Um jogo, dois Flamengos

Um jogo, dois Flamengos

O amistoso contra o Desportiva-ES começou festivo com uma homenagem ao Jayme, auxiliar técnico do Flamengo que já treinou o Desportivo em 92. A torcida rubro-negra lotou o estádio e deu um show, cantou o jogo todo, apoiou demais, uma verdadeira festa.



Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

O time que começou é o que Oswaldo planejava usar contra o Figueirense: Paulo Victor – Ayrton, César Martins, Samir, Jajá – Márcio Araújo, Canteros –Paulinho, Alan Patrick, Emerson – Kayke. Lembrando que Jorge está suspenso e Guerrero com a seleção peruana.

Como sempre vimos o time titular sem saber como jogar contra um time tecnicamente inferior, conseguindo ser pressionado nos primeiros 15 minutos pelo Desportivo, que encontrava enorme facilidade de passar pelas laterais e cruzar para a área do Flamengo, inclusive com Paulo Victor sendo exigido várias vezes. No ataque o Flamengo conseguia chegar, sem trabalhar tanto a bola, mas com força, apesar da displicência de Paulinho – o matador de ataques.


Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

O primeiro gol foi irregular, marcado por César Martins, e abalou o adversário, que deu mais espaço para o Flamengo. Logo depois Emerson usou a cabeça para prender a bola no ataque, dentro da área e ganhou um pênalti bem marcado e convertido pelo próprio. Com 2 a 0 no placar, a segunda parte do 1° tempo foi marcada por um Flamengo fechado que esperava a chance do contra-ataque e os desperdiçava com lances bisonhos de Paulinho e erros no último passe. O destaque positivo foi Alan Patrick, que voltou a ter grande atuação distribuindo bem o jogo, aproveitando o espaço que o adversário dava na marcação.

No 2° tempo o Flamengo voltou a campo com os 11 jogadores reservas: César – Luiz Antônio, Marcelo, Wallace, Jorge – Jonas, Ronaldo – Matheus Sávio, Almir, Gabriel – Baggio.

O Flamengo do 2° tempo começou jogando bola, criando, buscando espaços, valorizando a posse da bola, enfim, jogando mais parecido com o Flamengo que a torcida queria ver e a fez cantar ainda mais alto e mais animada.

A primeira coisa a chamar a atenção foi a dinâmica do ataque com Jorge e Luiz Antônio dando opções pelos lados, jogadas de ultrapassagem e tabelas com Matheus Sávio e Gabriel, ambos com facilidade de cair pro meio e passar entre os adversários, ambos encostando mais em Baggio, ao contrário de Emerson e Paulinho com Kayke ou Guerrero em outros jogos. O entrosamento de Baggio e Sávio também ajudou na criação de jogadas pelo meio e execução de tabelas na entrada da área.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Os gols que saíram foram muito bonitos, primeiro Matheus Sávio fez o terceiro ao tabelar com Baggio, recebendo dentro da área, limpando do marcador e batendo com categoria; depois Jorge roubou uma bola, acionou Gabriel que deu um passe maravilhoso para Baggio, que finalizou sem dominar, mostrando sua técnica e faro de gol.

E se na frente os meninos mostraram potencial, técnica e ousadia, atrás não deixaram nada a dever. Ronaldo fez uma atuação segura e Jorge está cada dia melhor. A recomposição também era feita com eficiência, auxiliando os já não tão jovens que buscavam se mostrar merecedores de uma chance no time.

Luiz Antônio resolveu a avenida na lateral direita, assim como Jorge fechou a lateral esquerda. Jonas era o protetor que a zaga não tinha a muito tempo, várias vezes parecia um terceiro zagueiro pelo meio, muito eficiente nos desarmes também. E, com uma proteção eficiente, a zaga teve tranquilidade para fazer bem seu trabalho, assim a maior parte dos ataques não resultava em lances de perigo e César só foi exigido uma vez.

O único que destoou um pouco foi Almir, que apesar de muito participativo, era atabalhoado, por vezes prendia demais a bola e nem sempre fazia boa leitura. Realmente não entendo o porquê está no Flamengo.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Para o jogo contra o Figueirense, preferiria ver Luiz Antônio improvisado na lateral que Jajá, até mesmo usar uma formação com 3 zagueiros parece mais seguro defensivamente. Paulinho já deu, abusa de perder chances, da individualidade, é extremamente ineficiente, me parece bem mais interessante ver Baggio atuando na posição, tendo a opção de pôr Gabriel no 2° tempo.

Saudações Rubro-Negras

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