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Eu também estava lá: Ser Flamengo é acreditar sempre

Eu também estava lá: Ser Flamengo é acreditar sempre

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Bruno Nin | Twitter @brunonin | Convidado Especial

Você enfrentaria oito horas de viagem, com uma estrada cheia de obras, engarrafamento em vários trechos, sem almoçar, ficar só a base de biscoito Globo, esfiha do Habib’s e Coca-Cola, ao sair do trabalho?

Somando a isso, ficar mais de 45 minutos esperando seu ingresso chegar do Rio e entrar no estádio com dois gols para o adversário?

E no final de tudo você olhar e falar: Valeu a pena!

Esse foi um resumo do que aconteceu comigo nessa quarta-feira, 27 de julho de 2011. Saí do trabalho correndo para pegar a minha carona rumo a Santos para ver mais um jogo do Flamengo.

Até ai tudo normal, sabia que enfrentaria pela frente algumas horas de viagem, mas não previa que ficaria tanto tempo nos engarrafamentos da estrada, que não dormiria nem 1 minuto até lá e que seria tão difícil conseguir uma entrada para a partida.


Já em Santos, outro engarrafamento e quase na hora de começar o jogo. Deu tempo apenas para deixar as mochilas no apartamento da Bruninha, minha irmã que mora atualmente na cidade, e partir para porta da Vila Belmiro. Coração já estava pulando pela boca, ainda não tinha a confirmação dos ingressos. Minha namorada, Leila, e meu pai estavam também nessa correria.

Chegamos de táxi até a entrada dos visitantes, e estava um clima tenso, pois para chegar até a polícia tinha que passar por dezenas de santistas. Nossa rua estava interditada e os policiais só deixavam entrar rubro-negros.

Primeira etapa concluída: Chegamos à porta do estádio. Mas, cadê os ingressos?

Várias ligações, nenhum cambista e a hora passando.

Finalmente, consegui falar com o presidente da Raça Rubro-Negra que confirmou os ingressos para o jogo. Avisou que chegaria atrasado, mas que estava chegando.

O jogo começou e o portão de entrada já estava vazio, todos lá dentro e 1×0 para eles.

Cada minuto parecia uma eternidade, estava sem unhas, pois não via a hora de entrar para apoiar o Flamengo!

Mais um gol deles e os funcionários da roleta felizes da vida, alguns pulando e falando em goleada histórica. Nesse momento, na esquina da rua, chega a Raça Rubro-Negra com muitos integrantes e com a bateria para empolgar a nossa torcida! Ah, claro, meus ingressos também estavam ali. Depois de pagar e pegar os ingressos, nós corremos para entrada e subimos as escadas até nos acomodarmos na pequena área destinada aos visitantes.

Segunda etapa concluída: Dentro do estádio pronto para cantar, vibrar e empurrar nosso time.

No placar 2×0 e…. mais um gol deles. Deu tempo apenas de ver o Neymar driblar meio time e fazer um belo gol. Ao invés de abaixarmos a cabeça, começamos a cantar. Cantamos como se não víssemos o placar… E eles não estavam entendo o motivo de tanta empolgação. Mas isso é muito claro para mim, era o Flamengo que estava ali, temos motivo de sobra para sempre comemorar! Perdendo ou ganhando estaremos ali para o que der e vier. E veio.

 

O nosso primeiro gol foi para dar mais ânimo aquela apaixonada torcida, que em nenhum momento se deu por vencida. Quando saiu o segundo gol, já estávamos prevendo o que iria acontecer!

Pênalti para o Santos e nós gritávamos: “Elano, Elano, Elano”. E ele veio com uma marra, com um jeito que iria espantar o pesadelo da Copa América. Hahahahahaha. Que nada, chutou tão fraco, tão ridículo, uma cavadinha medonha, que conseguiu arrancar risos da nossa torcida. Estávamos no jogo.

Aqueles que debochavam de nós nos olhando com ar de vitoriosos, nesse momento nos olhavam com medo da nossa reação, mas já era tarde, mais um gol e o nosso empate chegou antes do juiz apitar o fim do primeiro tempo!

Nesse momento, a euforia era tamanha que não queríamos o intervalo. Que venha o segundo tempo.

Outra vez, mal começou o jogo e gol deles. Por alguns segundos, ficamos nos olhando e nos calamos, mas foi para tomar um ar e voltar com tudo novamente. A festa iria começar.

“Vai pra cima deles Mengo!”

E o time atendeu…

Falta na entrada da área e ele estava lá para bater a falta. R10 mostrou que o jogo só se ganha quando o juiz apita o final. Golaço. Bola rasteira no canto. Isso só vi quando cheguei em casa, porque só deu para ficar na expectativa e ver o Ronaldinho correndo de braços abertos!!! Não vi o gol, mas senti o gol. Nesse momento eu não sabia o que falar, o que gritar, mas gritava, abraçava e agradecia a São Judas Tadeu por estar conosco. Aquele jogo era nosso. A minha missão era voltar com três pontos na mochila.

Ser Flamengo é acreditar sempre. Nunca entregar os pontos. E foi numa arrancada do nosso camisa 9 (desculpem-me, mas não escrevo o nome desse sujeito) que deu origem ao gol da vitória.

Foi uma emoção ímpar, dentro do estádio do adversário, até alguns “““Rubro-negros””” não acreditavam no nosso time, mas eu sou Flamengo. Sempre vou acreditar na vitória!

Fizemos história. Para uns, o jogo valia apenas 3 pontos no Campeonato Brasileiro, mas para nós Rubro-Negros valeu muito mais. Ganhamos dentro da Vila Belmiro, jogamos muito, entramos para história do futebol. Missão Vila Belmiro: Cumprida!

Tudo pelo Flamengo!

SRN

Bruno Nin.


 

ESSE POST FOI ESCRITO LOGO APÓS O JOGO E TAMBÉM PUBLICADO NA REVISTA DO FLAMENGO E NO SITE MAGIA RUBRO-NEGRA.
O MUNDO RUBRO NEGRO AGRADECE IMENSAMENTE AO NOSSO BRAVO BRUNO NIN! VALEU DEMAIS, CARA!

 

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