“No Corinthians, ele tinha um time pra chegar nele, e no Flamengo ele precisa voltar para chegar ao time”

 

Evaristo na Gávea

Evaristo na Gávea. Foto: Flamengo

No último sábado, a equipe do Mundo Rubro Negro esteve na Gávea e realizou entrevistas com várias figuras importantes da história do Flamengo, sendo uma delas com um ídolo eterno do clube: Evaristo de Macedo.


O ex-atacante, que chegou a atuar por Real Madrid e Barcelona, teve duas passagens pelo Mais Querido e marcou 103 gols em 190 partidas.

Evaristo é sócio do Flamengo e participa ativamente do dia a dia do clube. Durante a entrevista, o tricampeão carioca falou sobre várias questões relacionadas ao rubro-negro. Confiram a seguir!



 

 

Como você avalia o Flamengo de hoje em relação ao de antigamente? Faça um panorama atual do clube.

O crescimento do Flamengo foi muito grande, inclusive fisicamente. Hoje você pode ver essa área maravilhosa, e quando eu jogava aqui era só o campo.

O Flamengo se igualou as grandes entidades desportivas do país, mas a força do clube é o futebol. E o Flamengo no futebol, infelizmente, não vem dando uma boa resposta. O rubro-negro era um time que criava seus próprios jogadores, e hoje dificilmente você vê um jogador de nome na equipe principal. Então fica um pouco difícil, entende? Não existe mais aquele sentimento do atleta, e sim apenas o profissionalismo, isto é, joga porque tem um contrato, tem que cumprir com as obrigações, mas não tem mais o sentimento, que é o mais importante.

A chapa azul, que está concorrendo nas eleições para o próximo triênio, disse que está querendo criar um conselho de ex-jogadores para atuar junto do diretor executivo, gerente, etc. Se eles te chamassem, você aceitaria? Você gosta dessa ideia de ter o conselho para atuar de forma forte no futebol e trazer essa noção da cultura rubro-negra aos mais jovens?

Na realidade, eu não tenho a intenção de trabalhar mais com futebol, nem dentro e nem fora do campo. Eu assisto aos jogos, tenho boas amizades, mas é outra época, outra forma de ver as coisas. No futebol, você faz amigos, mas também faz inimigos. Então, na minha idade, eu não estou interessado em fazer mais inimigos, e sim mais amigos.

Você vai votar nessa eleição? Já declarou seu voto?

Sim. Eu votei no Bandeira de Mello na última eleição e vou votar novamente. Não vejo motivos para mudar.

Qual o grande destaque do time deste ano que merece continuar no ano que vem?

Esse ano está difícil. Se você fizer uma análise comparativa, o Flamengo precisa de uma reformulação. O clube precisa criar seus próprios ídolos, e não importar ídolos de outras equipes. Mas, como flamenguista, continuo torcendo na vitória e na derrota.

Como você avalia o caso de indisciplina dos jogadores?

Normal. A vida do jogador é dentro do clube, nas atividades, nas viagens, na concentração. A vida particular é ele quem faz. O Flamengo só pode interferir se a sua vida particular estiver atrapalhando a sua vida dentro do clube, que não foi o caso. Isso sempre existiu, desde a minha época.

Qual a sua análise do ano de Paolo Guerrero?

Falta time pra ele jogar. Tem que ter uma equipe pra dar suporte. No Corinthians, ele tinha um time pra chegar nele, e no Flamengo ele precisa voltar para chegar ao time.

 


Yann Rodrigues, Diogo Almeida e Luiz Felipe Borges fazem parte da equipe MRN Informação. Twitter: @Yann_Rodrigues e @DidaZico
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