Cuéllar foi bem e expulso injustamente. Volante colombiano pode ser o símbolo de raça que faltava. Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

Cuéllar foi bem e expulso injustamente. Volante colombiano pode ser o símbolo de raça que faltava. Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

 

Na partida contra o Vasco, há pouco mais de uma semana, o time do Flamengo foi fortemente criticado pela torcida e por parte da imprensa devido à falta de entrega e a apatia dos atletas diante de um clássico tão tradicional e acirrado. No último domingo (21), contra o Fluminense, o torcedor rubro-negro pôde notar uma mudança de postura e acompanhar uma equipe comprometida do inicio ao fim, mesmo com a vantagem no placar na maior parte do jogo.

Apesar de o tricolor ter criado duas boas chances no começo da partida, o Fla jogou com uma intensidade tão grande que a vitória por apenas um gol de diferença não retratou o que realmente aconteceu nos 90 minutos. Com 58% de posse bola, os comandados de Muricy Ramalho conseguiram criar oportunidades de perigo e imprimir volume de jogo, diferente do que já ocorreu em outras ocasiões, quando o time ficou bastante tempo com o domínio da pelota e pouco produziu.

Além disso, jogadores que vinham sendo bastante criticados conseguiram fazer uma boa partida. Destaque para César Martins, que só atuou devido ao descanso concedido ao veterano Juan e deu conta do recado, anulando o centroavante Fred e garantindo segurança no lado direito da defesa rubro-negra. Vale lembrar que César é um dos jogadores mais esforçados do time, apesar de poucas vezes corresponder à altura.

 

 

Para jogar no Flamengo e cair nas graças da Nação, o jogador nem sempre precisa ser um primor em termos técnicos. Vários atletas que se destacaram pelo Mengão ganharam notoriedade através da entrega e dedicação, como no caso de Rondinelli, por exemplo. O “Deus da Raça”, como é conhecido, atuou por mais de dez anos no Flamengo e é um dos grandes ídolos da história do clube, tendo em vista que foi o autor do gol do título do Campeonato Carioca de 1978, após completar de cabeça o cruzamento de Zico e estufar a rede vascaína. Para muitos, foi esse gol que abriu o ciclo vitorioso do Mais Querido na década de 80.

Utilizando um exemplo mais recente, pode-se citar Ronaldo Angelim. O autor do gol que deu o hexa-campeonato brasileiro ao Flamengo disse certa vez: “Eu me considero um torcedor, jogo com a alma. Procuro jogar com raça porque sou flamenguista desde criançinha e o mínimo que posso fazer é correr quando entro em campo.” O “Magro de aço” é um dos grandes ídolos da história recente do clube.