Thauan Rocha (@Thauan_R e @Flaimparcial)   Facebook: Flamenguista Imparcial


 

imparcialTodo ano ouvimos os comentaristas de futebol debaterem que aqui no Brasil o técnico não tem estabilidade, que em poucos jogos é mandado embora, o que não deixa de ser verdade, mas acho que há um fator ainda mais importante: os técnicos que rodam pelos times são os mesmos há mais de uma década.



Claro que é preciso ter certo tempo para que um técnico monte seu padrão de jogo e escolha o time titular ideal, mas muitos não conseguem fazer o mínimo nem quando possuem tempo para tal. Vejo o Luxa como um belo exemplo. Ano passado pegou o time na zona e foi dando um jeito, melhoramos bastante. A diretoria resolveu apostar nele. Teve um bom tempo para treinar e montar seu padrão tático. O estadual estava aí para testar o time, mas o que se viu foi um bando em campo que só faz sujar a história e imagem do Flamengo.

Ao invés de reconhecer seus erros e propor mudanças táticas e emocionais (pois o time demonstra nem ter vontade de jogar), vive reclamando da arbitragem, do campo, do estádio, da torcida ou de qualquer outra desculpinha absurda que se possa imaginar. Em entrevistas (diversas, inclusive, deu mais entrevista do que treino tático) vive se vangloriando de títulos de um passado distante e por ter treinado o Real Madrid quando ainda eram chamados de time dos Galácticos. Pelo visto, o Luxa não tem um espelho em casa ou vive na frente dele dizendo que é o melhor, mas de certo tem um álbum cheio de fotos de seu passado glorioso.

Luxemburgo durante o treino  (Foto: Flamengo Oficial - Gilvan de Souza)

Luxemburgo durante o treino (Foto: Flamengo Oficial – Gilvan de Souza)

 

Mas sabem o que é pior? É que, um técnico ultrapassado como ele, vai sair do Flamengo após um “projeto” fracassado e vai começar outro fracasso em um time grande. Até porque foi assim que ele veio para o Flamengo. Fracassou no Fluminense e antes fracassou no Grêmio, ajudando-o a ficar com uma dívida milionária. Como recompensa de seu péssimo trabalho, veio treinar o Flamengo. Foi assim antes do Grêmio, do Fluminense, e, pelo visto, será assim depois do Flamengo. (Até porque o SPFC teve interesse nele mesmo após as pífias atuações no estadual… Ah seu Aidar, porque não foi com tudo antes?)

E não é só com o Luxa, podem pegar aí o Felipão, Joel, Renato Gaúcho, Ney Franco, Paulo Autuori, René Simões e tantos outros que, se não comandam grandes times hoje, podem comandar em pouco tempo. São nesses caras que os dirigentes buscam uma solução para momentos complicados. Até para renovação eles resolvem chamar essas múmias.

Já passou da hora dos dirigentes darem espaço para técnicos novos, para aqueles que sabem se renovar. Dificilmente vamos encontrar esses técnicos por aqui, precisamos ir para outros países procurar quem pensa de uma forma diferente, mas não é para fazer isso no meio da temporada e demitir o técnico após umas 10 rodadas (vide Gareca no Palmeiras). Se isso for acabar com os técnicos brasileiros, problema deles, pois o mercado é assim: não quer se adaptar e melhorar? Então boa sorte na sua carreira, mas fique longe do meu clube/empresa. Caso seja inteligente, vai procurar aprender para garantir seu espaço.

E antes que digam que é implicância ou que estou de cabeça quente por causa das terríveis atuações do Flamengo, isso é algo que já nutro tem muito tempo. Assim que comecei a acompanhar futebol/Flamengo de uma forma mais ampla, não entendi como esses caras permanecem nessa dança das cadeiras indefinidamente. Também tem aquele fator dos jogadores não serem profissionais de fato, mas isso é assunto para outro texto…

Por fim, quero deixar aqui um trecho da coluna do Tostão, que é um texto de leitura obrigatória para qualquer um que goste de futebol.

“Os técnicos brasileiros que mais se destacavam nessa época (20 anos atrás), como Luxemburgo, Felipão e outros, são os que têm tido mais dificuldade de assimilar as mudanças que houve no futebol mundial e que, recentemente, chegaram ao Brasil, com Mano Menezes, no Grêmio, Tite, no Corinthians, campeão mundial de clubes, seguidos por Marcelo Oliveira e outros treinadores.

Um dos motivos disso é que os técnicos mais vitoriosos de um período acham que o que deu certo tem de ser repetido. Querem ser mais importantes que a ciência.

(…)

Hoje, Luxemburgo é apenas um técnico comum, bom, como tantos, embora não perceba. Diante do espelho, deve dizer: “Eu sou o Luxa, o supertécnico, o superestrategista, o que tem o melhor projeto”.


 

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