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Olha lá! Já fomos nós novamente exercer o nosso direito de incomodar. Como se não bastasse toda essa “arrogante” história de cheirinho que anda enchendo a paciência daquela turma (aquela lá do “7 a 1″), agora entramos nessa onda de lotar aeroporto também.



Como se já não bastasse a mania inexplicável de entupir os estádios desse Brasil afora, decidimos invadir saguão de embarque. Afinal, aquela “pequena” estrutura de concreto já se tornou um espaço limitado para o tamanho das festas que gostamos de fazer.

É sério mesmo isso? É sim! E nem precisamos de muita coisa não. Bastou uma ideia genial, uma tuitada e pronto! Lá foi a mulambada, em plena terça-feira, com sorriso no rosto fazer o que mais gosta nessa vida: amar o Flamengo.

E isso incomoda? Claro que incomoda! Mas se engana quem pensa que nos compadecemos com as dores de quem não é rubro-negro, muito pelo contrário, a cada recibada a gente tira sarro, dá boas gargalhadas e aumenta o tom da festa. A gente gosta mesmo é de deixar o dia insuportável para quem não é Flamengo.

O lado de lá até tenta disfarçar a dor, mas a cada “VAMOS FLAMENGO” um golpe é acusado. Em meio a nossos gritos de apoio sempre ouvimos aqueles murmurinhos dos que invejam nosso singelo jeito de ser feliz.

Tem aquele que solta: “não foi o torcedor de bem, foram desocupados”. Pobre mente. Mal sabe ele que nossa festa é democrática. Tem pobre, tem rico, patrão, empregado, estudante, desempregado, tem adulto, tem criança, tem gente que canta. Tem gente que não vê, mas sente e se encanta. A nossa festa é para todos.

Daí vem o outro e diz: “mas isso pode ser usado de motivação pelos adversários”. Meu camarada, tu ainda não percebeu que, além de “arrogantes”, somos extremamente egoístas? A gente olha só para o próprio nariz. A gente não se preocupa com os outros não. Gostamos mesmo é de causar preocupação.

Ih, rapaz! Teve outro lá que se esforçou para transformar a festa em um caso de polícia. Gastou um tempão pra escrever um texto dizendo que os jogadores ficaram assustados com tudo isso.

Realmente, aquele sorrisão do Cuéllar no fundo tava é querendo dizer “help me”. E o Diego então. Todo assustadão com o beijo no rosto que levou do torcedor. E parece que Mancuello, o argentino sangue bom, também não curtiu, não. Vou nem falar do Réver extremamente apavorado postando nas redes sociais que ficou impressionado.

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Mas a gente entende. Tem sido dias realmente complicados para quem não tem o coração vermelho e preto. Entendemos que essa RAÇA, AMOR e PAIXÃO é algo surreal para quem não faz parte da Nação. Por isso nunca exigimos ser compreendidos, nem nos importamos com o que os outros pensam.

Escolhemos exalar cheirinho de alegria, cheirinho de felicidade, cheirinho de hepta. E isso não precisa ser explicado, apenas sentido. Uns irão sorrir com isso, já outros terão que aprender a engolir o choro, porque isso meus amigos, não tem data de validade. Na verdade a tendência é piorar, pois como já disse anteriormente: a gente gosta mesmo é de deixar o dia insuportável para quem não é Flamengo.

Por fim pensei em encerrar este texto dizendo que essa emoção que vivemos é algo para poucos, mas, vindo de uma torcida de mais de 40 milhões de apaixonados, soaria tanto contraditório fazer tal afirmação. Sendo assim, me resta apenas dizer que isso é um privilégio para muitos, sim. Porém, nem todo mundo tem a sorte de nascer Flamengo.

SRN!

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