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A “Caixa Preta” do Futebol

A “Caixa Preta” do Futebol


Flávio H. Souza


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Há conceitos administrativos de Gestão de Equipes e especialidades já estudadas e analisadas para equipes de alto desempenho, que é o caso do futebol. Ou seja, dá para ter uma idéia bem maior que a “caixa preta” que, dizem, o futebol ser, caso se estudem métodos, conceitos e análises feitas há décadas ou há centenas de anos sobre isto. Foram equipes que conduziram navios da Europa para conquistar America, exércitos cruzaram fronteiras e conquistaram mundos, batalharam, sempre com liderança, cadeia de suprimentos, reposição de equipes, etc.

Enfim, esta afirmação que futebol é uma caixa preta não procede do ponto de vista cultural e humano. Consta na formação de uma equipe que tem que gerar resultados, com seus elementos formados de pessoas sujeitas a pressão pública. Há isto em outros esportes também. NFL, beisebol, basquete, hockey, etc.

Agora, a peculiariedade local é que muitos jogadores brasileiros têm uma péssima formação educacional, psicológica e comportamental. São adultos sem grandes capacidades cognitivas e desvios sérios de caráter, forjados em ambientes em que eram obrigados a aceitar que pessoas menos preparadas que eles, ou como eles, ganhassem chances que outros melhores não ganhavam, sejam por acordos entre seus empresários e administradores do clube, seja por outros fatores. Então se formaram em um ambiente falso e mentiroso em boa parte, o que explica o comportamento futuro enquanto profissionais. Eles se fecham entre si, não confiam em ninguém, e pensam na torcida como um aborrecimento com quem tem que conviver.

Como lidar com uma equipe assim? Formada por indivíduos sem muito senso coletivo, que não confiam no lugar e nas pessoas que lidam com eles e têm baixa capacidade de entenderem seus momentos de carreira porque são carregados como bebês por empresários que dizem para seus ouvidos o que eles querem ouvir?


Treinamento e cobrança. Intensa disciplina, treinamento e cobrança. É o que fazem na Europa. Para quem gosta de história já reparou que a formação tática das equipes mais modernas lembram formações de batalha de legiões. As linhas ficam próximas umas as outras, os jogadores separados por uma distância sempre proporcional entre eles. Isto dificulta qualquer aproximação. E isto se consegue como? Treinamento, disciplina e cobrança. Se o jogador não conseguir, o substitui por outro. Não tem queridinho, não tem mimadinho. Há a obediência tática ou rua.

Isto que tem que chegar no futebol brasileiro e no Flamengo. Precisamos de ordem e disciplina no elenco. Tática, encurtamento de espaços, linhas defensivas, ataques com alteração de posicionamento. Precisamos que os jogadores sejam cobrados para serem profissionais e não jovens indigentes.

É assim que se ganha em qualquer esporte coletivo e em qualquer outro setor que precise que uma equipe ganhe, mesmo em um escritório ou exército. Sempre há metas a serem cumpridas e quem não cumpre, dança.

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