imparcial Thauan Rocha (@Thauan_R e @Flaimparcial)   Facebook:       Flamenguista Imparcial

 

Não é de hoje que vemos atletas em farras bebendo, virando a noite nas baladas e afins, mas mesmo em dias de folga eles não devem cometer esses exageros.



 

 

 

 

Quero primeiro começar explicando os efeitos do álcool no corpo. As informações são baseadas em um artigo publicado na revista Mackenzie.

 

As bebidas alcoólicas fornecem bastante caloria, mas não nutrientes, ou seja, ajuda a engordar. Várias atividades psicomotoras são prejudicadas pelo uso do álcool, como tempo de reação, precisão, equilíbrio, coordenação complexa e a capacidade de tomar decisões mais rápidas e racionais. Prejudica também a regulação da temperatura corporal durante o exercício prolongado em ambientes frios, podendo também diminuir força, resistência muscular, velocidade e resistência cardiovascular. Além disso, interfere no depósito de energia e no metabolismo dos músculos e causa inflamações, que prejudicam a disponibilidade de nutrientes. Juntando todos esses fatores, há uma diminuição do desempenho e um risco maior de lesões.

Algumas pesquisas mostram que a cerveja faz bem para o corpo, de fato, mas o álcool não é tão simples. Certa quantidade de álcool não prejudica, pode até ajudar. De uma forma geral nas pesquisas, vi que tomar duas latas de cerveja por dia é considerado um uso moderado que não causa problemas. A quantidade varia de acordo com o teor alcoólico de cada bebida. Também é necessário analisar o momento que a bebida foi ingerida. Caso seja na noite anterior ao treino/jogo, certamente trará prejuízos no desempenho (veja o experimento do Sportv). É preciso ressaltar que em cada jogador pode agir de uma forma diferente.

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Lei Seca no Mengão. Vamos colaborar, jogadores?

Dito isto, quero deixar aqui a minha opinião sobre o uso de bebidas alcoólicas:

 

Um atleta profissional deve sempre buscar o maior desempenho possível. Antigamente os esportes eram tratados de uma forma muito mais amadora, mas hoje esse mercado movimenta bilhões. Quem trabalha ganhando R$ 200 mil/mês deve se esforçar ainda mais para justificar tal ganho. Se for preciso se abster de algumas coisas para melhorar o desempenho profissional, tem que fazê-lo, pois comportamentos fora do ambiente de trabalho influenciam sim. As carreiras são curtas, mas muito lucrativas e terá muito tempo depois da carreira de jogador para aproveitar e beber o que não bebeu.

“Aaa mas o Zico também bebia e jogava muito” claro, porque Zico é diferenciado. Outros grandes jogadores, mesmo bebendo com certa frequência, vão se destacar tamanha é a diferença de qualidade, mas vocês acham que o Éverton pode se dar ao luxo de diminuir seu desempenho? Ou o Anderson Pico que até hoje não ficou magro? Ou Cirino que custou um absurdo e está aí sem fazer nada desde metade do fraquíssimo Ferjjão?? Ou quem sabe o Samir que quase não sai do DM, mas vive em baladas?

Jogador não é santo e nem precisa ser, mas precisa entender que certas atitudes prejudicam o clube e ele mesmo. Não precisa excluir a bebida do cardápio, mas deixe para beber as duas latinhas de cerveja num fim de semana, um dia após o jogo (beber logo após exercícios também é ruim). Deixe para beber quando estiver de férias. Ou quando tiver uma ocasião especial (aniversário, comemoração de títulos, …) que não seja em véspera de treinos ou jogos. Sempre bebendo ao estar bem alimentado. Se está lesionado ou fora do peso ideal, tenha ainda mais cuidado. Além disso tudo, lembre-se que é uma pessoa pública e por isso deve zelar por sua imagem. Tirar fotos com bebidas ou gravar vídeos bêbado não poderia nem ser cogitado.

Entendo que alguns achem que a cobrança é só por causa do péssimo desempenho em campo, mas isso tudo vale para qualquer jogador, independente da classificação do time ou do desempenho em campo. É preciso sempre buscar uma melhora. Isso pra mim é ser profissional, é honrar o manto. O jogador pode até ser ruim, mas não pode ser descompromissado.


 

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