Início do ciclo de contratação não é exatamente animador, mas isso não quer dizer muita coisa.

 

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“Chiquinho? É assim que o Fla vai ser campeão brasileiro??”. Foto: Santos/Divulgação

O Flamengo começa a construir seu elenco para a próxima temporada e os primeiros nomes acertados são do zagueiro Juan, do lateral-direito Rodinei e do lateral-esquerdo/meia Chiquinho. Nenhum dos três são tratados pela cúpula de dirigentes rubro-negros como os jogadores que formarão a procurada base titular necessária para mudar o patamar técnico do time. Todos os dirigentes ouvidos nos últimos dias pelo MRN, independente da base de atuação, se mostraram convictos na afirmação de que o próximo triênio é todo dedicado ao sucesso do futebol.



O que apuramos até agora é que o Flamengo vai trazer três nomes de primeira linha e incontestáveis, mas vamos falar com mais atenção sobre os jogadores acertados e que já sofrem certa rejeição da impaciente (com toda a razão) Nação Rubro-Negra.

Juan em fevereiro completa 37 anos. Um craque internacional que retorna, finalmente, para encerrar sua carreira no clube de coração. Visto como um jogador que pode ajudar muito Muricy Ramalho e o grupo como um todo. O nosso colunista Daniel Endebo mostrou de forma surpreendentemente taxativa (baseando-se numa análise com dados relevantes), em texto intitulado Definindo Papeis, que há diversos pontos positivos com a vinda de Juan. Mais ainda pela expectativa da diretoria ser exatamente a demanda que o jogador pode entregar. Para ler o texto no Blog Molambo Racional, vale o clique aqui.

Juan, entretanto, não será a prometida grande contratação para a zaga do Flamengo. Segundo a avaliação de um dos responsáveis pelo futebol rubro-negro, do jogador será esperado importância pontual. Isso pode ser traduzido em ajuda em campo, mesmo que repita a média dos últimos anos, e ajuda fora de campo. Juan é um ídolo do Flamengo, independente de qualquer coisa. E isso importa muito, na prática, para o grupo de jogadores que não vai zarpar dentro da Barca 2015.

Chiquinho tem 26 anos e pode ser considerado um jogador experiente. Teve passagens pelas Bases do CFZ de Brasília e América Mineiro. Em 2009 foi lançado profissionalmente no Atlético Mineiro por Emerson Leão. Em 2010 começa a peregrinar por clubes como Tupi, Ipatinga e Nova Iguaçu, onde disputou o Carioca de 2012. De volta ao Ipatinga para a disputa do campeonato Brasileiro da série B, teve uma ótima temporada e transferiu-se para o Corinthians, reforçando o elenco alvinegro recém campeão da Libertadores para o resto da campanha no BR2012.

Emprestado à Ponte Preta em 2013, teve temporada regular como titular. Apesar da Macaca ter sido rebaixada no Brasileiro daquele ano, fez parte do vice-campeonato da Copa Sul-Americana, maior feito da história centenária do clube de Campinas. Novamente teve oportunidade em um grande brasileiro e 2014 começa com chegada ao Fluminense. No time tricolor, Chiquinho não agradou nem na meia, nem na lateral. Apesar de sempre receber oportunidade, a rejeição por parte da torcida foi grande. Este ano foi tentar a sorte no Santos, onde novamente não deslanchou em um clube grande.

Alguns motivos para a vinda do jogador: 1) O titular da lateral-esquerda é um jovem de 18 anos. Mesmo que na Base tivesse outro promissor talento, seria muito perigoso ter na composição do elenco dois garotos; 2) O jogador é polivalente, chega pra ser o reserva de Jorge mas pode atuar no meio, como segundo volante. Com certeza será muito útil na disputa do Carioquinha; 3) Jogador virá sem custo nenhum e; 4) Muricy deu aval.

 

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Rodinei é uma aposta. Foto: Ponte Preta/Divulgação

 

Por fim, o lateral-direito Rodinei. Posição carente no futebol brasileiro, o clube vai ficar com Pará que tem contrato até o fim do ano com renovação automática por mais dois anos. Muricy treinou Pará no Santos, tem apreço pelo jogador e as informações que nos chegam da Gávea é que o jogador seguirá no Mengo.

Então o plano é trazer o jovem de 23 anos, considerado por muitos a revelação do campeonato na posição e torcer que dê certo. Vamos combinar que não precisamos de nenhum Leandro Peixe-Frito na lateral para sermos campeões brasileiros. Em último caso caberá ao técnico minimizar as dificuldades. Qualquer time comprometido e bem treinado pode suplantar a fragilidade de um setor como a lateral. Exemplo próximo é o do atual campeão brasileiro do possante Fagner.


O clube vai trazer um zagueiro, um volante e um meia cujos nomes vão fazer a alegria da galera. O Fla espera fechar com os três grandes nomes ainda em dezembro. A meta é um time titular cem por cento fechado antes da temporada. Mas as contratações difíceis são mais demoradas e precisam da nossa paciência. Paciência esta que também devemos ter para com os jogadores que chegam sem status de grande contratação. Juan, chamado de velho, Chiquinho, possivelmente o novo alvo das cornetas e Rodinei, um jovem que pode se assustar no início, ainda não entraram em campo e muito menos são culpados pela péssima temporada dos seus colegas de novo time.

 

 


Diogo Almeida faz parte da Equipe MRN Informação. Twitter: @DidaZico.

 

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