Sem Guerrero na final da Copa do Brasil, Rueda testou o menino Paquetá na função de falso 9. Ele foi bem e cumpriu o seu dever. O objetivo principal do falso 9 é sair do meio dos zagueiros e se juntar aos meias quando o time tem a bola na zona ofensiva, criando assim uma uma decisão difícil para a defesa: os zagueiros podem fazer a perseguição, deixando espaço às suas costas, ou manter a posição, oferecendo superioridade numérica ao adversário no meio-campo.



Mas, além disso, o Flamengo hoje também joga com um falso 7. Se o falso 9 tem um objetivo claro a ser cumprido, a principal característica desse falso 7 é não ter objetivo algum.

Berrío é um jogador útil em apenas duas ocasiões: jogando no contra-ataque ou em uma situação de pressão absoluta em cima do adversário. Só pode jogar contra linhas de defesa adiantadas (porque oferece profundidade) ou estreitas (porque oferece amplitude). Contra um adversário postado perto de sua própria área, Berrío não tem nada a fazer. Não consegue criar uma única jogada.

Também inventamos o falso 10. Everton Ribeiro cai pelo meio e até cria alguma coisa, mas com Berrío e Everton incapazes de fazer jogadas de aproximação, ele tem um espaço enorme de campo para cobrir lateralmente, não conseguindo desempenhar nenhuma função de verdade.

O treinador insiste no 4-2-3-1, que enterra o meia em uma zona solitária, impossível de jogar. Esse é o esquema que todos os clubes brasileiros usam atualmente, mas com pontas de características diferentes. Será que o Flamengo não poderia aproveitar melhor os jogadores que tem a disposição hoje, mudando o formato do meio-campo para favorecer Everton Ribeiro?

Jogamos também com o falso 6, pois Pará cumpre função apenas burocrática na marcação enquanto joga torto pela esquerda. Isso quando não está acertando a própria meta.

E chegamos finalmente ao falso 5. Se Márcio Araújo é o jogador mais criticado pela torcida, o que dizer de Romulo? O volante não tem sequência de jogos, é verdade, mas não merece nem a sequência do primeiro para o segundo tempo pela bola que joga.

A rodagem de elenco é um dos conceitos mais importantes disseminados nos últimos 15 anos pelo mundo, e ainda pouco assimilado no Brasil. É fundamental que comecemos a usar melhor os jogadores, perdendo o medo de “não repetir time”, mas na situação atual do Flamengo, é inconcebível entrar em um clássico com Márcio Araújo e Romulo no meio-campo. A engrenagem do time simplesmente travou enquanto os dois estiveram no jogo. Erro crasso do treinador.

O Flamengo parece não evoluir. A torcida cobra raça, mas esse não é o principal problema. O time é ruim, mal treinado, mal escalado, mal acostumado… É difícil até apontar os erros, pois a equipe parece ter pouquíssimas ideias. Todas as jogadas são iguais: correria dos pontas até o fundo e cruzamento na área. Na formação mais manjada do mundo, somos o time mais previsível.

A esperança é que Rueda entenda com quem pode contar para o ano que vem e que a montagem do elenco seja bem feita em 2018.


Se o ano acabou, pelo menos queremos terminar com dignidade. Chega de falsidade!

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