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Por Mauricio Neves

 

Algo de extraordinário ocorreu nesta vitória contra a Ponte Preta.

Maior que os três pontos, maior que o gol decisivo aos oitenta e nove, maior que essa destruidora de prognósticos chamada de A Redenção de Fernandinho.



Já digo o que é.

Antes, o jogo e suas lições. O time começou voando, confiante, mantendo a Ponte em seu próprio campo. O gol saiu em um dos pontos fortes, jogo aéreo com Damião e Réver na área. O gol não foi deles, mas saiu após o strike resultantes de suas ações combinadas.

Aí o time parou. Fez água. Os defeitos se mostraram e até voltou o pânico com a bola área defensiva. Os laterais evaporaram. Diego tentava, mas o time estava mesmo parado. Era uma súplica pela entrada de Mancuello, aquele que pode chamar os laterais para o jogo e acertar os passes diagonais que são impossíveis para Márcio Araújo. Até que ele entrasse, no entanto, Rafael Vaz tentou fazer as vezes de meia, com passes altos para as extremas ou rasteiros buscando o pivô de Damião. Errou tudo, evidenciando que ele é útil apenas como zagueiro-zagueiro, e já é de bom tamanho que desempenhe tal papel.

Quando Mancuello entrou, o drama estava consolidado. Um a um no placar em Cariacica, Palmeiras virando contra o São Paulo. Mas a entrada de Mancuello fez o Flamengo voltar a jogar e assim o fez até o gol salvador de Fernandinho, ufa, os humildes serão exaltados, amém.

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É preciso armar o time para sábado. Aquele blecaute contra o Sport não pode ser cíclico, e este é o risco para o jogo contra o Vitória. Que Salvador e o Barradão sejam mais Chapecó e a Arena Condá, e menos Recife e  Arena Pernambuco.

Agora, ao extraordinário. Que coisa fantástica essa torcida em Cariacica. Cantando o tempo todo, até na adversidade, como fazíamos no Velho Maracanã. Os quatro jogos lá foram como voltar para casa, e este quarto jogo foi o da maturidade, da afirmação, do amor sereno e tranquilo que sucede a agitação inicial da paixão.

Entre novos e velhos cânticos, Cariacica cantou. Dezesseis mil cantaram por quarenta milhões e abriram a dimensão paralela que transformou Kleber Andrade em Mário Filho. Lembrei-me de Jorge Curi abrindo as transmissões da Rádio Globo com sua voz de trovão:

– Maracanã, Rio de Janeiro.

E ainda feliz com a vitória à velha maneira flamenga, após as duas taças de vinho de cada vitória, um pouco antes de o sono chegar eu ainda ouvia a torcida cantando feliz, e estou quase certo que veio lá do céu o vozeirão de Jorge Curi embalado pelo vento da madrugada:

– Extraordinariamente Maracanã, Cariacica.


Como é bom sentir-se em casa, meus amigos. Como é bom sentir-se em casa.

 

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

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