Com atuação esplendorosa de Guerrero em noite fria e chuvosa no Beira-Rio, Flamengo quebra tabu de 13 anos sem vencer em Porto Alegre pelo campeonato brasileiro. 



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Por: Hesley Menezes (@_hesleymenezes) e Raony Franco. (@__raony)

César: 5 – Pouco exigido, se afobou em alguns lances. Escorregou numa bola recuada e quase compromete a partida do Fla. No geral foi firme e não teve culpa no gol.

Ayrton: 6,5 – Mas uma partida consistente na lateral. Não comprometeu na defesa e só foi ao ataque quando foi preciso. Segue chamando a responsabilidade na bola parada.

Marcelo: 8 – Mostrou que pode fazer boas partidas quando atua com seriedade, sem inventar. Fez o simples e garantiu segurança à defesa tirando praticamente tudo ao seu alcance. Sua entrega em campo hoje lhe compensou.

Wallace: 7,5 – Foi bem nas antecipações e no comando da zaga rubro-negra. Junto com Jorge e Everton, fecharam o lado esquerdo do campo com qualidade. Com o time mais protegido por Jonas e Cáceres, se lançou menos ao ataque como vinha fazendo nos últimos jogos.

Jorge: 7,5 – Mostrou que tem condições de ser titular no time. Firme na defesa e com boas chegadas ao ataque. Cometeu um erro bobo no gol do Inter, mas talvez pelo cansaço da intensa partida da defesa inteira. Não canso de me impressionar com a geladeira que é esse garoto. Pois trata-se de uma joia com 19 anos, que atua como um veterano de 30.

Jonas: 8 – Mais uma belíssima partida de Jonas com a camisa do Flamengo. Formando dupla com Cáceres, deu a proteção que a zaga estava precisando, e o resultado foi excelente. O inter chegava com perigo poucas vezes. Quando não eram em chutes de fora da área, a bola aérea se tornava a principal arma do Inter.

Cáceres: 8,5 – Voltou da Copa América voando. Raça e entrega em campo nós podemos esperar sempre do Cáceres, mas é surpreendente o que ele também vem fazendo com a bola nos pés. Vive sua melhor fase da carreira, sem dúvida alguma. Sua confiança é tanta, que lhe permite dar chapéu no meio do campo e chegar ao ataque como se fosse um meia-atacante de pura qualidade, deixando 2 zagueiros no chão com apenas um corte e finalizando com a perna que não é a boa. Como diria Milton Leite, QUE FAAAAAASE vive o paraguaio.

Canteros: 7,5 – Jogando com mais liberdade, sem a responsabilidade de ajudar tanto na marcação, se lançou à frente muitas vezes durante o jogo. Quase sempre pela esquerda, criava boas chances para a finalização de algum parceiro vindo do meio. Mas foi pela direita que ele foi importante e criou as melhores chances do jogo. Na primeira, tocou de cabeça na medida para Guerrero balançar a rede. Na segunda, roubou a bola da defesa do Inter, ela espanou e subiu, mas ele dominou com muita categoria e, quase sem ângulo, chutou em cima de Muriel. A oscilação do argentino é nítida.

Everton: 7 – Fazia atuação apagada com muitos erros no primeiro tempo. Mas melhorou na volta do intervalo, e foi coroado com o belíssimo gol que fez, depois da linda assistência de Guerrero.

Emerson Sheik: 7,5 – Errou muitos passes no primeiro tempo, e também não vinha fazendo excelente partida. Mas subiu o nível no segundo tempo com muita entrega e disposição. Teve participação direta no segundo gol do Flamengo. No domínio de bola, ele já deixou o marcador no chão, girou e tocou pra Guerrero fazer o pivô, e deixar Everton livre pra finalizar pro fundo do gol. Na recomposição da defesa, foi importantíssimo ajudando na marcação pelo lado direito.

Paolo Guerrero: 10 – Que jogador é esse, meu caros? Ele fez gol de centroavante, deu assistência de gênio, deu passe de calcanhar, deu passe de letra, fez pivô, saiu da área pra abrir espaço, sofreu um caminhão de faltas… Ufa! O cara é um verdadeiro monstro. Só a presença dele como referência em campo, fez o time mudar totalmente de patamar e elevar o nível. A imprensa, os torcedores, os analistas, todo mundo questionava antes de ele chegar ao Fla: ”Quem vai fazer a bola chegar no Guerrero?”. Tudo bem, foi só um jogo, mas nós enfrentamos o único time brasileiro na libertadores na casa deles, e a verdade é a seguinte: a bola tem como chegar, sim. Basta um mínimo de organização tática.

Márcio Araújo: (sem nota) – Pouco tempo em campo.

Cristóvão Borges: 8 – Ele chorou quando saiu o segundo gol. E admitiu: foi a emoção de saber que pode trabalhar bem mais tranquilo a partir de agora. A pressão sobre os ombros de Cristóvão era imensa antes do jogo. Mas perder pro Inter lá no sul é normal, e mesmo com a derrota, ele talvez não caísse do comando técnico do Flamengo ainda esta rodada. Mas nós ganhamos. E mais do que isso, quebramos um tabu de 13 anos e ganhamos bem, com autoridade, na bola. O resultado final foi 2×1, mas podia muito bem ter sido 3 ou 4×0 pro Flamengo. Com um time mais fechado no meio com Jonas, Cáceres e Canteros na marcação, o meio campo de grife do Inter foi engolido pelos volantes do Fla, e não assustou em nenhum momento do jogo. Everton e Sheik faziam a recomposição pelas laterais. Wallace e Marcelo não passavam do meio campo. Os laterais revesavam na hora de atacar. O que se viu em campo na noite fria e chuvosa de Porto Alegre foi um Flamengo muito mais organizado, sabendo o que fazer pra anular as ofensivas do adversário, pra na hora de contra atacar, usar a qualidade e velocidade dos homens de frente. Cristóvão pode não ser o melhor técnico do Brasil, mas ele já mostrou em outros times que tem capacidade de fazer seus times jogarem bem. O desempenho técnico do time, hoje, se deve muito à presença de Guerrero como referência. Mas a organização tática pra fazer essa bola chegar com qualidade lá na frente, sem sofrer sustos atrás, já é o dedo do treinador.

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Guerrero precisou de apenas 10 minutos em campo pra marcar seu primeiro gol com a camisa do Flamengo. (Foto: Flamengo Oficial)

 

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