Everton até que correu e fez boas jogadas improvisado na lateral.


Diogo Almeida | Twitter @DidaZico

MRN informaçãoO Figueira começou explorando o lado esquerdo onde Everton foi escolhido para a vaga do suspenso Jorge. A torcida adversária joga com o time ajudando o abafa nos 5 minutos iniciais. O gramado duro e irregular parece facilitar o jogo na base do boi-bumbá. Aos 6 minutos, PV solta bola nos pés de um atacante alvinegro, causando um sanhaço na nossa área que só terminou quando César Martins interrompeu a trajetória da bola que entraria nas nossas redes.



10 minutos e o time não conseguiu trocar meia dúzia de passes. A marcação buscava o encaixe para evitar a ligação direta do Figueira. As bolas aéreas do adversário no início do jogo mostraram que o terror defensivo não teve solução na parada de dez dias.

Aos 12, primeira chance do Fla em jogada de linha de fundo pela direita de AP. Paulinho completou escanteio com cabeçada bisonha.

Aos 14, novo escanteio e novo mole da zaga. Sorte nossa que a cabeçada foi fraca.

Aos 15, o time catarinense troca passes na entrada da área. O Mengo está péssimo e é colocado na roda. Parece questão de tempo para o gol. O bobinho dos caras termina em perigosa falta na meia-lua. A barreira parece mal armada, Tiago Heleno bateu rasteiro esperando que a barreira pulasse. Não aconteceu o esperado, felizmente. Será que o Fla vai acordar ou continuará passivo? Se o nosso toque de bola ainda não deu resultado por conta muito da boa marcação dos caras, pelo menos o time tem que igualar na raça e dobrar a marcação.

Aos 20 conseguimos concluir. Em triangulação distante da área, César Martins tocou para Paulinho que de costas serviu Kayke que arriscou chute de longe sem perigo.

21 minutos, e o cantado gol adversário saiu. Canteros bisonho caiu sozinho trocando as pernas. A bola sobrou para Yago que deu assistência para Clayton sozinho penetrar pela direita da área: chute cruzado, vencido Paulo Victor sem dificuldades. Gol de Clayton.

O Flamengo é um time descoordenado, sem coração, demonstrando a velha falta de reação comum em diversos jogos ao longo dessa temporada. Ainda temos muito jogo nesse primeiro tempo, o Figueirense já conseguiu seu gol de time pequeno, agora basta aos homens que vestem o Manto Sagrado que se imponham.

30 minutos. Bola área! Bola área! Todos os times do campeonato parecem levar vantagem contra nossa zaga. Ficamos dependendo do erro adversário. Importante salientar que César Martins consegue ser mais efetivo que o perdido menino Samir, cujo futebol tão cedo ainda, parece ter chegado a um ponto que não consegue mais evoluir.

O árbitro Anderson Daronco até aqui não errou nada. Atuação perfeita.

Aos 38 minutos, Sheik arrisca chute de longe pela direita de ataque. A bola some sem direção.

Aos 40 a aarcação do Figueirense é agressiva, dobra; estão jogando por mais uma bola, outra espichada da esburacada proteção conferida pelos volantes.

Os 5 minutos finais são mais do mesmo. E termina o primeiro tempo com mais um de acréscimo.

O segundo tempo começa sem mudanças no time do Flamengo. E também do mesmo jeito que foi o início do primeiro tempo o Figueirense vai ganhando na raça, na correria. O time do Flamengo parece ter entrado arrasado novamente. Estamos torcendo por um lampejo de time.

Aos 6 minutos, Kayke perde gol incrível em cabeçada bizarra na pequena área. Não é possível que esse time treinou 10 dias e simplesmente não consegue se concentrar num jogo tão importante, contra um clube que está na zona de rebaixamento. Não pode perder um gol assim!

Muralha finalmente faz defesa salvadora no jogo. Alan Patrick costura na frente da área e encontra Evérton para um chute bonito. Não foi agora, aos 9 minutos.

