E o Flamengo, ora vejam, em um período turbulento após a saída do técnico Zé Ricardo, que foi tarde, aplica uma sonora goleada de 5 x 0 no “poderoso” Olaria chileno, o Palestino, que nos eliminou ano passado com direito a olé, no primeiro sinal evidente do erro que seria a continuidade de Zé Ricardo, como se mostrou ao longo de 2017.

Jayme, o interino, por motivos ainda desconhecidos, visto que foi demitido em 2014 porque perdeu o controle do time que dirigia, fez uma série de desonrarias ao clube alegando “falta de respeito” com as intenções em exonerá-lo, por mais que tenham sido descobertas pela imprensa, a despeito das intenções dos dirigentes. Como se eles pudessem controlar isto, uma vez feito contato com possíveis substitutos há o contato com agentes de negociação, aí o céu vira limite.

Com este episódio, EBM, o paternalista, ficou com pena e mais tarde o readmitiu, trazendo de novo o problema para dentro de casa. E, infelizmente, traumatizou os dirigentes do Flamengo, que caíram no conto da histeria da Hater Press, a ponto de sequer sondar um técnico para substituir o Zé Ricardo, em processo flagrante de fritura em fogo alto com torcida e parte dos dirigentes. Como se um cargo destes, altamente estratégico e importante, não fosse um dever de qualquer diretoria, já ter nomes A,B ou C para substitui-lo em caso de demissão.

Enfim, Flamengo, embora tenha feito uma revolução administrativa sem igual na história recente, com melhoria contínua e profissional das finanças, jurídico, comunicação, TI, marketing, etc etc etc tem no futebol, ainda, sua dose cavalar de amadorismo, muito pela postura do CEO Fred Luz e atual VP de Futebol, o EBM, que, ao que parece visto de longe, se tornaram “amigos” de quem deveria cobrar, e sentem pena de técnicos e jogadores, ao invés de manter uma distância recomendável a este tipo de situação. Futebol é profissional. São metas, resultados, cobranças intensas. A torcida do Flamengo é exigente, não quer saber se dirigente virou amigo de jogador, técnico, diretor etc. Quer cobrança. Se não conseguem fazer isto se afastem para quem o faça.

Contudo, estão contactando o bom técnico Rueda, numa quebra de paradigma com o Flamengo rame-rame, que só contrata desatualizados e previsíveis técnicos brasileiros “7 a 1”. Não sei como este raio caiu no Departamento. GE reclama que foram as redes sociais (leia aqui). Bem, se foi o caso, viva a FlaTT! Histérica, briguenta, muitas vezes sem sentido, mas sempre em luta a favor do Flamengo.
 

 
Com a saída do técnico, vinda de treinador, jogador sabe que o seu está na reta. E correram bastante. Até o Arão. E, convenhamos, Palestino não era nenhum adversário a meter medo. Começando o jogo de forma fulgurante, com o elenco “100% brasileiro” que o Jayme colocou em campo, Flamengo fez 4 x 0 no primeiro tempo. A se destacar o jogo de Geuvânio, mostrando muita qualidade, e Everton Ribeiro, mostrando desenvoltura e inteligência no meio de campo, já me fazendo questionar que talvez seja um nome melhor que o Diego na posição. Arão, Vizeu também jogaram muito bem o primeiro tempo, com Marcio Araujo fazendo o papel dele de sempre. Retardar o jogo com sua falta de velocidade em passar a bola, correr com ela dominada e passar para trás. O jogador “símbolo” desta gestão de futebol, de Zé Ricardo e Jayme. Espero que Rueda, caso venha, não seja “contaminado” por ele.
 

 
Segundo tempo. Flamengo tocando a bola em banho maria, esperando a torta aparecer na janela. E Geuvânio sentiu. E só assim Jayme fez a primeira substituição. Outro que tem um processo de retardamento em substituição. Nossa sina enquanto torcedor é suportar isto. Espero que cesse em breve. Colocou Berrio que tentou alongar jogadas pela direita sem muito sucesso. Passe pro lado para cá, passe pro lado para lá, a torcida pede Vinicius Jr e Jayme a atende. Finalmente entra nosso garoto Real. E no primeiro toque de bola, fez seu gol. Merecido. Todos o abraçaram, os jogadores e a torcida, mentalmente. Que tenha um bela carreira, parece ser um bom menino, a ponto de dedicar o gol ao Zé Ricardo.

Final, Flamengo 5 x 0 Palestino. Parece que desde 1895 o Flamengo não conseguia eliminar time estrangeiro em competição. Ufa! Que seja o primeiro grande passo da humanidade rubro-negra de volta a notoriedade em competições internacionais.

Agora, esperemos que Rueda saia daquele “99% certo”, assine com o Flamengo e tenhamos um técnico de nível internacional para deixar o urubu alçar voos gigantescos.
 

Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
 

Foto destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
 


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