Guerrero observa a bola entrando após ganhar na cabeça de Henrique. Foi o primeiro gol do atacante em clássicos (Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Guerrero observa a bola entrando após ganhar na cabeça de Henrique. Foi o primeiro gol do atacante em clássicos (Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

Único a dar entrevista após a importante vitória, Fla 2 x 1 Flu, o técnico Muricy Ramalho era só felicidade na sala de entrevistas do Mané Garrincha em Brasília. O treinador fez questão de valorizar logo no início da coletiva, a ótima atuação da equipe até as expulsões de Cuéllar e Marcos Jr:



Nosso time jogou muito bem. As expulsões prejudicaram o jogo, mais para o Flamengo, que estava melhor posicionado. A expulsão do Wallace achei exagerada. Mas o time foi bem, dominou a maior parte do jogo e mereceu ganhar.

A enorme superioridade do rubro-negro no primeiro tempo foi comprovada nos números: 56% de posse de bola, 9 finalizações (6 no gol) e com 92% de precisão nos passes mostraram que o 1 a 0 parcial, com mais um gol de Willian Arão, era pouco. No início da segunda etapa, mantendo a supremacia em campo, Guerrero fez o segundo e tranquilizou a equipe até as expulsões. Para Muricy, essa partida estava sendo completamente diferente da derrota para o Vasco:

Muito diferente (do jogo contra o Vasco). Hoje o time se portou muito bem. Teve a posse de bola e criou oportunidades no primeiro tempo, coisa que não fez contra o Vasco. Pouco a pouco vamos ajeitando o time. O Cuéllar foi muito bem, é um volante de força e muito bom passe. Mancuello também foi bem e sairia de qualquer jeito porque levou uma pancada forte. Tivemos posse de bola, trocamos passes e merecemos a vitória. Estamos no caminho certo, mas não podemos nos entusiasmar, porque equipe ainda está ganhando corpo.

É um time muito ofensivo e para isso tem que ter uma transição boa. Os volantes têm que jogar e o meia tem que fazer essa transição. A chegada à frente hoje foi muito forte e isso me deixou feliz“.

Muitos jogadores se destacaram na partida de hoje e ganharam elogios do treinador. O primeiro foi César Martins, apontado por parte da torcida como melhor em campo, que não jogava desde o ano passado:

Há algum tempo ele não jogava e foi bem. O Wallace também cresceu demais. Tem que ser frio para analisar isso. Estamos nos ajustando, é difícil do dia para a noite. Por isso é importante chegar forte na Copa do Brasil e no Brasileiro. O campeonato não perdoa.

O segundo foi Willian Arão, autor do primeiro gol. Para Muricy, o volante ajuda mais atacando do que na marcação e vai muito bem como “homem-surpresa”:

É mais forte na frente do que na marcação. É um jogador muito perigoso quando vem de trás e faz gols. Hoje não cabe mais aquele volante brucutu. Fez uma boa dupla com o Cuéllar, são dois volantes que saíram bem para o jogo.

O lateral-direito Rodinei, que teve sua melhor atuação com o Manto Sagrado, foi o último jogador que teve menção do treinador na coletiva. O camisa 2 teve sua força física e habilidade elogiadas pelo técnico:

“Tem muita qualidade e força física para fazer o corredor o tempo todo. E para fazer isso tem que estar bem fisicamente. Levou o amarelo muito cedo. Isso ele ainda tem que dosar. Ali não é lugar de fazer falta, uma falta besta que leva amarelo e fica com receio o resto do jogo. Mas é um jogador que tem muita liberdade para atacar”.

Muricy volta a cobrar definição sobre a “casa” do Flamengo 

Sob olhar de Bandeira de Mello durante toda a coletiva, Muricy Ramalho voltou a lamentar mais partida longe do Rio de Janeiro e cobrou uma definição sobre um estádio fixo para o clube, já que o Maracanã ficará fechado até Outubro:

“Aproveito que nosso presidente está aqui para dizer que temos que achar uma casa. Temos que nos reunir para achar um lugar. A parte econômica é importante, mas temos que achar esse lugar. Se esse lugar for aqui, a torcida foi excelente e o gramado é bom. O Campeonato Brasileiro dá poucas chances. Pular de um lado para outro arrebenta o time e depois tem a cobrança. Temos que estar atentos a esse problema.”

Além de novamente comentar sobre uma “casa” para o rubro-negro, o treinador comentou sobre os desgastes com as viagens nesse início de ano:


Teremos cuidado com a recuperação do time. Não é reclamação, mas não é fácil jogar e viajar. Muito complicado. Na quarta vamos viajar de novo, não por cima, mas por baixo. Por isso temos que fazer rodízio um pouco.

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