Mariana Sá | Twitter @imastargirl

 

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O ANTES

O jogo entre Santos e Flamengo no Campeonato Brasileiro de 2011 ficará para sempre na memória dos torcedores brasileiros. O duelo entre dois grandes nomes do país e uma virada fantástica marcaram o que seria a partida mais falada daquele ano e dos que viriam a seguir. Para relembrar tudo que aconteceu naquele 27 de julho, primeiro precisamos falar do antes.

O 2011 rubro-negro começou agitado e cheio de expectativa. As contratações do goleiro Felipe, que estava no Sporting de Braga, dos meio-campistas Darío Bottinelli, que pertencia ao Atlas, e Gustavo, do Boavista, do lateral-esquerdo Júnior César, do São Paulo, e do zagueiro Alex Silva, do Hamburgo, começaram a dar a nova cara do elenco logo em dezembro. Em janeiro a torcida teve duas surpresas que trouxeram muita esperança: as chegadas de Ronaldinho Gaúcho, vindo do Milan, e de Thiago Neves, que jogava no Al-Hilal. A saída do lateral-esquerdo Juan, que estava no clube há quatro anos, foi a baixa mais significativa daquele ano.

Depois de um 2010 extremamente conturbado dentro – perda do Carioca, eliminação da Libertadores e fuga do rebaixamento na última rodada – e fora de campo – confusão com Zico como diretor executivo, diversos conflitos com jogadores e membros da comissão técnica, indisciplina, demissão de Andrade e prisão de Bruno – as coisas precisavam tomar um rumo diferente. Guiados por Vanderlei Luxemburgo, os jogadores do Flamengo começaram bem o ano.

O Campeonato Carioca foi perfeito. Na primeira fase, a Taça Guanabara, foram sete vitórias em sete jogos, treze gols pró, apenas quatro contra e oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado do grupo, o Boavista. O rubro-negro avançou para as semifinais, enfrentou o Botafogo e, depois de um empate por 1-1 no tempo normal, o Flamengo passou nos pênaltis (3-1) e enfrentou o Boavista na final, vencendo por 1-0.


Na Taça Rio o time continuou invicto, mas os três empates e quatro vitórias não foram suficientes para ficar em primeiro na colocação do grupo. Na semifinal, depois de um novo empate, desta vez contra o Fluminense, o clube venceu nos pênaltis (5-4) e enfrentou o Vasco na final. Mais uma vez a partida terminou empatada (0-0) e nos pênaltis (3-1) a taça do campeonato foi para a Gávea mais uma vez.

Depois das comemorações pelo título, veio a fatídica queda na Copa do Brasil. A derrota por 2-1 para o Ceará em pleno Engenhão dificultou a classificação e o empate por 2-2 em Fortaleza acabou fazendo o rubro-negro deixar a competição logo nas quartas-de-final. O foco se voltou completamente para o Brasileirão e o Flamengo tinha a missão de mostrar porque era considerado um dos grandes favoritos ao título.

Foto Flamengo

Foto Flamengo/Site Oficial

Uma brilhante goleada por 4-0 sobre o Avaí logo na primeira rodada animou a torcida, mas a sequência de quatro empates seguidos esfriou a euforia. A despedida de Petkovic na terceira rodada contra o Corinthians, apesar do amargo 1-1, marcou outra grande mudança no elenco. O time voltou a vencer na sexta rodada, quando enfrentou o Atlético Mineiro dentro de casa. Depois disso, as três vitórias consecutivas, incluindo contra o Fluminense por 1-0, voltaram a trazer esperança. Os empates contra Palmeiras e Ceará nas rodadas 10 e 11 foram apenas um esquenta para a partida que estava por vir.

Na 12ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2011, o Flamengo, que estava em terceiro na tabela, viajou para Santos para enfrentar um dos times mais temidos daquele ano.

O Santos tinha uma das gerações mais promissoras do futebol. Com Elano, Ganso, Borges e Neymar no time titular, era impossível não esperar grandes apresentações. Muricy Ramalho estava à frente da equipe e trazia consigo a experiência que o elenco precisava.

O time paulista venceu o campeonato estadual e teve um primeiro semestre espetacular. Mesmo tendo que dividir as atenções com o Paulistão, o Santos seguiu com uma ótima campanha na Libertadores. Nesse período – as competições foram paralelas até as semifinais –, foram cinco vitórias, quatro empates e apenas uma derrota.

Junto com as partidas mais difíceis, veio também o início do Brasileirão. A campanha desanimadora no campeonato nacional, com dois empates, uma vitória e uma derrota, não se refletiu na Libertadores. A vitória em casa contra o Peñarol na final depois do empate por 0-0 na Argentina deu ao Santos o título mais importante do ano e o sonho do Mundial de Clubes.

Antes daquela partida contra o Flamengo, o time de São Paulo vinha de quatro vitórias – todas em casa –, três empates e quatro derrotas. O Santos tinha a chance de vencer, manter a invencibilidade na Vila Belmiro e voltar a mostrar que o time tentaria vencer tudo naquele ano.

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