Da Redação


 

mrn infQuando José Roberto Padilha escreveu uma carta ao atacante Marcelo, publicada originalmente no Blog do RMP, a Redação do mundorubronegro.com quis conhecer o ex-jogador que relatava tão bem sua relação de amor ao futebol e descreveu com tamanha emoção a grandeza de jogar no Flamengo.

Entramos em contato e descobrimos que o ex-jogador da década de 70 hoje é secretário de esportes e lazer de Três Rios, município situado na região Centro-sul Fluminense do estado do Rio de Janeiro. Além disso, e o mais importante: é um escritor com vários livros publicados (leia a matéria).

Hoje o Zé Roberto nos enviou um novo texto endereçado ao Marcelo Cirino. Convidamos vocês a lerem e compartilharem! (Será que o Marcelo leu o primeiro texto?). SRN!

Obrigado, Cirino!

Depois da minha carta aberta a você, Marcelo, publicada a duas semanas e escrita com a única intenção de lhe ajudar (se não fosse o atleta com as habilidades que admiro, bastava um Twitter) descobrimos um outro lado do ídolo que a TV não mostrava: a humildade. De outra feita, ao me reportar também em carta a um outro atleta, com a mesma intenção de lhe ajudar, este disparou do altos dos seus milhões: “Zé Roberto? Não conheço, não lembro. Deve ser um morto de fome!”. Esta expressão tem sido comumente usada por aqueles que estão vivendo seus quinze milhões de riqueza em relação aos que viveram épocas em que a bola pagava o suficiente, e reajustava salários pelo INPC como funcionários dos clubes, e não escorregavam nesta gangora entre o juniores e os profissionais. Muitas vezes um abismo , em que a cabeça e a carreira são perdidas sem a menor poupança.

Há duas semanas você, Pico, Evérton e Paulinho, os stelinhas, pararam de fazer gracinhas fora de campo. Se concentraram nos treinamentos e o Renato, em sua coluna, postou que dormiram cedo. E produziram mais em três jogos, vencendo dois e perdendo um aos 45 minutos do segundo tempo. Meus parabéns, obrigado e dê um recado ao Cristovão: pouco adianta ter uma flecha no time e lhe tirar seu espaço para alcançar o alvo.  Se fosse tão perto o gol, como no Futsal, por exemplo, bastava um dardo. Se o seu forte é a velocidade, você precisa do contra ataque. Fiquei no domingo imaginando você do outro lado, jogando no Figueirense fechadinho e explorado nas roubadas de bola. Teria, no mínimo, ampliado o estrago que o ataque catarinense fez na defesa rubro negra.

Espremido pelo toque curto e sem imaginação e querendo jogo, você ficou impedido três vezes. Complicado ainda mais pelo Flamengo não ter um Gérson, um Ganso, para lhe aproveitar em lançamentos longos e precisos. Jonas, Cáceres, trocam passes laterais e Éverton e Márcio Araújo correm com a bola. Se estivesse no Figueirense, iria ser comprado de novo por uma atuação que não poderia repetir em um sistema tático diferente. Não, você não é jogador de time pequeno, você é uma arma de como jogam os times pequenos. Fechados e usando os contra-ataques.

É o mesmo que ter um Fred no comando do ataque e o Fluminense não aproveitar jogadas pelas pontas, desperdiçando sua maior qualidade dentro de uma grande área em que se desloca e cabeceia como poucos. O mesmo que reduzir a raia para o Bolt. Ampliar os espaços para os toques de magia do Falcão, que já tentou, sem sucesso, repeti-los no futebol. Cada um na sua raia, com seus talentos, encaixados num sistema para produzir o melhor que sabem.  Então, meus parabéns, obrigado, e que seu treinador possa lhe devolver os espaços que precisa para voar, e receber lançamentos, como o Jairzinho, para se firmar de vez… Será que ele seria artilheiro da Copa de 1970 com este atual meio campo rubro-negro? Já pensou você acionado por Gérson, Tostão, Pelé, Clodoaldo e Rivelino?


 

Marcelo Cirino tem tudo para formar um grande ataque e fazer história no Flamengo

Marcelo Cirino tem tudo para formar um grande ataque e fazer história no Flamengo | Foto Gilvan de Souza/Flamengo

 

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