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José Peralta | Twitter @CRFlamenguismo

 

Cristóvão foi contratado dia 25 de maio, pouco depois da saída de Luxemburgo, que, após um bom Campeonato Brasileiro em 2014, teve um 2015 trágico, digno de Silas ou Jorginho. Para resumir bastante os últimos seis meses do Pofexô na Gávea, podemos citar as entrevistas fora de tom, os poucos minutos dados aos jovens (Jorge poderia ser titular há mais tempo, nem precisaríamos ter contratado o Armero, por exemplo) e o péssimo trabalho dentro de campo. Seus times com três ou até quatro volantes não apresentavam nenhum padrão de jogo. O Flamengo era um bando em campo. Luxa não resistiu. Jayme assumiu por um jogo e logo Cristóvão foi contratado.

Recordo-me que, na época, muitos falaram que não havia necessidade de pressa, visto que Marcelo Oliveira já estava com um pé e meio fora do Cruzeiro. O Flamengo resolveu não esperar e acertou com o ex-auxiliar de Ricardo Gomes.

Logo em sua estreia, uma derrota para o Fluminense. Jogo estranho, com erros de arbitragens. O Flamengo vinha bem, até que Cristóvão, com um homem a mais, resolveu mandar o time todo para o ataque. Não deu certo. O Flamengo acabou o jogo com Canteros, Gabriel, Éverton, Marcelo Cirino, Paulinho, Eduardo e Alecsandro. Lembro que no dia comentei que, em que pese Cristóvão ter errado, pelo menos errou por excesso de coragem. Para quem estava acostumado com o esquema retranqueiro de Luxemburgo isso já era alguma coisa.

O tempo foi passando e Cristóvão foi ganhando um jogo aqui, perdendo outro ali… Nada anormal, tirando as vexatórias derrotas para Vasco e Figueirense.

Então chegou Guerrero… O time melhorou, a torcida se empolgou e o Flamengo chegou para a partida contra o Santos com o Maracanã lotado. A história todo mundo conhece.


Nesse fim de semana, mais um jogo em que o Flamengo atuava dentro de uma razoabilidade… até que o treinador, por covardia, resolveu inventar e entregou o jogo. O resultado foi outra derrota, dessa vez diante de um adversário com folha salarial 10 vezes menor (fonte: DataChute).

A diretoria do Flamengo se vê agora em uma posição delicada. Seria ótimo se Cristóvão conseguisse fazer o básico. Ganhar os jogos fáceis e disputar os difíceis com dignidade. A parte mais racional da torcida entende que o G4 seria um milagre – até pelo legado (não) deixado por Luxemburgo – e ficaria satisfeita com um time decente, que, pelo menos, parasse de figurar na metade de baixo da tabela.

Se Cristóvão fosse capaz desse feito nada difícil, poderia muito bem ficar até o final do campeonato, dando tempo para o clube encontrar um treinador de verdade para 2016. Cada um iria para seu canto e todos seriam felizes.

Acontece que já não sabemos se nosso treinador é capaz disso. Não queremos voltar pra confusão. Não esse ano. Não com esse elenco, que pode não ser a oitava maravilha do mundo, mas está mais qualificado.

Cristóvão perde jogos sozinho. Cristóvão merece cair. Mas quem entraria em seu lugar? Pelo amor de Deus, não digam Jayme!

Hoje não temos no mercado um treinador de ponta que se adeque à realidade financeira do clube. Além do mais, em breve teremos eleições e não sabemos quem irá comandar o clube no ano que vem. A melhor saída seria um treinador que aceitasse um contrato apenas até o final do ano. Mas qual treinador decente aceitaria uma oferta desse nível?

Repito, Cristóvão merece cair, não demonstrou estar ao nível do Flamengo, mas quem poderia assumir em seu lugar?

 

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