VivendoFla-01
 

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Perna de Jonas após uma entrada criminosa de um volante do Coritiba. A infração foi punida apenas com um cartão amarelo (Foto: Reprodução)

É unanimidade entre os Rubro-negros que os resultados foram desastrosos em 2015, ficamos muito abaixo do que poderíamos conseguir.
Já foram abordadas aqui no MRN diversas causas para esse fracasso e hoje eu tratarei de uma das principais — talvez a principal — causa para esse Brasileirão melancólico.

Não que alguém esperasse arbitragens padrão Corinthians ao nosso favor, mas o que aconteceu foi absurdo, principalmente no primeiro turno. Nesse período tivemos erros graves em 8 dos 19 jogos, no segundo turno a coisa foi mais discreta e tivemos falhas graves em “apenas” 5 jogos. Foi um pacote bem sortido, diga-se de passagem, no qual tivemos pênaltis inexistentes, expulsões injustas, pênaltis não marcados, expulsões não realizadas e até um cruzamento efetuado depois da linha de fundo.

Os atores desse circo dos horrores são os mais diversos, desde o nosso velho conhecido Héber Roberto Lopes até Raphael Claus (ou seria clown?). Quando se olha apenas os nomes fica difícil encontrar um padrão, mas quando se olha as Federações as quais os árbitros são filiados a coisa fica interessante.

Dos 38 jogos, os juízes das Federações paulista e gaúcha apitaram nada mais nada menos que 19, DEZENOVE jogos do Mengão. Isso representa simplesmente um turno inteiro sendo apitado por juízes residentes nos estados dos nossos concorrentes.

A localidade e filiação dos árbitros não seria problema se todo o processo de escolha e os critérios adotados fossem transparentes, entretanto, no Brasil é o oposto, aqui impera tudo o que existe de pior em termos de cartolagem a ponto de o presidente da CBF não viajar por medo de ser preso.



Leia: Ambiente pesado [BLOG PEDRADA RUBRO NEGRA]

 

foto editada pra post

 

Voltando ao assunto, num país como o nosso e com um futebol tão nivelado por baixo a postura da arbitragem pode representar o meio de tabela ou uma vaga na Liberta, tudo depende da tendência do árbitro em determinadas marcações. Num jogo cada vez mais rápido e tendo uma fração de segundos para decidir, a tendência acaba fazendo toda diferença.

Em pelo menos 13 jogos tivemos erros graves contra o Flamengo, e eu não estou falando de lances dificílimos, mas de falhas grosseiras que mudaram o rumo e os resultados das partidas que acabaram em derrotas. Foram 39 pontos em disputa e levando em consideração o aproveitamento final do Mengão de 43%, se as grafadas não tivessem ocorrido e o time mantido seu aproveitamento, nós teríamos um acréscimo de 16 pontos que somados aos 49 pontos dariam 65, o que representaria conquista da tão cobiçada vaga na Libertadores.

Quero deixar claro que o objetivo desse texto não é tapar nossos erros, mas mostrar que não foi só pelos mesmos que fracassamos. O São Paulo é o grande exemplo disso, erraram no planejamento, trocaram de técnico, sofreram com lesões, atrasaram salários e viveram um caos na administração do clube, no entanto, eles fizeram 62 pontos e se classificaram para a principal competição do nosso continente.

2016 tem tudo para ser melhor, com mudanças no elenco, comissão técnica e preparação física o time conseguirá render mais, e precisará mesmo, pois as condições adversas citadas acima permanecerão podendo até piorar, por isso devemos entrar em campo, apoiando o Mengão para equilibrar esse jogo porque com 12 contra 11 a vitória se torna algo quase impossível.

 

 

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Valdemir Henrique é colaborador do Mundo Rubro Negro, escreve sobre arbitragem no pré-jogo do MRN Informação. E é colunista no Blog Vivendo o Flamengo.