Flamengo em foco

Após a vitória contra o Atlético-MG, o elenco foi reavaliado, alguns jogadores foram poupados, novamente Muricy formou um meio de corredores e, mais uma vez, faltou alguém que pensasse o jogo. Após a vitória parcial por 1 a 0, o time cansou, dormiu e foi punido com o empate no 2° tempo.


Em sua série de testes, Muricy aproveitou os desfalques de Sheik e Gabriel, ambos desgastados pela sequência de jogos, para dar mais tempo a Cirino e testar Chiquinho como meia. Assim, entraram em campo contra o Boavista:

Paulo Victor – Rodinei, Wallace, Juan, Jorge – Márcio Araújo – Cirino, William Arão, Chiquinho, Éverton – Guerrero

De cara a minha pergunta foi: Por que Chiquinho? Todos os quatro jogadores que compunham a linha de meio eram carregadores de bola velozes e pouco inspirados, não que isso seja problema nos meias abertos, mas pode ser muito ruim nos meias centrais, assim ter Canteros no banco foi inexplicável.

Logo de início algumas coisas chamaram minha atenção em termos de mudanças de função. Primeiramente, apesar de dizerem que Jorge está mal e etc, na verdade ele tem cumprido uma função tática importante: Proteger Juan. O posicionamento de Jorge é mais recuado em relação a Rodinei e, para que Jorge suba, obrigatoriamente o meia central esquerdo tem que ficar recuado para que um ou outro possa evitar que Juan fique no um contra um com algum adversário. A segunda mudança importante foi a transferência da responsabilidade da saída de bola de Márcio Araújo para Arão.

A primeira pergunta que todos passaram a fazer: Se Márcio Araújo não serve pra fazer a saída de bola, o que faz em campo? O que é Márcio Araújo?

A única resposta que me ocorreu é que é um galo criado por uma família de patos.

Outro mistério é Chiquinho, jogador voluntarioso e veloz que aparece muito pro jogo, mas errou absolutamente tudo que tentou. Se chutava de fora mandava longe do gol, se tentava o passe errava, se tentava o drible era desarmado… enfim, mal e mal será titular na ausência de Jorge, o problema aí é que ele não defende bem e não recompõem rápido.

Na lateral direita temos outro voluntarioso e veloz jogador que tenta muito e não acerta quase nada. Rodinei não conseguiu cruzar uma bola certo, ainda por cima mandou praticamente todos os cruzamentos por baixo. E, se não é eficiente no apoio, defensivamente está bem abaixo de Pará ao não recompor bem e, por várias vezes, deixar um buraco aberto atrás de si.

Aliás vi pelo lado direito um grave problema felizmente não explorado pelo Boavista e que não tenho dúvidas de que Muricy irá corrigir em breve: Não há coberturas. Simplesmente quando Arão e Cirino avançam não há ninguém cobrindo as costas de Arão, que acaba tendo que voltar correndo como louco pra recompor.

Mas apesar do Boavista ter conseguido chegar algumas vezes com boas chances, finalizou muito mal mesmo com os jogadores chegando em falhas na cobertura do Márcio Araújo. Assim o grande problema do Flamengo foi novamente a baixa produtividade do time.

Todos sabemos que o Flamengo retém a bola, a posse é geralmente bem maior que a do adversário, o problema é o que o time faz com a bola. Hoje o Boavista não marcava forte, dava espaço principalmente no meio, apesar de colarem em Guerrero, mas quase não houve boas jogadas que permitiam situações de gol. E, como em terra de cego que tem um olho é rei, Arão sobressaiu.

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Guerrero comemora seu terceiro gol na temporada. Foto Gilvan de Souza/Flamengo

Arão é um bom meio campista, não é craque, mas tem muito vigor físico, velocidade e não tem receio de subir, o problema é que seus passes não são diferenciados, ele faz bem o simples e sempre busca Guerrero, a referência, o que fez com que criasse 3 boas situações de ataque no 1° tempo, inclusive a assistência para o golaço de Guerrero. No 2° tempo, não conseguiu criar nenhuma boa chance, sentiu um pouco a questão física já que tinha que correr praticamente por 3. Assim, só posso aguardar para vê-lo jogando com Cuellar e Mancuello para ver seu real potencial.

Cirino novamente entrou bem, foi o corresponsável pelo bom 1° tempo aparecendo para criar pela direita e conseguindo algumas boas jogadas com Arão, já que quando tentava com Rodinei não dava em nada. Em pelo menos 3 vezes vi Cirino tocar para o lateral para a típica jogadinha de ultrapassagem, mas o lateral não entendeu e tocou pra trás ou pro lado acabando com a boa jogada de ataque.

Já Guerrero continuou fazendo o que se espera dele. Deslocou a marcação no ataque, tentou ajudar na criação, mas o fato é que só recebeu 2 bolas e, o ponto positivo, é que guardou 1 em um chute fenomenal da entrada da área, mérito total dele que acertou o ângulo aposto do goleiro.

Por fim, Wallace e Juan que vinham fazendo uma partida sólida e segura vacilaram perto do fim. Juan deixou o jogador do Boavista cruzar e Wallace deixou Leandrão subir sozinho para cabecear, aliás menção honrosa ou seria horrorosa para Márcio Araújo olhando Wallace sozinho enquanto não marcava ninguém.

P.s.: Não importa qual é o campeonato, se o jogo é oficial ou amistoso, quando o Flamengo entra em campo só me interessa a vitória.

Saudações Rubro-Negras

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