No último jogo o Flamengo conseguiu tomar uma aula de futebol do Figueirense, o placar elástico foi justo pelo apresentado por ambos os times. A derrota aumentou a importância do jogo contra o Internacional em casa visando a vaga na Libertadores, não haveria jogadores suspensos e só Wallace e Ederson continuam fora por lesão.

Oswaldo não surpreendeu na escalação: Paulo Victor – Pará, César Martins, Samir, Jorge – Canteros, Márcio Araújo – Éverton, Alan Patrick, Emerson – Guerrero.

O Internacional não é um time de defesa sólida, assim logo no início da partida víamos um jogo franco, ambos os times dando bastante espaço e um meio bem esburacado. Entretanto, o Flamengo como sempre não aproveitava os espaços seja por precipitação ou por erros bobos no último passe, principalmente nos cruzamentos horríveis de Pará.

Paulo Victor falhou de novo, precisa se desculpar se dedicando mais em campo. (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Defensivamente, apesar do meio aberto, os laterais conseguiam limitar a ação do Internacional, que chegava sem criar chances tão claras, apesar de levar mais perigo. Porém, justamente num contra-ataque, Samir permite o cruzamento, César Martins falha no corte e a bola sobra para um jogador sozinho, que deveria estar sendo marcado por Pará ou Éverton, que também estava na direita, Paulo Victor novamente falhou e o destino pareceu decretado.

O gol aos 17 minutos do 1° tempo fez o Flamengo se perder em campo, se desorganizar ainda mais e perder o potencial ofensivo até que no finalzinho do 1° tempo conseguiu criar algumas boas chances. Novamente o problema da falta de força mental interferiu diretamente no resultado, o que é inexplicável já que o problema se arrasta desde o início do ano e não há qualquer movimentação para que um psicólogo trabalhe a situação.

O Flamengo foi pro intervalo com alguns problemas graves a serem resolvidos: falta de compactação, de proteção à zaga, de armação pelo meio e excesso de individualidade dos ponteiros, principalmente Emerson, além do isolamento de Guerrero.

Uma forma de tentar melhorar o cenário sem fazer alterações seria trocar o esquema para o 4-4-2 ou 4-1-3-2, fixando Márcio Araújo na frente dos zagueiros e empurrando Emerson pro lado de Guerrero, fazendo com que Canteros mais a direita, Alan Patrick pela centro e Éverton na esquerda compusessem o meio. Uma forma de tentar melhorar mantendo o 4-2-3-1 seria tirar Emerson e pôr Gabriel ou Matheus Sávio, tirar Márcio Araújo e pôr Jonas ou Luiz Antônio (que inverteria com Canteros).

Mas Oswaldo não fez nada disso e tirou Éverton, que estava até bem, para pôr o improdutivo Paulinho. O jogador hoje teria ido bem se não houvesse feito nada, mas conseguiu atrapalhar com seus erros de passe e finalizações que sempre passam muito longe do gol… aliás, me pergunto se alguém já fez um exame oftalmológico nele, por que erros tão grosseiros só podem vir de um problema de vista.

Contudo, o 2° tempo começou melhor e em parte graças a troca de preferência de lateral para atacar. Ao invés de insistirem com Pará, que errou tudo ofensivamente, deixarem ele mais preso e começaram a trabalhar mais com Jorge, que se apresentou muito bem e começou a criar mais chances pela esquerda, como o cruzamento para Guerrero, que chutou pra fora e o lateral para o centroavante, que escorou para Alan Patrick que acabou isolando.

Oswaldo tentando justificar o injustificável. (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Ao ver que o Flamengo dominava as ações, Argel trocou Alex por D’Alessandro e o Internacional começou a esfriar o jogo, matando jogadas com faltinhas e se fechando mais atrás. Oswaldo reagiu mostrando mais uma vez como lê mal o jogo e tirou Canteros para pôr Kayke, a intenção era de aumentar o número de jogadores altos no ataque e a presença de área, mas a escolha de quem sair acabou com o meio de campo.

A marcação no meio já era ruim e conseguiu piorar com Alan Patrick atuando como 2° volante, o que tornou os contra-ataques do Internacional mais perigosos. A saída de bola também sofreu um baque violento e sobraram os chutões da defesa para o ataque, o que dificultava a criação de jogadas.

A troca de Emerson por Gabriel aos 30 do 2° tempo também não surtiu muito efeito, a falta de bons passadores e excesso de carregadores dificultava o trabalho com a bola, o que impedia a criação de situações claras de gol e, quando uma apareceu, Alisson fez grande defesa. Para piorar, mesmo com todo o tempo livre para treinar, o Flamengo é incapaz de levar perigo na bola parada, a exceção foi um escanteio cobrado por Gabriel, que Jorge cabeceou e passou perto do gol.

Foram 60% de posse de bola com o Internacional dando espaço, especialmente no 1° tempo, com poucas situações claras de gol e, das 17 finalizações, apenas 3 foram na direção do gol, 2 de Guerrero, que teve 4 chances, 2 claras. Hoje o Flamengo teve chance de empatar e teria plenas condições de virar o jogo, mas faltou raça, força mental, quem armasse, quem defendesse e, principalmente, quem de fora soubesse ler o jogo e mexer certo no time.

Matematicamente o Flamengo ainda tem chance de ir a Libertadores, mas o time não faz por merecer, deixa as chances escaparem por entre os dedos e, num milagre, se acontecer de a vaga vir, me pergunto se esse time conseguiria não passar vergonha na Libertadores tal qual fez em 2014.

Saudações Rubro-Negras

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Nayra M. Vieira faz parte da equipe MRN Informação e também escreve no Blog Flamengo em Foco, da Plataforma MRN Blogs.

 

 

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