“No Flamengo que eu consegui almejar coisas grandes no futebol”. Assim relata Rafael Galhardo, lateral-direito de 25 anos, cria da base rubro-negra. Em recuperação, após romper os ligamentos do joelho no início deste ano, o jogador, que tem contrato com Anderletch, da Bélgica, optou por fazer sua reabilitação no Ninho do Urubu.



—  Sou muito grato ao Flamengo, no momento mais difícil da minha carreira abriu as portas para que eu pudesse me recuperar. Devo muita coisa ao clube.

Galhardo foi destaque na base rubro-negra, principalmente pela qualidade no apoio e nas bolas paradas. Com as boas atuações, acumulou passagens por várias categorias da seleção brasileira. No time sub 20 do Brasil, foi campeão Sul-Americano e Mundial. Mas na equipe principal do Flamengo não obteve o mesmo sucesso. Disputando vaga com o então titular Léo Moura, Rafael Galhardo teve poucas oportunidades. Ao longo de 4 anos, esteve em campo apenas 32 vezes.

— Na minha posição tinha um cara que era ídolo da torcida, jogador de muita qualidade, que passou muito tempo no Flamengo e estava vivendo um excelente momento. Então, acho que isso que me atrapalhou um pouco para não ter uma sequência.

No Flamengo ficou até 2012, participou da campanha do Hexa (2009) e foi Campeão Carioca (2011). Além do Anderletch, passou por Santos, Bahia, Grêmio e Atlético PR. No tricolor gaúcho, em 2015, viveu seu melhor momento. Naquele ano, com ótimas atuações, foi eleito o melhor lateral-direito do Campeonato Brasileiro, pela revista Placar.

Confira a entrevista completa com Rafael Galhardo

Apesar do destaque na base, você não teve tantas oportunidades no profissional. Acredita que sua passagem pelo Flamengo foi menor do que deveria ser? 

Fiquei dez anos da minha vida no Flamengo e foi um momento muito bom. Subi para o profissional em 2009, quando tinha de 17 para 18 anos. Então, foi tudo muito rápido pra mim. Joguei 32 partidas, mas na época tinha o Léo Moura que era um ídolo da torcida, grande jogador. Então não pude ter uma grande sequência. Depois que saí e fui para outros clubes, pude ter uma sequência de jogos maior.

Mesmo sem pertencer ao clube, sua foto de capa no Twitter é dos tempos de Flamengo. Existe um carinho especial pelo Flamengo?

Nunca escondi que é o clube do meu coração. Foram muitos anos que passei no clube, então conheço muita gente ali dentro. Minha capa no Twitter é uma foto no Flamengo até pelo carinho. Como falei, nesse momento mais difícil da minha carreira, foi o clube que abriu as portas para mim, então tenho um carinho muito grande pelo Fla.

Tem vontade de retornar ao clube? 

É o clube do meu coração e me colocou no cenário do futebol. Tenho vontade de voltar e jogar muitos jogos com essa camisa.

Em 2014, Egídio,, também revelado na base, relatou que alguns problemas extra campo o atrapalharam em sua passagem pelo Flamengo. Com você, teve algo parecido? Alguma situação o atrapalhou?

Não tive nenhum problema extra campo. É claro que quando você vem da base do Flamengo, um clube muito grande, a cobrança é muito alta. Não sei se foi azar, mas na minha posição tinha um cara que era ídolo da torcida, jogador de muita qualidade, que passou muito tempo no Flamengo e estava vivendo um excelente momento. Então, acho que isso que me atrapalhou um pouco para não ter uma sequência. Foram poucos jogos, mas foi no Flamengo que eu consegui almejar coisas grandes no futebol.

Quais as principais dificuldades que um garoto formado na base tem ao subir para o profissional?

Os jogadores da base são muito cobrados pela torcida, até pela identificação que tem no clube. É muito difícil chegar no profissional e se manter no time. Mas, ao mesmo tempo, a torcida tem um grande carinho. Eu, que já saí há 5 anos, recebo muitas mensagens dos torcedores, então, isso é gratificante.

