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Devemos contratar Conca. Mas não agora

Devemos contratar Conca. Mas não agora

Por Daniel Endebo (twitter: @danisendebo)
A notícia mais quente da Fla-twitter na última semana tratou sobre uma possível transferência de Darío Conca, craque e ídolo do Fluminense, para o Mengão. Os boatos de que o rubro-negro desejava o camisa 11 argentino ganharam força, passando do campo especulativo para tratativas reais com o clube das Laranjeiras e o ex-mecenas do clube, Celso Barros, detentores dos direitos econômicos do armador de 31 anos.
Acompanhei um pouquinho dessa onda magnética que fez do twitter tricolor um verdadeiro inferno e li/ouvi notícias de diversas fontes para apresentar um raciocínio aos molambos de boa fé: devemos contratar Conca, mas não agora. Não se trata de querer ou não o atleta com o Manto Sagrado, mas de esperar o momento certo para dar o bote.
Antes de mais nada, os valores que giram em torno da contratação são muito elevados. R$ 12 milhões por 80% dos direitos econômicos de um jogador com 31 anos é muito – e aqui não estamos medindo se vale ou não a pena. O Flamengo acena com o pagamento de R$ 9,6 milhões; a seu favor, a guerra de egos entre Celso Barros e Peter Siemsen, e a vontade do ex-patrocinador em reaver a grana investida. Por outro lado, vejo torcedores comentando “se pode 9,6, então dá pra fazer um esforço e pagar 12”. Ora, quem sabe disso é o dirigente, que vê as contas do clube e conhece a real capacidade de investimento da instituição. Tenho total convicção de que a diretoria não comprometerá as contas do Flamengo para agradar os torcedores, mas nunca é demais fazermos ressalvas, depois de anos de trevas financeiras.
Além disso, o cenário é óbvio: o Fluminense é detentor dos direitos federativos e, portanto, é quem define se o atleta sairá ou não do clube. Para não passar o constrangimento de gastar energia e não ser exitoso na empreitada, o melhor a fazer é esperar pelo desgaste – que no atual cenário, se desenha cada vez mais real. A situação financeira do Fluminense é delicada e o clube precisará de muita competência para conseguir manter todos os seus astros sem entrar no buraco. Um adendo: diferentemente de Wagner ou Cícero, Conca é um ídolo tricolor, fato que inflaciona o atleta para o Mengão – em outras palavras: é perfeitamente possível que o tricolor venda o jogador por menos para outro clube só para não ter que vê-lo jogar com no maior rival.
Outro aspecto importante: o fim da parceria é recente e não é possível medir as sequelas que trará ao rival. Os jogadores ainda estão com valor de mercado alto e, sinceramente, nenhum deles vale quanto se pede. Quanto mais a corda apertar para o Flu, maior será a pressão para se livrar dos atletas. E a tendência é que a diferença da capacidade de investimento do Mengão para os rivais aumente.
Por fim, repito o exercício que fiz com Leonardo Moura recentemente. Não precisamos tê-lo agora para sermos extremamente competitivos no primeiro semestre. Prefiro que o clube invista em apostas, mesmo com os conhecidos riscos, de modo a entrar com o elenco mais farto de opções na segunda metade do ano – que é quando o bicho efetivamente pega. E Conca não é o tipo de jogador que precisa se ambientar. É macaco velho, calejado, que chega pra pegar a camisa 10 e ser referência técnica do time.
Enquanto desenvolvo este raciocínio, é possível que a negociação tenha seu desfecho e, naturalmente, ficarei muito feliz se o Mais Querido amanhecer com o craque argentino confirmado como novo reforço. Do contrário, não vejo razões para desânimo. Manter o padrão de contratações com potencial de revenda e retorno técnico, como tem acontecido no clube nesses últimos dois anos, é o segredo para aumentar nossa vantagem sobre os adversários. E justamente o que nos permitirá, quando for o momento, ter Conca no nosso time.

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