Gastos com futebol não acompanham crescimento da receita

Gastos com futebol não acompanham crescimento da receita

Entre 2013 e 2016, a receita líquida do Flamengo aumentou 86%, passando de R$ 259 milhões para R$ 483 milhões. Os gastos com o futebol, carro-chefe do clube e responsável por esse aumento de arrecadação (as receitas do futebol subiram 92%) no período, no entanto, não acompanharam esse avanço – aumentaram apenas 12% no período, de R$ 180 milhões para R$ 201 milhões.



Se atualizarmos os números do balanço de 2013 com a inflação acumulada no período (26,3% no IPCA), então, o quadro é ainda mais surpreendente – em reais de dezembro de 2016, o Flamengo gasta MENOS com o futebol do que gastava em 2013. Enquanto a receita, já ajustada pela inflação, cresceu 48% no período, os gastos totais com futebol tiveram uma redução de 12% – caíram do equivalente a R$ 227 milhões para R$ 201 milhões.

Após cair, em valores absolutos, entre 2013 e 2015, a folha salarial em 2016 chegou a R$ 97,8 milhões, um valor 27% maior que os R$ 77,8 milhões do primeiro ano da gestão Eduardo Bandeira de Mello. Se aplicada a inflação do período sobre o valor de 2013, porém, a folha salarial atual é menor do que a daquele ano, que chega a R$ 98,2 milhões em valores corrigidos. (Folha salarial, aqui, inclui apenas o declarado no balanço como tal, que não inclui direitos de imagem pagos aos jogadores).


A redução relativa dos gastos do futebol fica clara quando considerada a porcentagem da receita líquida total aplicada no futebol. Em 2013, foi de 69%, e desde então vem baixando – 51% em 2014, 43% em 2015 e 42% no ano passado. Se considerada apenas a receita gerada pelo futebol, a porcentagem que foi reinvestida na principal atividade do clube foi de 82% em 2013, 60% em 2014 e 48% nos dois últimos anos.

O Flamengo aproveitou o dinheiro extra arrecadado no período para fazer acordos para a redução de dívidas, como aconteceu em 2016 com o Consórcio Plaza e os ex-jogadores Romário e Ronaldinho – acordos que somados representaram um desembolso de R$ 84 milhões, ou 17% da receita líquida total de 2016. Alguns críticos apontam que a diretoria deveria alongar o pagamento dessas e outras dívidas para poder investir mais no futebol.

Veja abaixo tabela comparativa da receita do Flamengo e dos gastos com futebol nos quatro anos da gestão Bandeira de Mello, com os valores da época e também com os números corrigidos pela inflação acumulada no período:

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