Vergonhosa. Patética. Triste. Mas justa. Assim foi a eliminação do Flamengo na noite de ontem. A Taça Libertadores da América acabou para o nosso time. Aprendi que, na vida, acabamos aprendendo mais nas derrotas do que nas conquistas. A derrota, principalmente quando inesperada, nos faz “remoer”. Essa reflexão forçada acaba por nos ensinar muitas coisas.
Porém, cabe ressaltar que a lição está aí, mas só se aprende se quiser. Esse mesmo Flamengo (dirigentes, comissão técnica e jogadores) já foi eliminado de maneira vexatória outras vezes. Mas parece não ter aprendido a lição.

O time fez, ontem, a pior partida da Libertadores. Se merecia melhor sorte nos dois primeiros jogos fora de casa, ontem, sinceramente, até demorou para sofrer a virada. Estava muito claro que só um milagre manteria a nossa vitória ou um empate. E isso se deve porque jogamos como time pequeno. Mesmo desfalcados, somos melhores que o San Lorenzo. Alguém duvida disso? Mas nos portamos como muito inferiores. Pagamos esse preço.
Quanto ao jogo de ontem, dentro do campo, a culpa deve ser dividida entre o técnico, que se mostrou covarde na maior parte do tempo (e quem me conhece sabe que sempre o defendi) e o time, que errou tudo que tentou. Ninguém foi bem. Talvez o Rever, o Guerrero e o Rodinei. Mesmo assim, longe de suas melhores atuações.

Fora de campo, precisamos avaliar o que acontece. Se financeira e administrativamente parecemos caminhar a passos largos para um clube próspero, o despreparo dessa diretoria com o futebol é preocupante. Os gringos que contratamos parecem não entender o tamanho do nosso clube. Até o departamento médico, antes laureado, começa a sofrer críticas por não apresentar melhores resultados na recuperação dos jogadores.

E ontem, para piorar ainda mais a situação, ficou clara a falta que faz um VP de Futebol, que conheça as artimanhas do meio campo, entre o jogo e os bastidores. Esse VP que deveria dar entrevistas após os jogos. Esse VP existia, mas não existe mais. Por problemas que, inclusive, maculam o nome do nosso clube. Como ele não existe (o Bandeira acumula o cargo), o Presidente assumiu esse papel. E foi muito mal, pelo menos ontem.
Bandeira respondia as questões de maneira branda, até a pergunta do Mauro Cesar Pereira. Mauro instigou, verdade. Mas o jornalista fez exatamente o que se espera dele. Ele não é obrigado a fazer perguntas protocolares. Ao contrário. Já Bandeira deve se portar, sempre, como Presidente da Instituição. E ontem ele deixou a dor da derrota se misturar com seu cargo e foi mal na resposta. Não apaga todas as suas boas ações, mas foi uma tremenda bola fora. Que tenha humildade e reveja seu posicionamento.

Levantaremos a cabeça, sem dúvidas. Hoje, ao acordar, já vi alguns torcedores com o Manto Sagrado. Essa torcida é sensacional. Ela não mereceu o que aconteceu. Ela carrega o Flamengo, ela é uma Nação, no melhor sentido da palavra. E dentro dela, tem os que apoiam a atual gestão e tem os que são contra. Tem os que apoiam, mas também criticam. Democracia. A crítica é extremamente válida, a qualquer tempo. A crítica nos tira do perigoso conforto. E está mais que na hora do Flamengo aprender a lidar, da melhor forma, com elas.

Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla


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