Para um novo patamar de relacionamento entre o Flamengo e a torcida o clube precisará se modernizar completamente, com novos sócios, maior venda de produtos licenciados e uma casa. A história é antiga e o Flamengo é o trem pagador do futebol carioca. Sem contar ainda com a falta de controle da meia entrada, somada à farra da imprensa e escoteiros de penduricalhos no Maracanã. Até quando? Aprendemos com a situação da Gávea (projeto aprovado e depois vetado).

Ficamos “impedidos” de construir um estádio e não se deu atenção ao tema por conta de rejeitar o Engenhão como casa e por ficar inertes à espera de um Maracanã que não sabemos qual será. Desde 2007. Por outro lado, se preciso for, devemos lutar por ele. São diversos os aspectos para que um estádio seja bom, seus usos, suas desvantagens, múltiplos fatores.

O financiamento da empreitada é subsidiado pela venda/aluguel de camarotes, lojas e cadeiras cativas, a cessão do nome do estádio por algum período e de financiamento como garantia de término e importantes isenções fiscais. Existe um processo de impedimento do clube de maior torcida do país tenha sua própria casa e continue alimentando a todos, menos a si mesmo. Vale ressaltar que os itens comparáveis são importantes para a avaliação de cada opção com vantagens e desvantagens de cada espaço/instalação. Todo clube pensa nisso ou deveria pensar.

Listo ao menos 20 itens comparáveis para que se escolha um estádio/local para construção que sejam ideais para o Flamengo:
Localização; Dimensão; Acessibilidade/Comodidade; Entretenimento; Pós-construção; Viabilidade Econômica; Hospitalidade; Estacionamento; Visitantes (espaço e condições); Multifuncionalidade (operação e funcionamento em dias sem jogos); Mobilidade Urbana; Atendimento ao Público; Condições Políticas; Operação; Lucratividade; Responsabilidade Social; Sustentabilidade; Ganho Técnico; Legado; Custo Total (obras e reformas/manutenção).

No cômputo geral, construir um estádio novo seria melhor para o Flamengo, porém as condições políticas e as financeiras pesam bastante. Isso não pode ser desprezado em hipótese alguma. O que precisamos ressaltar são as questões políticas intrínsecas à tentativa de se construir um estádio pelo Flamengo. Diferentemente de outros clubes, inclusive brasileiros, que tem a facilidade ou a “sorte” de ter os entes públicos a seu favor. Em nosso caso, o poder público faz tudo para atrapalhar, por isso precisamos de trabalho de bastidores e pressão pública para aprovar a todas as licenças possíveis e obter apoio da sociedade civil, além do apoio óbvio dos torcedores do clube.


É venal para o crescimento e a pavimentação da solidez financeira, ambicionando não ser menos do que o melhor e maior das Américas, de fato e de direito. Imagine uma arena multiuso, ganhando com espetáculos fora do futebol e aberta 360 dias por ano gerando valor para à cidade, ao bairro e ao clube? Sabemos que é muito simples no discurso, mas com boa vontade dá para se pensar em alternativas negociáveis para um futuro melhor. Devemos nos aproximar dos entes públicos, fazer entender que o clube é produtor de riqueza para a cidade, um ativo, deixar legado estrutural, turístico, técnico, administrativo, detalhar cadeia produtiva, empregos diretos e indiretos no antes, durante e depois. Avançar sobre a má vontade da política para com o clube, ser decisivo.

Penso que neste momento o clube deva sim esgotar todas as condições possíveis para ficar com o Maracanã, por uma série de motivos, principalmente os financeiros, diante da situação econômica do país (quem aí tem 700MM pra emprestar ou doar, ops, investir, hein? Rs!). Devemos lutar pelo estádio que a maioria da torcida vê como casa, não adianta brigar contra este fato. Mas casa mesmo, o Maracanã só será se tiver a gestão do Flamengo. Que isso fique claro para a mesma. Então, com tudo isto posto, brigaremos até o fim pelo Maracanã!