Cristóvão ousa e consegue encontrar variação quando não puder contar com o grande artilheiro Guerrero


Diogo Almeida | Twitter @DidaZico

 

logo-mrn-informaçãoA semana começou com muita pressão para Cristóvão Borges. Acostumado a dirigir equipes menores do futebol brasileiro, Cristóvão parece começar a entender que não tem derrota compreensível e vitória sem críticas no Flamengo. Apoiado por Bandeira, que o considera um técnico moderno e aberto a novos conceitos, ganhou sobrevida considerável no cargo depois da vitória alcançada na noite de ontem, após péssimos resultados diante de Santos e Ponte Preta.

Sem ganhar do Atlético Paranaense desde 2009 – jogo épico da volta do Imperador – em Brasileiros, o time começou o jogo embalado pela expectativa acerca da escalação de Ederson no lugar de Guerrero. A dúvida do treinador era se Ederson daria movimentação e, consequentemente, fluidez ofensiva para a proposta que começava pelos dois volantes leves, Allan Patrick de armador principal, e Evérton mais Sheik fazendo os ponteiros com obrigação de marcar pelos flancos. Ederson precisaria ser agudo e contundente.

Ao longo do primeiro tempo, assim que a marcação rubro-negra encaixou, as peças do tabuleiro ofensivo armado por Borges começaram a desempenhar seus papéis e o time teve momentos de muita lucidez. É claro que, algumas jogadas deixaram flagrantes a a falta de um artilheiro, mas a proposta de jogo foi cumprida. Mesmo que o primeiro gol da partida tenha saído de uma falha da zaga adversária somada ao oportunismo de Wallace.

No segundo gol, a falha da zaga foi decisiva para o gol de desempate de Sheik, mas não ocorreria sem a marcação avançada, que naturalmente ocorreu por alguns momentos importantes da partida, outro dedo do técnico e dedicação do grupo, que nitidamente enxerga Cristóvão como bom comandante. E demonstra isso em campo.

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Boa estreia de Ederson! | Foto Flamengo/Gilvan de Souza

Quando Ederson arrancou e optou por um drible corajoso em direção ao gol em contrapartida a um bom passe, a falta em frente à área foi o único recurso adversário. Foi assim que nasceu o terceiro e decisivo gol, na cobrança perfeita de Allan Patrick. O primeiro tempo se encaminhava para o fim e Ederson estava agradando com o manto e o 10 nas costas. Não pesou.


O esquema improvisado de Cristóvão – foi treinado apenas na terça-feira – pode ser uma alternativa para o time do Mengão nos jogos sem Guerrero. Claro que não há fórmulas prontas no futebol, o próprio treinador sabe disso: “A equipe vem mantido uma qualidade. Cada jogo é um jogo, mas é claro que a gente ficou satisfeito hoje, ainda mais sabendo que o Ederson ainda tá sem ritmo” declarou na coletiva de imprensa após o jogo, porém não há muita dúvida que houve um lucro quando boa parte da torcida só enxergou prejuízo na suspenção do peruano.

Ederson saiu com cerca de 10 minutos da etapa complementar. Kayke entrou e mostrou que pode ser útil. Forte e habilidoso, mostrou-se bem concentrado nas jogadas de ataque e até mesmo na cabeçada do gol anulado por estar em posição de impedimento. Trazê-lo pode ter sido uma solução bastante acertada.

O placar do jogo entre Flamengo e Atlético-PR não condiz com a verdade, o Flamengo enfrentou uma forte equipe, que briga na parte de cima da competição desde a primeira rodada e teve atuação acima da média. A torcida acordou feliz pela vitória, esperançosa novamente com o futuro no Brasileiro e, acima de tudo um pouco mais convencida que Cristóvão sabe preparar o time para enfrentar os adversários. O que não encobre outros erros do treinador.

 

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Cristóvão preparou bem o time, mostrou que tem o grupo na mão e testou esquema | Foto Flamengo/Gilvan de Souza

 

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