Por Daniel Endebo (twitter: @danisendebo)
O rubro-negro que abrir um jornal esperando ver uma contratação de impacto realizada pelo Mengão nesse início de ano, se decepcionará. Além de Marcelo Cirino, que chega cercado de expectativas, apenas jogadores de apoio chegaram para integrar o elenco. Conca e Jádson, nomes de peso que foram especulados com mais força, tudo indica, não virão. A ideia de iniciar outra temporada mais sem um legítimo camisa 10 apavora parte da Magnética. Mas não há razão para desespero.
Primeiro porque nunca há garantias em torno de uma contratação. Por mais talentoso que seja o seu reforço, ele pode, por exemplo, arrebentar o joelho no primeiro treinamento e aí a busca por alguém que preencha tal função se fará aberta novamente. Segundo, porque nem todo jogador é capaz de atuar no nível que, um dia, já atuou.
Um dos mais comuns equívocos cometidos por torcedores de futebol é acreditar que um atleta é um ponto qualquer em uma reta. É a famosa “contratação de nome”. Quantas vezes não vimos nomes como Riquelme, Diego (aquele que era parceiro do Robinho) e Montillo serem especulados para reforçar o Mengão? Não que não sejam bons jogadores, mas, sejamos sinceros… há quanto tempo você não vê o Riquelme jogar? Não falo de uma partida isolada, mas de acompanha-lo regularmente. Jádson, por exemplo, foi um promissor armador no Atlético-PR, atingiu sua maturidade no Shakhtar e… caiu. Não por acaso, suas passagens por São Paulo e Corinthians, até aqui, são discretíssimas.
Jádson não caiu de produção porque é um mal profissional. Ele simplesmente é um atleta de alto rendimento e, como qualquer outro, tem uma curva de desempenho que pauta sua carreira. Isto é: todo e qualquer jogador profissional tem seu momento de ascensão, seu auge e uma queda. Naturalmente, há imprevistos que modificam essa curva. Uma lesão grave, uma mudança radical de mercado – que, em geral, requer um tempo de adaptação -, entre outros. Esse erro não é exclusividade de torcedores, pelo contrário. Jádson é uma mera ilustração dessa tese. Veja só o Lúcio, do Palmeiras. Você ainda acredita naquele que, um dia, foi um dos melhores zagueiros do país? É claro, também, que cada jogador tem uma curva: alguns despontam mais cedo, outros ficam por mais tempo no auge, cada um tem suas peculiaridades.
A oportunidade de ter um camisa 10 renomado depois te tanto tempo, cegou os rubro-negros. Jádson, como falei acima, já deu claros indícios de que está entrando na descendente de sua curva. Poderia voltar a atuar em alto nível? Sem dúvidas. Mas longe do seus melhores momentos, vividos na Ucrânia. Conca, a julgar pela última temporada, ainda tem mais lenha pra queimar, mas a que preço?
Na direção contrária, vai a maior parte do elenco rubro-negro. Mugni, por exemplo, teve uma temporada de altos e baixos, mas tem 22 anos, veio de um clube periférico de outro país. Nada mais natural que oscile e, só agora, comece a evoluir. E na mesma toada que o meia argentino, estão jogadores como Canteros, Marcelo Cirino, Éverton, Samir, Paulinho, Bressan, Gabriel e Nixon. Todos com 26 anos ou menos e que serão a espinha dorsal do time. Jogadores que não atingiram seu ponto máximo e ainda buscam um lugar ao sol.
Se esse elenco conseguiu ser semifinalista da Copa do Brasil, terminar o Brasileiro sem sustos, ser campeão carioca, ganhar reforços, e, ainda assim, tem tantos jogadores em evolução, é perfeitamente possível imaginar que teremos um 2015 competitivo. Reforços? Não precisamos agora. É melhor investir certo, antes do início do Brasileiro, a contratar agora pelo nome.
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