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Por Thauan Rocha | Twitter @Thauan_R e @flaimparcial

Ontem (26/02) foi mais um dia tumultuado para o Flamengo, pois a CBF vetou a escolha de Brasília como nossa sede durante o ano de 2016, ignorando assim o fato do fechamento do Maracanã e Engenhão para as Olimpíadas.

 

CBF veta Brasília como casa do Fla. Presidente vê complô contra clube.

“’Tínhamos os pareceres jurídicos e o aval técnico da CBF. A sinalização era absolutamente favorável. O secretário Walter Feldman e todos os diretores deixaram claro que era possível nos atender. Isso tudo já corre há alguns dias. Houve a pressão da Ferj. É algo extremamente negativo e que inviabiliza todo o planejamento’, afirmou Bandeira ao UOL Esporte.”

Segundo o nosso presidente, estava tudo certo para uma decisão favorável a nós, porém isso mudou de última hora graças as artimanhas políticas da Ferj.

Em nota oficial, o Flamengo informou que teria feito o pedido duas vezes, em conjunto com o Fluminense, sendo uma ainda em 2015. Ao terem o primeiro pedido ignorado, um novo foi realizado no dia 8 de janeiro de 2016. Só no dia 26 de fevereiro a CBF deu uma resposta negando-o e usando como desculpa o RGC 2016, cujos clubes não tem qualquer poder sobre a produção do mesmo. Veja a nota oficial da CBF.


“’Não existiu um veto. O regulamento geral de competições diz que tem que haver uma concordância da federação e do time visitante. Não existe excepcionalidade pelos Jogos Olímpicos prevista no regulamento. O Flamengo fez um pedido de uma autorização permanente, mas isso não é possível pelo regulamento’, disse Feldman. ‘A Ferj diz que o Flamengo pode pedir jogo a jogo a autorização, e tem que haver concordância do time visitante’, completou o cartola.”

É estranho ver a nossa confederação usar um discurso legalista, sendo que ela mesma nem sequer cumpre seu papel, como é dito na nota, que é “(…) cumprir, rigorosamente, as regras e procedimentos contidos no RGC publicado em Dezembro/15 e disponível no site institucional desta entidade”, quando em 2015 a própria CBF descumpriu o Art. 13 mudando o jogo Vasco x Atlético-PR para o Maracanã por questões de segurança, mesmo tendo passado o limite para mudanças. Tal decisão foi acertada, ainda que tenha passado por cima de uma regra, pois foi feita para preservar a torcida e os clubes. No nosso caso, de fato há um parágrafo do art. 13 que fala exatamente porque ela não poderia autorizar a escolha de Brasília como sede.

“§4º – Em caso de transferência de partida para outros estados, o clube mandante deverá obter, por escrito, a aprovação e concordância de todos os envolvidos, a saber, a federação ao qual está filiado, a federação anfitriã e o clube visitante, cabendo à CBF/DCO o poder de veto, levando em conta os aspectos técnicos e logísticos”

Porém, essa não é uma situação simples. É preciso analisar o todo.

Lembremos que na nota oficial o Flamengo afirma ter protocolado o pedido ainda em 2015, quando o RGC não continha o §4º e quando as brigas pela Primeira Liga já se acirravam cada vez mais. Talvez por pura coincidência do destino e azar do Flamengo, esse parágrafo foi adicionado justamente no RGC referente ao ano em que nenhum grande estádio do Rio de Janeiro estaria disponível ao clube, prejudicando os dois maiores inimigos da Ferj, que é aliada da CBF. Ou talvez tenha sido jogada política do comandante da federação carioca.

 

Na nota o Flamengo deixa claro o caráter excepcional da situação, pois a sua cidade sede receberá as Olimpíadas e terá que ceder seus dois principais estádios (e únicos com condições de receber o Mais Querido em todo o estado do Rio de Janeiro). Visto que a situação é incomum e pode prejudicar os clubes e o campeonato, é mais do que lógico permitir que seja escolhido um estádio em outro estado, abrindo um exceção assim como a feita em 2015 para o Vasco.

Se houvesse algum prejuízo aos adversários, o caso poderia ser tratado de outra forma, mas não há. A sede seria definida bem antes da competição começar, antes até de ter uma tabela. Não há planejamento logístico dos clubes para 2016, então não seria preciso alterar nada e não seria adicionado nenhum gasto, já que a própria CBF arca com os custos das viagens.

Enfim, mais uma vez nos vemos em uma situação complicada onde a Ferj mostrou sua força política para nos prejudicar, mas não me preocupo, pois a Primeira Liga está aí e acredito que os clubes vão sim apoiar o Fla, como Já fizeram o ex-presidente do Atlético-PR e o atual presidente do Bahia pelo Twitter.

 

 

Aos que argumentam que a diretoria foi omissa e não se planejou, leiam novamente a nota para perceber que essa decisão foi tomada ainda em 2015, quando havia a possibilidade de reformar um estádio do Rio de Janeiro para ser nossa sede em jogos contra os pequenos. O próximo texto deste blog trará deste tema analisando a questão do planejamento e qual seria a solução, na minha visão, para o ano de 2016 sem Maracanã.

 

Se quiserem saber mais sobre os RGCs citados, eles estão disponíveis nos links abaixo:

RGC 2015

RGC 2016

SRN!

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Thauan Rocha escreve no Flamenguista Imparcial, da Plataforma MRN Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Rubro Negro.