Por Rodrigo Rötzsch e Diogo Almeida

Dois consórcios disputam o direito de assumir a concessão do Maracanã depois que a Odebrecht, que responde por 90% do atual Consórcio Maracanã SA, entrou com pedido de arbitragem para se desfazer da concessão que assumiu em 2013. Um deles, liderado pela britânica CSM e que conta ainda com a holandesa Amsterdam Arenas e a francesa GL Events, conta com o apoio do Flamengo, que chegou a um acordo para mandar seus jogos no estádio pelos próximos 32 anos – período restante da concessão – caso essse consórcio assuma o estádio. O outro, formado pela francesa Lagardère e a brasileira BWA, é rejeitado pelo Flamengo, que já afirmou que deixará de jogar no estádio caso o governo do Rio de Janeiro decida repassar a concessão para a dupla.



O MRN apurou, no entanto, que o consórcio Lagardère/BWA não cumpre as exigências mínimas do edital de licitação divulgado em 2013. Segundo ele, caso um consórcio de ao menos duas empresas tente assumir essa licitação, as duas empresas somadas precisam ter um capital social de no mínimo R$ 77.241.079,22. Nem a filial da Lagardère nem a BWA chegam perto desse valor. Como o próprio diretor de Arenas da Lagardere declarou ao “Globo”, o capital social da empresa no Brasil é de meros R$ 27 milhões. Já o da BWA não passa de R$ 10 milhões.
 
edital
 
O consórcio apoiado pelo Flamengo, por sua vez, conta com a GL Events, cuja filial brasileira administra a HSBC Arena e o Riocentro, e que tem um capital social próximo a meio bilhão de reais. Esse fator teria ajudado o consórcio a assumir a dianteira na disputa pelo Maracanã, conforme noticiou ontem o colunista do “Globo” Ancelmo Gois.

Por que o Flamengo prefere a CSM

O MRN não conseguiu apurar o novo modelo de contrato que fez o Flamengo aceitar a parceria com o consórcio liderado pela CSM – a diretoria reiterou ao longo do último ano, que, uma vez expirado o contrato com o Consórcio Maracanã SA, que vence este mês, não aceitaria mais jogar no Maracanã em um modelo em que não fosse protagonista. Mas ouviu de pessoas com conhecimento das negociações que o Flamengo acredita ter conseguido um ótimo contrato, nos quais as responsabilidades e benefícios serão mais do Flamengo que do concessionário. O clube aguarda o desenlace das negociações com o governo e a Odebrecht para falar publicamente sobre o novo contrato, que terá que ser aprovado pelo Conselho Deliberativo para entrar em vigor.

O consórcio Lagardère/BWA desagrada o Flamengo por dois motivos. O primeiro deles é que a dupla fechou acordo com a Ferj para que a federação opere os jogos no estádio – Flamengo e Ferj, como se sabe, estão longe de falarem a mesma língua. O outro é a própria presença da BWA. Na gestão Patricia Amorim, a empresa era parceira do Flamengo na comercialização de ingressos, além de credora do clube com empréstimos com juros muito acima do mercado – na época, com nome sujo na praça, o Flamengo não conseguia captar dinheiro por vias mais tradicionais. A ruptura do contrato, no início da gestão Eduardo Bandeira de Mello, foi comemorada por dirigentes que julgavam o serviço prestado pela empresa precário, além de suspeitarem de práticas ilegais da BWA, como conluio com cambistas e falsificação de ingressos.
 
 
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