação. Só façam melhor. O maior problema não é a ação, é o parceiro.

Tentem outra vez, mas com mais cuidado.

Lembram da campanha de despedida da Olympikus?

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Luiz Filipe é publicitário e escreve no blog CRF & ETC. Twitter: @luizfilipecm