Você rompeu os ligamento do joelho no início deste ano. Como esta sua recuperação?

Está indo muito bem, graças a Deus. Vou pro quinto mês de recuperação e estou tendo total apoio do Flamengo, dos fisioterapeutas… a previsão de volta é 13 de agosto, então agora é a reta final. Estou me preparando bem para poder voltar jogando em alto nível.

 Após a recuperação, pretende voltar ao Anderlecht? Ou existe a possibilidade de permanecer no Brasil?

Tenho mais dois anos de contrato com o Anderlecht, mas ainda não sei como será meu futuro. Não sei se volto para o Brasil, se fico por lá (Europa), não tem nada certo, ainda. Primeiro estou pensando em me recuperar bem para depois pensar em um clube para poder jogar.

Como surgiu o convite para fazer sua recuperação no Ninho do Urubu?

Passei dez anos de minha vida no clube, tinha um bom relacionamento com todos ali dentro. Então, eles abriram a porta para que eu pudesse me recuperar. Sou muito grato ao Flamengo.

Como avalia esta nova estrutura do Flamengo? 

Estrutura de clube grande, do tamanho do Flamengo. Acho que precisava de um CT desse jeito até pelo tamanho do clube. Tenho certeza que o Flamengo vai conquistar cada vez mais títulos devido a estrutura que tem e, com certeza, vão surgir novos jogadores porque não é só o profissional, a base também tem uma boa estrutura, que eu não tive em minha época, então isso pode acarretar em novos jogadores surgindo.

Quando você saiu, em 2012, o clube não tinha uma imagem muito positiva no mercado. Como você vê o atual momento do clube? Acredita que o Flamengo está no caminho certo?

O clube está no caminho certo. Está pagando suas dívidas, investindo no CT, na base. Com certeza irá colher os frutos logo logo. Parabéns à atual gestão, viu o que o Flamengo precisava e está fazendo um excelente trabalho.

No Santos você jogou ao lado de Neymar; no Flamengo ao lado de Ronaldinho. Como tem visto este início do Vinicius JR? Ele tem potencial para chegar ao nível desses craques?

Posso falar que sou um privilegiado por ter jogado com vários craques do futebol. Neymar, Ronaldinho, Love, Thiago Neves, Pet, Adriano, enfim, muito jogadores de altíssimo nível. E vejo o Vinícius Jr com ótimo potencial, parece ser um jogador de muita qualidade. Tenho certeza que irá render muito no Flamengo e onde ele for. Com certeza, logo, estará no nível desses caras.

No Bahia você conseguiu se destacar e no Grêmio acabou sendo eleito o melhor lateral do Campeonato Brasileiro. Na sua opinião, foram os dois melhores momentos da sua carreira?

No Bahia foi uma situação atípica, cheguei pra jogar, mas, infelizmente, tive algumas lesões que me atrapalharam um pouco. Porém, nos últimos cinco jogos pude fazer boas partidas e consegui chamar atenção de alguns clubes, inclusive do Grêmio. Na minha opinião, o melhor momento da minha carreira foi com a camisa Grêmio, onde joguei 50 jogos em um ano e tive mais sequência. Graças a Deus, acabei sendo eleito o melhor lateral-direito do Campeonato. Então, é um clube que eu tenho no coração, um clube onde fui muito bem.


O Mundo Rubro Negro precisa do seu apoio para não acabar e melhorar ainda mais. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMRN

 

Seja um #ApoiadorMRN! Ajude contribuindo com R$ 5, R$ 10 ou R$ 20 mensais e participe do nosso grupo exclusivo de WhatsApp e muito mais. Esta é a forma que nós temos de manter e planejar o nosso projeto como um todo. Se você possui um negócio ou serviço que precisa ser divulgado, temos planos de apoio a partir de R$ 50 mensais com publicidade no nosso site e redes sociais. Clique aqui e vire um #ApoiadorMRN: bit.ly/ApoiadorMRN
Participe da campanha especial de arrecadação para viabilizar a produção e edição de conteúdo no canal do MRN no YouTube. Doe qualquer quantia de forma rápida e segura!