base flamengoA fase de grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou ao fim e o Flamengo conquistou a vaga para o mata-mata da competição com tranquilidade e relativa facilidade. 3 vitórias em 3 jogos, 10 GP e apenas 1 gol sofrido, bons valores apresentados, preocupações expostas e também aquela velha pergunta: Quem pode ser aproveitado no time principal?

Vamos analisar o desempenho do time setor por setor, começando pela defesa:

Sendo assim, pelo goleiro. Daniel é bom. Mostrou qualidade quando exigido na primeira fase. Tudo bem que foram poucas vezes, mas foi possível ver sua elasticidade e agilidade quando acionado, apesar de não ser muito alto. A altura pode ser um fator determinante na carreira, porém Júlio César, nosso goleiro nas duas últimas Copas do Mundo, também não é nenhum gigante…

Na retaguarda, a garotada rubro-negra não mostrou segurança. Por algumas vezes nos três jogos, a zaga apresentava dificuldade em sair jogando, tendo que apostar no chutão ou na válvula de escapa pela esquerda: Jorge, um dos principais destaques individuais do time. O miolo de zaga, Rafael Dumas e Léo Duarte, não conseguiam se impor, mesmo quando o adversário era muito fraco tecnicamente. Era a opção por cobrir, proteger, ao invés de limpar o lance com qualidade. O único gol sofrido na competição até aqui, contra o Sampaio Corrêa, foi dessa forma: Falha na cobertura e na marcação individual e a escolha errada por cobrir ao invés de cortar o lance. Perde-se na velocidade porque além de tudo, a zaga é lenta, e o gol foi sofrido.

Contra o Vilhena, adversário mais fraco do grupo, também houveram falhas, mas nada que comprometesse. Os laterais, Ronaldo e Jorge, apresentaram bons valores. Na direita, mais vantagens defensivas e na esquerda, ótimos valores ofensivos. Jorge aliás, poucas vezes apareceu na defesa, porém no ataque é uma arma poderosa e valiosa. Habilidoso, cruza bem, sabe chutar de média distância, além da ótima velocidade. Sem dúvida, um dos principais jogadores desse time, se não for o principal. Resta esperar se Luxa o promoverá para o time principal, que atualmente possui Anderson Pico e Thallyson para a lateral-esquerda.

Avançando com a bola dominada da zaga para o meio de campo, encontramos um bom jogador com a camisa 5: Luan Felipe, volante que sabe marcar forte e sair jogando, com bom passe para iniciar as jogadas ofensivas. Um bom nome para ser observado, já que não há muitos nomes no time principal que tenha essa qualidade na função.

Jackson, seu companheiro na “volância”, é rápido, sabe desarmar, porém é afobado. Por muitas vezes opta por dar um bote precipitado, erra passes bobos, apesar de ser bastante dedicado e sempre brigar pela bola. Um cara para ser lapidado, mas longe de estar pronto para o time de cima. Quem talvez esteja pronto para subir é Jajá, camisa 10 e que foi muito bem na primeira fase.

Jajá tem uma visão de jogo muito boa. Sabe passar com qualidade, colocar os companheiros na cara do gol, chuta bem de fora, mas não é muito rápido. Jajá é um jogador estilo clássico. Para, olha a situação do jogo, o companheiro melhor posicionado e fazer o passe, ou lançamento. Alguma semelhança com o argentino Canteros? Apesar de usar a 10, vejo Jajá muito mais como um segundo volante, do que como um meia, um 10 propriamente dito, apesar de ter uma técnica realmente apurada com a bola nos pés. Olho nele!

No ataque, encontramos o autor do gol da vitória sobre o Osasco, aos 47′ do segundo tempo e que confirmou os 100% de aproveitamento na primeira fase: Cafu, sensualizando você com a dança desse gol.
Cafu talvez seja o único com físico para brigar pela bola com os adversários nesse time. Com a maioria sendo no estilo franzino, ele tem essa vantagem, porém longe de ter muita qualidade com a bola. Ele sabe finalizar, abrir espaço para os companheiros, mas a afobação resulta em lances bizarros, com chutes sem direção alguma e passes totalmente errados. Podemos dizer que ele é uma incógnita até mesmo pela oscilação. Muito mal no segundo jogo, porém bem no primeiro, onde ele foi o autor do primeiro gol do Flamengo na competição. Inconstante, será que vinga?

Quem torcemos para vingar é Douglas Baggio. Artilheiro do time na competição com 4 gols, sabe finalizar com muita qualidade, tem habilidade, velocidade… Sabe jogar. Porém, seu maior problema é a altura para jogar de centroavante. Tudo bem que um dos mais geniais dessa posição era baixinho, mas era justamente sua genialidade que o fazia diferente, um dos maiores da história do futebol, sem dúvida nenhuma.

Ainda falando sobre Baggio, vemos que ele também tem raça. Briga pela bola até o fim e apesar da pouca altura, quase fez um gol de cabeça contra o Osasco, parando em uma bela defesa do arqueiro adversário. Vejo-o atuando muito mais como um segundo atacante, vindo de trás, do que como um futuro camisa 9 do Flamengo, mas essa é a diferença dele para os outros atacantes do time. Ele vai virar jogador, vingará. Baggio é diferente.

Finalizando o 11, temos Thiago Santos que conseguiu a vaga de titular durante a competição, já que na estreia, o titular era Nathan, que foi sacado e não voltou mais ao time, sequer entrando no decorrer dos jogos. Thiago é rápido e sua velocidade talvez seja realmente sua principal qualidade, além de também jogar com raça. Porém, longe de estar pronto para subir ao time principal. Ainda falta muito. Nathan pode ser uma boa opção para a bola área pelo porte que possui.


Finalizando, vemos Matheus Sávio, quase um 12º jogador desse time, entrando em todos os jogos com bastante velocidade, movimentação pelos flancos, habilidade e 1 gol marcado na competição, contra o Vilhena. É o mais novo do time, tem muito futuro e muita gente aposta nele como uma das principais promessas do clube nos últimos anos. É esperar e ter paciência com ele, pois demonstrou realmente ser um jogador para ser trabalhado com esperança.

Eu, particularmente, aposto mais em Jorge, Jajá, Luan Felipe e Douglas Baggio como garotos que podem vingar futuramente no Flamengo, e você? Qual jogador chamou mais a sua atenção até aqui?