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Por Thauan Rocha | Twitter @Thauan_R e @flaimparcial Facebook: Flamenguista Imparcial

 

O regulamento para disputa do Carioca 2016 saiu, então resolvi fazer um resumo explicando seus principais pontos. Vamos lá?

Formato de disputa:

A parte mais importante é a grande quantidade de datas. O campeão precisaria disputar 18 jogos, sendo, provavelmente, 10 desses contra os minúsculos. Certamente mais de 10 dariam prejuízo ou lucro irrisório. Fora a forma confusa de dividir as equipes em grupos e o campeonato em fases. A meu ver, a primeira fase é desnecessária ou, pelo menos, não deveriam ter que criar um novo grupo, zerando as pontuações, pra ter jogos entre os integrantes do mesmo. Isso deve ter sido pensado para aumentar a quantidade de clássicos (deverão ser 14 contra 12 das edições anteriores, sendo que 6 foram em mata-mata).

Falando em clássicos, a FFERJ deu um jeito do Vasco e Botafogo serem mandantes na primeira e segunda fase, além de poderem escolher em qual lado do Maracanã ficará a sua torcida (que conveniente para o Vasco contra o Fluminense, né?). Vejam o Art. 18º, § 5º e § 6º.

Vamos agora a explicação do formato em si:


Na primeira fase, serão dois grupos de 8, com os times do grupo A (Vasco e Bota) jogando contra o grupo B (Fla e Flu) em jogo único. Os quatro primeiros de cada grupo formam o grupo C e as pontuações são zeradas. Aqui a disputa é dentro do grupo em jogo único e o primeiro será declarado campeão da Taça Guanabara. Os quatro primeiros do grupo C vão fazer a semifinal em jogo único, tendo o 1º e o 2º a vantagem do empate. Já a final é disputada em dois jogos, com o melhor colocado da fase C escolhendo o mando de campo. Em caso de empate no placar agregado, haverá disputa de pênaltis.

Ingressos:

Eles também não esqueceram os ingressos. O Art. 21º até faz parecer que o clubes terão total liberdade na determinação dos valores, mas o § 1º já muda isso, obrigando os 4 grandes a reservar 5% dos ingressos a preços especiais – 50% do menor valor cobrado para o evento – quando jogarem contra os pequenos. Como se já não bastassem as diversas gratuidades e quantidade absurda de meia-entrada. Ainda tem o § 3º que permite a FFerj e seus aliados definirem os preços mínimos e máximos dos ingressos. E já não poderemos estabelecer o preço nos clássicos, pois o mando será de Vasco e Botafogo.

O Art. 22º faz persistir a divisão de lucro de forma absurda, em mais uma atitude populista. Quando pelo menos um dos quatro grandes está envolvido, a renda é dividida 60% para o vencedor, 40% para o perdedor e, em caso de empate, 50% para cada clube. Segundo o Regulamento Geral de Competições (RGC), no Art. 93, se houver desconto para sócios, o calculo para divisão de renda considerará o valor do ingresso sem o desconto e esse custo será do mandante.

Quero ainda chamar atenção pro § 2º do Art. 21º, onde a FFERJ volta a manter suas práticas de maquiar os péssimos públicos que esse campeonato atrai. E lembrando que as taxas serão cobradas também em cima desses ingressos destinados a fins “sociais”.

Inscrição, registro e condição de jogo dos atletas:

Persiste ainda, de acordo com o RGC, as seguintes regras: no máximo serão 28 atletas (Art. 34 § 5º) sendo até 5 menores de 20 anos inscritos (Art. 34 § 7º); e constar na relação os atletas inscritos ou registrados para a participação em competições nacionais ou internacionais, concomitantes, sob pena de R$ 50 mil por atleta em caso de descumprimento (Art. 34 § 9º).

Fechamento do Maracanã para Olimpíadas:

Em sua única decisão certa, o Art. 33º permite aos clubes, em comum acordo, realizarem a semifinal e final em outro estado se o Maracanã e Engenhão estiverem fechados por causa das Olimpíadas. Já imaginou se os jogos decisivos fossem realizados em Volta Redonda? Ou até em São Januário, que não tem a menor condição de receber jogos (prova disso é que o Vasco não joga em seu estádio por medo de não ter como controlar sua torcida em mais um péssima fase do time).

Rubens Lopes e Eurico Miranda (na foto) são os grandes “artistas” dessa peça. | Foto: Reprodução

Mas no fim a FFERJ continua no seu Teatro do Absurdo, onde nada faz sentido. É apenas política nonsense, onde trocam as imagens dos estádios vazios e dos borderôs negativos pela imagem de seu aliado comemorando o título. Enquanto isso os diretores se divertem e riem com essa peça tragicômica.

E você ainda acha que o Flamengo deve jogar o carioca em vez da Primeira Liga (Rio-Sul-Minas)? Pra mim, esse campeonato hoje não pode ser nada maior do que um treino pra time sub-23 dos grandes. E o que você acha?

 

SRN!

 

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Thauan Rocha escreve no Flamenguista Imparcial, da Plataforma MRN Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Rubro Negro.

 

 

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