Não, Abel Braga, não!

O zagueiro que deixou Rondinelli inaugurar a nossa Era de Ouro em 1978 e, cerca de 25 anos depois, feito técnico, escalou o Flamengo como um timeco em uma final de Copa do Brasil contra um timeco chamado Santo André, não poder ser a solução para esse destroçado time de 2016.

Claro que o erro pretérito não é o que levo em conta contra a vinda de Abel Braga. Ele está decadente, seus últimos trabalhos foram péssimos, a ponto do último time dele lá no mundo árabe o desvinculasse do clube seis meses antes do contrato acabar sem importar-se em pagar o cara até o fim do compromisso. O importante era chutar Abel Braga da cidade, do país, do continente. E estamos falando de futebol árabe, a meca financeira para treinadores e jogadores ruins.

Muricy se mostrou aquilo que eu falei antes de sua contratação: um técnico acabado. Era pra ter vindo o Edigardo Bauza mesmo!

E agora a solução deveria ser a mesma apontada anteriormente, a saber: escolher entre uma infinidade de bons nomes estrangeiros. Pra não ser chamado de obtuso, adiciono três novas alternativas para a Diretoria com fobia do idioma espanhol: Fernando Diniz técnico revelação e alinhado com algo parecido com o “jeitão Flamengo de jogar”; Zé Ricardo, cara novo, antenado, estudioso, da casa e vencedor; e algum bom técnico português, escola que há anos vem revolucionando o mundo do esporte bretão.

Entretanto, não podemos nos enganar. O problema do Flamengo não é treinador. Também é treinador. O que quero dizer é que o nível de relação profissional, organográfica e processual confiada aos técnicos é que deve mudar.


 

Chega de SDF

Ao técnico devem ser dadas todas as condições de trabalho e não uma função que se assemelhe a Presidente para quando este se ausenta nas horas complicadas. Racíocinio igual em relação ao VP, Diretor-Executivo e Gerente. Ao técnico escolhido não pode ser dada a incumbência de segurar a bronca dos outros.

Em 2013 a aposta para a função criada pela diretoria de Bandeira de Mello – Salvador do Departamento de Futebol – foi Mano Menezes. Deu no que deu.

Em 2014 não tiveram a coragem de tirar Jayme de Almeida.

Em 2015 elegeram outro Salvador do Departamento de Futebol, Luxemburgo. Deu no que deu.

Finalmente chega 2016 e o título de Salvador do Departamento de Futebol é concedido a Vossa Majestade Muricy Ramalho. Deu no que deu.

Agora parece que o trono será estofado para Abel Braga.

Se tem uma coisa que essa diretoria não aprende é que não basta fazer burrice uma vez.

E antes fosse só burrice. A diretoria do Flamengo tem uma complacência com o fracasso.

Abel Braga só pode dar certo porque o futebol é cercado de improváveis probabilidades: o sucesso que mascara administrações erráticas.

 

Diogo Almeida

Diogo Almeida

Blogueiro

Sou um monte de coisas ao mesmo tempo. Neste momento eu toco o mundorubronegro.com com uma galera fantástica e raçuda. Se você quer ajudar a manter o site vivo, entre em contato.

Leia outros textos do Blog Cultura RN:

CLIQUE AQUI

Diogo Almeida

Diogo Almeida

Blogueiro

Sou um monte de coisas ao mesmo tempo. Neste momento eu toco o mundorubronegro.com com uma galera fantástica e raçuda. Se você quer ajudar a manter o site vivo, entre em contato.