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A estreia do Flamengo na Copinha era cercada por dúvidas e mistérios, o time estaria bem modificado em relação ao ano passado com a subida de jogadores do sub-17 e ainda estrearia a tão falada unificação de sistema do profissional e todas as categorias da base.


Zé Ricardo começou escalando a equipe no 4 – 1 – 4 -1 com Thiago – Thiago Ennes, Léo Duarte, Dener, Arthur – Ronaldo – Cafu, Trindade, Paquetá, Matheus Sávio – Felipe Vizeu.

De cara o esquema não estava tão claro, o time ainda nervoso em campo parecia estar num 4-3-3 com Sávio e Cafu muito perto de Vizeu, Paquetá mais centralizado e Trindade auxiliando Ronaldo na marcação. A bola passava rapidamente de uma área a outra com o Red Bull buscando contra-ataques rápidos e o Flamengo saindo no chutão.

Após a primeira paralisação para atendimento Zé Ricardo pareceu orientar e organizar melhor a equipe em campo, deixando as linhas mais claras e o time mais compacto defensivamente, porém com um abismo de distância entre o meio e o centroavante solitário.

O adversário aproveitou e pressionou, teve as jogadas mais perigosas, chegava mais e com mais perigo à área, o que fez Thiago começar a se consagrar com importantes defesas. A saída de bola ainda era um problema, o Flamengo insistia na ligação direta até que novamente o jogo foi parado e Zé Ricardo deu uma mexida no time, inverteu o posicionamento de Sávio e Cafu, Paquetá também caiu um pouco mais pela direita e assim as jogadas começaram a sair.

Talvez a melhor de todas sendo uma sequência em que Sávio tabelou com Thiago Ennes, depois com Paquetá e então recebeu a bola na área quando foi travado. Uma das poucas bolas trabalhadas do jogo, restando ao Flamengo finalizar de longe em bolas que sobravam na frente da área para os homens de meio chutarem, nenhuma bola em boas condições para Vizeu arrematar.

Na volta pro 2° tempo o time começou ligado, pressionando mais, a linha de 4 conseguindo subir ao invés de tentar tanto lançamento. E, logo no início, deu sorte aquando o zagueiro do Red Bull errou, Vizeu roubou a bola, entrou na área e tocou para Paquetá que avançava pelo meio, este limpou o lance e bateu bonito para estufar a rede. O gol deu tranquilidade ao time, mas também o fez recuar, péssimo hábito que carregam há algum tempo.

A partir de então o Red Bull intensificou a pressão, encontrava espaços no meio ainda desarticulado, precisando treinar, Ronaldo não conseguindo dar conta da proteção à zaga entre as linhas de 4, o zagueiro Denner falhando seguidas vezes e Arthur tomando um calor de Alisson, melhor jogador do Red Bull na partida. Thiago novamente ia aparecendo com segurança, afastando o perigo e segurando a vitória.

Por câimbra, algo preocupante em início de competição, o Flamengo perdeu Denner (essa aí graças a São Judas) e Paquetá, Sávio saiu pouco depois do gol após ter levado o amarelo. Entraram, respectivamente, Lincoln, Henrique e Kleber. E, após a entrada de Lincoln, a defesa ficou um pouco mais segura.

Foi em um contra-ataque rápido que Cafu disparou pela esquerda e fez um belo lançamento para Vizeu, que recebeu entre os zagueiros e finalizou forte pra ampliar o placar. Apesar da bela assistência, Cafu errou demais o jogo todo, disputando com Denner o posto de pior da partida.

Foto: @iFlamengoNews

Foto: @iFlamengoNews

Mas como Flamengo é Flamengo, o time recuado e sob pressão viu Alisson fazer bela jogada pela esquerda, Arthur errar o bote, e então um cruzamento desviar no zagueiro, tirando do Thiago, atingir a trave e entrar no gol. Um mole já nos acréscimos que não comprometeu no jogo e, espero, não prejudique no decorrer dessa fase de grupos.

Os destaques positivos ficam para Thiago e Paquetá, os melhores do jogo. Já o negativo fica por conta de Cafu, nitidamente acima do peso, e Denner que espero tenha perdido o lugar para Lincoln. Sobre o esquema, acho ainda cedo para cobrar, o entrosamento vem com o tempo, mas merece uma cornetada no posicionamento do Matheus Sávio.

Como você pega um meia habilidoso e amarra na lateral? Não dá pra limitar um jogador com o potencial do Sávio ao limite do campo só para ter um volante a mais no meio. O melhor para o Flamengo, inclusive pensando nesses jogadores no profissional, seria ter Paquetá e Matheus Sávio por dentro dessa linha de 4 deixando velocistas mais abertos. Isso poderia expor mais a defesa, no entanto é muito mais fácil ensinar um jogador a marcar do que armar jogadas, Paquetá inclusive tem bom físico e poderia tranquilamente ser um 2° volante, basta trabalhar firme marcação com os jogadores.

Minha sugestão, com as alterações sugeridas em vermelho, para a próxima partida seria:

Thiago – Thiago Ennes, Léo Duarte, Lincoln, Arthur – Ronaldo – Kleber, Matheus Sávio, Paquetá, Michael – Vizeu

Saudações Rubro-Negras

 

 


 

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