Canindé Alcântara | Twitter @canindealcantar

Alxuw9MXBGNHLptkoLfDWwwnJBUR0yKLCUqLOxgRAFwt Quando recebi a confirmação de que o meu filho Davi entraria em campo junto com o time do Flamengo, meu coração disparou.



Era um misto de felicidade e ao mesmo tempo uma ansiedade monstra. Faltava um dia pro jogo e eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser esse momento. Quando contei a ele, a primeira coisa que falou foi:
– Pai, vou ver Guerrero? (Único jogador que ele é fã e conhece bem no elenco).
– Não filho, Guerrero não vem.

20 minutos se passaram até convencê-lo de que mesmo com a ausência do ídolo seria especial aquele momento.

Lembro que, na noite da terça pra quarta (dia do jogo) ele dormiu feito uma pedra. Eu não! Não consegui pregar o olho pensando em como seria mágico esse momento. Era um sonho se realizando através de Davi.

No dia do jogo, trabalhei somente meio expediente. Peguei Davi e corremos até uma loja Adidas pra comprar o Manto dele. Queria que ele participasse e sentisse o clima do jogo desde cedo. Vestiu o Manto, beijou o escudo (me mata de orgulho) e não tirou mais o Manto do corpo.

A cidade vivia um clima de Copa do Mundo. Ingressos esgotados, filas nas bilheterias, só se falava sobre o jogo do MAIOR DO MUNDO em Natal. E, com Davi, não era diferente. Aqui e acolá me perguntava sobre o jogo, “Que horas vamos? Vou entrar com quem?” (risos). Às 18h30, Rafael (amigo rubro-negro) nos pegou pra irmos pro Arena das Dunas, que poderia facilmente ter sido chamada de Arena Rubro-Negra naquela noite. Primeira vez de Davi num estádio e ainda por cima num jogo do Mengão e, pra completar, entrando em campo junto com os jogadores. Sonho realizado!

Chegamos no estádio e fomos direto ao portão onde os outros “Pequenos Rubro-Negros” estavam. Fomos guiados até um saguão que dava acesso ao setor Premium na Arena. Ficamos esperando a hora de Davi ser levado até onde os jogadores estavam. Percebi que ele estava muito nervoso. As mãos não paravam quietas um só minuto. Recebi a notícia de que só as crianças iriam ter contato com os jogadores. Fiquei um pouco decepcionado. Esperava ver os jogadores, bater fotos, autógrafos… Enfim. O foco da noite era Davi, pensei, aceitando o fato.

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Quando levaram as crianças para o setor onde os jogadores estavam, falaram para os pais que teriam que assistir a entrada dos filhos pela TV. Pensei comigo “Eu não vou ver pela TV p#%$ nenhuma!”. Conversei com mais dois pais que estavam no saguão e demos um jeito de burlar a segurança do setor Premium. Entramos no setor e fomos direto para a entrada do Túnel. Quando vi Davi entrando em campo pensei, “Missão cumprida”. Ele ficou maravilhado com o estádio, a torcida cantando, uma multidão ao seu redor que o fez chegar meio que atrasado na fila dos jogadores em campo. Após o hino, quando as crianças já estavam voltando pro túnel, eu e os outros pais voltamos correndo para o saguão. Tudo certo!

Ainda faltava ele sentir o tal “Clima Rubro-Negro”. Foi aí que percebi que minha missão ainda não estava cumprida naquela noite. Entramos no estádio aos 20’ do 1º tempo. Falta para o Avaí. “Não é possível que a primeira coisa que Davi vai ver no estádio é um gol do adversário.” – Pensei. A bola foi na trave. UUUUUUHHHHHHHH!!

Procuramos nossos lugares no estádio e foi a partir daí que eu vi um novo Davi. Um Davi diferente daquele torcedor de sofá quando assistíamos os jogos do Flamengo em casa. Um Davi que cantava as músicas junto com a gente. Um Davi que vibrava a cada lance. Até que Alan Patrick fez o 1º gol. Gol do Mengão! Nos abraçamos, pulamos, vibramos… O olhar dele brilhava com o gol e o fez ficar em pé na cadeira o jogo inteiro. Ele cantava e torcia cada vez mais inflamado. Os gols foram saindo e cada vez mais ele maravilhado e muito feliz com aquilo tudo.

 

Vamos Flamengooooooo”, “(…) Isso aqui não é Vascoo, isso aqui é Flamengooo” eram as músicas que Davi, meu filho, encantado com o meu Mengão, mais cantava.

 

3 x 0. Fim de jogo. Saindo do estádio, perguntei pra ele como se sentia. 

— Muito feliz, pai. Quando vamos de novo? — perguntou, com seus olhinho brilhando.
— Sempre que o Mengão jogar aqui em Natal. — Era quase 1h. Percebi o cansaço nele e o coloquei nos braços. Ele se aninhou em mim, apoiou seu rosto no meu ombro.

— Pai, é muito bom ser Flamengo. — disse, olhando pra mim. Era uma constatação íntima, que todos nós sabemos como vai se manifestar durante toda vida.

— É, filho. Eu sei. — Sussurrei, bastante emocionado.


 

Missão cumprida.

 


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