O time parece mais confiante e faz terceira boa jogada. Dessa vez Evérton chega à linha de fundo e cruza no segundo pau. A zaga rival tira pra escanteio. Pressão. O time já consegue tocar a bola e achar espaços.

Quando o jogo parecia estar sobre domínio rubro-negro, Emerson Sheik fez questão de esfriar o jogo. O time mais desconcentrado do Brasil de novo voou. E enquanto voava pelo noite de Floripa o Figueirense, time horroroso, fez lá uma jogadinha e o segundo gol. Não vale nem a pena achar culpados. O fato é que o time não parece se importar em perder. Virou normal jogar sem raça, sem vontade, coagido pelo adversário, melindrado pela insegurança latente, acossado pela marcação, impotente quando está atrás do marcador. Perdeu para o mesmo Figueira no Maracanã. Não parece querer revidar a derrota. Não parece ser um grupo que se lembra das coisas, que se importa com sua trajetória claudicante. O gol foi do tal Clayton novamente.

Se empatarmos será um acontecimento sobrenatural. Virar esse jogo? Só um milagre daqueles que a Nação Rubro-Negra põe fé.

Escanteio pro Fla. Nada. Em compensação com a vitória da Ponte o Flamengo fica empatado. Uma pergunta cabe: Qual o investimento do time de Campinas na montagem do seu grupo? O Flamengo perdeu algum jogador de destaque ou se reforçou ainda mais durante o campeonato? Pois o genérico vascaíno ainda perdeu o Cajá que até gol do meio de campo fez no início desse Brasileiro.

Gabriel entra no lugar de Sheik, Almir no lugar de Paulinho. A seguir Matheus Sávio  no lugar de Canteros. Opções erradas de Oswaldo, que começa a acumular erros, o Flamengo depois daquelas 6 vitórias não se encontra mais em campo e parte para a sequência mais difícil da competição com a lógica dizendo que será difícil, muito difícil ganhar Corinthians e Grêmio fora de casa, por exemplo.

37 minutos. Nada. Nada. O Flamengo está perdendo e não mete medo no Figueirense. Aceitou a derrota.

E aos 43,  Dudu faz o gol que ilustra a fétida partida do Flamengo. Um time caro, que tem todo o carinho de uma Nação, que o apoia com a melhor média de público do Campeonato é um time que não se situa, que não parece entender o que é Flamengo. Qualidade até possui para G4 — se não a tivesse não tinha chegado lá! — mas não tem ambição; seus erros defensivos perpetuam e jogadores parecem deslumbrados quando fazem boas partidas.

Figueirense 3×0. Apita Anderson Daronco o final de jogo. Aliás, arbitragem estupenda. Felicitações ao homem do apito hoje.

Por mais que se tenha aqui falado muito sobre este jogo, a verdade é que faltou tudo.

 

FICHA TÉCNICA:
FIGUEIRENSE 3 X 0 FLAMENGO

Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data: 14 de outubro de 2015
Horário: 21h
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Assistentes: José Javel Silveira (RS) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Thiago Heleno (FIG) e Emerson (FLA)
Gols: Clayton (FIG), aos 21 minutos do primeiro tempo e aos 20 minutos, e Dudu (FIG), aos 42 minutos do segundo tempo.
FIGUEIRENSE: Alex Muralha, Leandro Silva, Thiago Heleno, Bruno Alves e Juninho (Marcos Pedroso); Fabinho, João Vitor, Yago (Bruno Dybal) e Rafael Bastos (Thiago Santana); Clayton e Dudu
Técnico: Hudson Coutinho

FLAMENGO: Paulo Victor; Pará, César Martins, Samir e Everton; Márcio Araújo, Canteros (Matheus Sávio) e Alan Patrick; Paulinho (Almir), Emerson (Gabriel) e Kayke
Técnico: Oswaldo de Oliveira

 

 

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Diogo Almeida integra a equipe MRN Informação e escreve no Blog Cultura Rubro Negra.

 

 

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