Por @Danisendebo


A temporada 2015 começou oficialmente para o time principal do Flamengo no dia 18 de janeiro. Foi ali, em Brasília, que o time profissional fez sua primeira apresentação para o torcedor. O jogo, em si, foi modorrento. Pouquíssimas conclusões são possíveis e a análise mais justa é de que o empate ficou de bom tamanho. A fraquíssima atuação de alguns atletas provocou a ira de torcedores nas redes sociais e o resultado, pior do que aquele o Bahia conquistara contra o mesmo Shakhtar Donetsk dias antes, foi suficiente para provocar um acalorado bate-boca ao vivo entre comentaristas de um canal da TV a cabo.

Minutos depois do apito final, a molecada do Mengão entrava em campo buscando a classificação para as quartas-de-final da Copa São Paulo de Juniores, diante do Atlético-MG. A boa atuação da garotada não foi suficiente para vazar a meta mineira e o desfecho da eliminatória teve sabor amargo para os rubro-negros. Nos pênaltis, o Galo superou o Flamengo e não demorou até que torcedores (ou valentões travestidos de torcedores na internet) destilassem palavras odiosas contra bodes expiatórios do time juvenil. Do meio-campista que perdeu um gol claro no tempo regulamentar ao goleiro que não catou uma penalidade, os meninos da base foram duramente criticados. Antes mesmo de chegarem ao time profissional do clube. Uma crueldade.


O dia 18 de janeiro poderia ser uma exceção na louca e intensa realidade da Magnética. Mas não é. O flamenguista consome Flamengo com rara ortodoxia. Os mais variados setores da Nação são como correntes ideológicas e cada uma delas é capaz de provocar sua própria crise no clube. Das torcidas organizadas que se fazem presentes em todos os eventos à impagável Fla-Twitter, que corneta até cor de chuteira do jogador – crítica da qual sou adepto ferrenho -, o Flamengo precisa ter focos de crises. Do contrário, não é Flamengo.

É hora de ir contra a corrente. Criar furdúncio por conta de dois jogos em que o resultado é o que menos importa, é tudo que o clube não precisa no momento. Ora, mantivemos a base do time titular na temporada passada e, pelo menos no amistoso desse domingo, as caras novas foram participativas; na base, nem cabe muita argumentação. Afinal de contas, quantos torcedores assistem regularmente aos jogos da base? Sinceramente, quem assistiria aos jogos da base se estivéssemos no meio do Brasileirão? Parem de procurar sarna pra se coçar. O sub-20 fez uma Copinha muito digna, vários garotos evoluíram ao longo da competição e, no fim das contas, terminamos o torneio invictos. Já olharam para nossos rivais? É campeão brasileiro perdendo pra time do interior do Paraná, rival tomando calor de pequeno do Rio de Janeiro, outro perdendo para clube recém-promovido na Alemanha… Portanto, sem auê.

O momento é de racionalizar. Combater o fundamentalismo flamengo que os torcedores tanto gostam e acabar com essas crises idiotas que só prejudicam o próprio Mengão. Contra tudo, todos e, principalmente contra nós mesmos.

SRN
@MRN_CRF

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